14.2.05

Moda no Feminino

Gucci Posted by Hello

Isaak Levitan Posted by Hello
A Tempo
O Principe Carlos anunciou o seu casamento.
A Casa Real Inglesa mostrou uma imensa inteligência nos títulos que Camilla Parker Bowles utilizará, primeiro após o casamento e, segundo, quando Carlos fôr Rei: Duquesa da Cornualha e Princesa Consorte.
Apropriados, sem dúvida.
Enquanto quis fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto de um suave pensamento
Me fez que seus feitos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse,
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Para que seus enganos não dissesse.

Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,

Verdades puras são, e não defeitos.
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos.

(Luís de Camões)
Bom Dia

James Freiberg Posted by Hello

13.2.05

O que é o VOTO

O poder não se procura nem se obtém apenas para o possuir ou tirar dele dividendos, mas igualmente para o poder exercer, para se poder governar através de projectos políticos, de ideias, de valores, de interesses. O poder é algumas vezes conquistado pela violência, através de uma acção concertada de uma minoria, outras vezes através do voto livre e secreto, da preferência qualificada e pacífica de uma maioria. Em ambas as situações estamos perante a luta pelo poder, seja ela violenta ou pacífica.
Quando num estado de direito como é o português, se entrega o poder a actores políticos através do voto, ou seja pela vontade da maioria, quem vota está a exercer um direito inalienável que pode ser explicado recorrendo a uma figura económica, comum às estratégias empresariais de alianças: o FRANCHISING.
O Estado, através do poder político e administrativo, detém o "master franchising" da capacidade de determinar quem governa. Partilha ou não esse privilégio. Ao partilhar delega essa responsabilidade. "Franchisa" esse direito. Nesse momento somos todos detentores de uma licença de "franchising", da sua boa gestão e aplicação no tempo.
O termo "franchise" significa, em português: "privilégio, imunidade, direito de voto, direitos políticos, direitos civis, concessão". Abdicar deste direito significa diminuir drásticamente a capacidade de multiplicação do "master franchising". Implica uma vontade de não utilização do privilégio, da imunidade, do direito concedido. Equivale a deixar noutras mãos a gestão do crescimento e da própria razão do "franchise". É o mesmo que abdicar, desistir. É permitir que uns poucos se arroguem pensar por todos. É hipotecar o negócio, o mesmo é dizer o "franchise". Será por fim acabar com este, abrindo as portas às minorias violentas. Por isso é tão importante votar.
Défice Democrático em Portugal
Quando dois jornais de abrangência nacional decidem, na mesma semana, hipotecar parte da respeitabilidade que lhes seria ainda imputável, entrando ostensivamente na campanha eleitoral e, de uma forma descarada, tomando partido pelo PS através de uma tentativa de descredibilização acelerada do líder do PSD, no que é já mais desespero do que racionalidade, deixa-se cair em definitivo a isenção, ou o que restava dela, na capacidade de informar, através de uma tentativa tão inapta quanto desavergonhada de manipulação da opinião pública.
Se, como pretendem fazer crer, PSL está descredibilizado perante a massa votante e as eleições ganhas pelo PS, mais por demérito daquele do que por mérito de Sócrates, não se percebe esta atabalhoada "campanha" de última hora para denegrir a imagem de PSL e, concomitantemente, do PSD. E de última hora - perfeitamente racional e preparada entenda-se - porque no caso do Expresso, jornal semanário, o que foi escrito já não tem possibilidade de ser emendado. O "timing" escolhido foi propositado para impossibilitar a retratação pública.
Igualmente a bizarra tentativa de conluiar o jornal Público com os estrategas de campanha de PSL, no sentido de terem "armadilhado" a notícia sobre Cavaco Silva com aquele jornal, é de uma demência feroz, como se não se soubesse para onde "cai" a redacção do Público, o respectivo director e o bloco accionista.
O Expresso é lido por gente formada, culta, conhecedora e consciente. A menos que José António Saraiva considere que o País está tão mal que mesmo estes já não têm capacidade crítica e de análise. Desengane-se então! Ainda não está tão mal, por muitos esforços que sejam feitos nesse sentido.
O que importa, contudo, é a análise possível a estes súbitos desarranjos mentais.
Será que o PS está próximo de uma maioria absoluta? Ou o pedido desta última, de uma forma cada vez mais acentuada pelo seu líder, esconde uma de duas possibilidades: a) o PS não tem a certeza de ganhar; b) o PS, mesmo ganhando, não consegue formar uma maioria com qualquer força política porque PSD/PP garantirão a maioria dos lugares no Parlamento ?
O despudor das notícias mencionadas levam a pensar que estamos perante a hipótese b), sendo qualquer uma das duas sub-hipóteses ainda não descartáveis nesta altura e, daí, o desespero. Já se disse tanta coisa nestes últimos cinco meses que é aterrador, para algumas pessoas que sempre estiveram mal-intencionadas, pensar que a hipótese b) é viável. Já o tentaram com Paulo Portas, sem resultado, não esqueçamos.
De qualquer forma estamos perante o avacalhamento da informação, perante uma demonstração cabal de que o País está entregue a incapazes, seja qual fôr o quadrante onde se posicionem. O País fede. A incompetência grassa. Os "lobbies" mal intencionados multiplicam-se como coelhos, só não se percebendo como - da maneira que o fazem - se conseguem multiplicar.
Há que atentar na consciência e gerar mecanismos de defesa para a informação que chega do exterior. Mais do que nunca o País precisa de pensar em si, em conjunto, e deixar cair a opinião de uns poucos, que de portugueses já nada têm . Esta última semana deverá ser de reflexão e, vote-se onde se votar, o voto deverá ser em consciência e não um voto induzido e manipulado. Que se vote CDU ou PP, mas que se vote porque se acredita que esse é o melhor caminho para Portugal.
O que se pede é honestidade moral e intelectual, e essa a população nacional tem de sobra. Os outros, poucos, que se danem.
Moda no Feminino

Outras Facetas Posted by Hello

12.2.05

Partindo-se

Senhora, partem tam tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tam tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Tam tristes, tam saudosos,
tam doentes da partida,
tam cansados, tam chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.
Partem tam tristes os tristes,
tam fora d´esperar bem,
que nunca tam tristes vistes
outros nehuns por ninguém.

(João Ruiz de Castelo-Branco)

tentador........ Posted by Hello
Amo, porque de amor nada sei.
E é no amor reiterado,
No que é dado e partilhado,
Que ao morrer esperarei
ter sido de facto amado.

(João Fernandes)
Bom Dia

George Inness, 1878 Posted by Hello

11.2.05

Um pensamento nada reconfortante e até muito incómodo.
Vota-se em partidos, não em pessoas, mesmo sabendo que as campanhas têm de ser protagonizadas por seres palpáveis (sem segundos sentidos), de carne e osso e que o papel da empatia pode ser de alguma forma importante - digo pode, porque se fosse de facto A. Cavaco Silva nunca tería ganho umas eleições. Vota-se num modelo de sociedade, num programa de governo. E assim se vota, igualmente, no líder da força partidária que mereça confiança em determinado momento. Muda-se também, ou não, o sentido de voto de acordo com o modelo que se considera ser mais correcto para a conjuntura do momento.
nota: eu nunca alterei o meu sentido de voto em 30 anos, mas aceito que outros o façam.

Era assim que se votava. Era, porque agora já não é.
O Presidente da República criou um novo tipo de voto. O voto presidencial paternalista, educador e acima de tudo decisor, desresponsabilizando o cidadão votante da decisão que toma quando vota para a Assembleia, quer aquele seja o seu presidente, quer não. A coisa passa-se mais ou menos assim:
- Olha, vote eu em ti ou não, depois, quando e se ganhares - e se não fores tu que seja o outro - o que eu quero mesmo é saber se acaso e na tua opinião eu até me enganar a votar para a Assembleia da República, desculpa lá, mas tu importas-te de emendar a minha mão, correr de lá com os tipos e convocares outras eleições ? Eu sei que é chato, mas fazes não fazes ? Vá lá..... É que tu, melhor que ninguém, senhor da verdade e da razão, figura veneranda de Chefe de Estado, inatacável, saberás melhor do que eu se o Governo que elegi é para durar a legislatura e serve os interesses dos portugueses, tenha ou não maioria estável, ou é para acabar mais cedo. Prometes ? Pronto, então eu voto nas legislativas. Fico mais descansado.
Espaço aos Leitores
Mas, afinal para que precisamos de votar? E se o PR, daqui a uns meses achar que o governo está instável? Porque não escolhe ele? Assim, não deitava as culpas a ninguém! Aliás, éramos nós, a fazê-lo! Um "modelo" respeitável de políticos? de política? Onde andam os "respeitáveis"? Ainda não decidi se vou votar! É que sinceramente, não gosto muito de "lavagens de cérebro"... :-)

Menina_Marota

Bom Dia

Claude Lorraine, 1644 Posted by Hello

10.2.05

Tanta cor.......

a Preto e Branco Posted by Hello
A Cor a Preto e Branco

Há cor no mundo. Em todos os momentos.
Há cor no amor, também na dor. Na vida e na morte: reparem bem na cor.
Nas ruas, nos semáforos, no vinho, nas roupas, nos carros, nos comportamentos. Tudo tem cor.
A cor do céu. A cor do "guichet". Estamos com boa cor ou com mau ar. A cor do mar.
A cor das aves e dos outros animais. Os quadros cheios de cor. As cores básicas.
A cor da guerra, do sangue. A cor da paz: esta é branca.
O branco é o conjunto de todas as cores. Será a paz o conjunto de todas as coisas ?
A cor do sonho - azul ou rosa. A cor da prosa. O homem colorido nas várias raças. A cor da discórdia. A cor do dinheiro. E a cor associada ao sexo. A cor das peles, das jóias. As luzes no seu esplendor de cor. As cores quentes e frias.
A cor da morte: o preto. O preto é a ausência de cor. A morte ausência de vida. Vida material vivida na cor. O preto imposto na ausência da matéria.
A vida intemporal é alva, branca: o conjunto de todas as cores.
Será então, a preto e branco, que se obtém a visão mais realista das coisas e das pessoas ? Mais humana também ?
Se assim fôr não quero mais cor.
Excepto nos meus fatos, gravatas, sapatos, carros, na minha família, nos meus amigos, nas senhoras com quem me cruzo, em todos os outros, nas suas vidas, no céu todos os dias, no amor, nos sonhos, em tudo afinal e, quando morrer, espero enfim poder beneficiar da visão pragmática e humana do preto e branco.
(João Fernandes)
E porque chega de falar
de mediocres......................

Dali em pleno acto criativo Posted by Hello
A propósito do Público e de A. Cavaco Silva
No Público de hoje:
"A direcção editorial do Público reconhece que fez uma má escolha do título de capa "aposta em", expressão ambígua e a meio caminho entre o "prevê" e o "apoia" ".
José Manuel Fernandes sempre que aparece na RTP1, e está sempre a aparecer, é por norma tendencioso e, quando não o é, é ambíguo.
Em corolário se assente que a escolha do título não foi má nem boa, foi natural na linha editorial do jornal e do comportamento do seu director. Já o tínhamos observado num "post" de Janeiro que agora se reproduz abaixo .
O jornal Público e o seu director funcionam como as enguias: com ou sem cabeça mexem sempre.
Senão, atente-se na continuação da peça:
"Deste caso também retira (a direcçção editorial, n.a.) que se deve respeitar os silêncios dos políticos: as convicções jornalísticas sobre as suas intenções ou desejos, mesmo as melhores fundamentadas...".
Ou seja, o Público está e estava cheio de razão, as convicções estão bem fundamentadas, só que não deviam ser ditas assim, daquela maneira, mas sim embrulhadas, objecto de operação de cosmética. Corre-se o risco de vender menos jornais durante uns dias (só uns dias porque a memória é curta), de se ser atacado em várias frentes, portanto há que emendar a mão.
Demonstração de hipocrisia e de cinismo no seu melhor, bem como da intelectualidade vendida, da seriedade hipotecada, do vazio das consciências.
Apetece mandar todos à merda. Não o faço por ser educado, mas que apetece, apetece.
Páginas e páginas escritas, milhares de revistas vendidas, artigos de opinião, receitas, fotografias escabrosas, outras não, escândalos que o são, e que não o são, mais fotografias escabrosas de ostentação, sangue, muito sangue, dias a fio sangue, miséria, desgraça, e mais miséria, e mais crime, e outra vez miséria à mistura com ostentação, depravação, corrupção.
Ainda a opinião de quem nos dá as notícias, as faladas, mas também as escritas, apresentadas sem isenção, com intenção, manipulando o sentido das coisas, para uma população impreparada, pouco letrada, muito mas muito acomodada, egoísta, isolada.
A quantidade é muita. A qualidade é baixa.
Jornais pretensamente sérios - um pior que todos os outros - deturpantes, com jornalistas capazes mas vendidos, impotentes, rendidos aos interesses materiais mais do que aos sociais, culturais, informativos.
E os rodapés! Poupem-nos aos rodapés e às inúmeras calinadas!
Salvam-se alguns articulistas - Clara Ferreira Alves é um bom exemplo - salvam-se as rádios, trabalho mais exigente, desprovido do sensacionalismo dramático e pungente da imagem - atente-se na TSF.
É urgente nivelar por cima. É urgente informar com isenção sob pena de se questionar a liberdade de imprensa, quando manifestada por quem quer, acima de tudo, marcar a agenda. A livre expressão de uns poucos é inversamente proporcional à liberdade e qualidade informativa consumida por todos os outros, e sem esta não existe, de facto, capacidade de pensar e opinar.