16.11.06

As aulas de substituição

são preenchimento de tempos. A questão não é - nunca foi - utilizar as aulas de substituição para ensinar matéria aos alunos. As aulas de substituição ( e o termo, em si, encerra erros de interpretação graves) são, claramente, aproveitamentos de tempos para que, fundamentalmente, os alunos possam estudar e, porventura discutir em grupos ordenados, matérias dadas nas salas de aula, pelos respectivos professores das disciplinas. Pretender que as aulas de substituição (repete-se, a adjectivação está errada) são uma oportunidade para lecionar e receber ensinamentos, é um erro. São tempos, repete-se, de aproveitamento escolar para estudo.
.
O problema surge quando se junta a pouca, ou nenhuma, vontade de estudar dos alunos - esquecendo que a sua formação de base é vital para a sua vida futura, numa sociedade em crescente competitividade, na qual se medem, exaustivamente, as eficiências; e a ausência de vontade de trabalhar dos professores, habituados a ter tempos mortos, de convívio, passados na sala de professores, agregada à relação que estabelecem, pela negativa, entre o vencimento que auferem e a utilidade esperada do seu trabalho.
.
Todas estas questões, numa sociedade portuguesa claramente avacalhada, são de difícil resolução e a alteração de mentalidades far-se-á à custa da dificuldade das gerações futuras, significando um progressivo e inexorável empobrecimento do País.

Sem comentários: