O Presidente do Banco Mundial afirma que não acredita que o mundo esteja à beira de uma nova recessão. Claro que não. Não está. Os EUA não criaram um único novo posto de trabalho no mês de Agosto (mão-de-obra rural não incluída, como sempre). Em Julho tinham criado 55.000 novos postos de trabalho. Entretanto têm 14 milhões de desempregados. estes são números animadores, sem dúvida nenhuma. Não, o mundo não vai entrar numa nova recessão; o mundo está a viver a mesma recessão desde 2007. Só que a recessão está cada vez pior e, como já passaram mais de 6 meses, teoricamente já podemos falar em depressão. Mas o senhor tem razão: não há o perigo de uma NOVA recessão. Nova nunca.
6.9.11
11.8.11
O homem no seu melhor
Nem comunismo nem neoliberalismo. A economia mundial destruiu o comunismo e está a fazer em escombros o neoliberalismo. É a própria economia, num sistema de auto-regeneração, que se encarrega de desfazer os erros que o homem comete. Porque funciona numa óptica de deve e haver, de equilíbrios entre quem tem e nada tem, porque obedece à lei da oferta e da procura.
Em Portugal - e no mundo - a economia está a ser entendida como um dogma, quando na realidade é um instrumento de bem-estar. As finanças estão a ser encaradas como uma solução, quando na realidade são uma resultante do bem-estar.
Sem bem-estar não há economia nem há finanças, mas só um amontoado de teorias e teoréticos de gabinete, de agentes que procuram mais-valias e satisfação pessoal, especuladores e jogadores. Esta gente no seu conjunto, esmaga o sentido económico da política e esmaga, finalmente, a própria política, fazendo esta ceder a tendências totalitárias.
8.8.11
7.8.11
Pois.....
O Prof. Eduardo Lourenço afirmou hoje que:
"contrariamente à opinião de várias pessoas", pensa que "a saída continua a ser através da Europa".
"contrariamente à opinião de várias pessoas", pensa que "a saída continua a ser através da Europa".
O Prof. está radicado em Paris.
Mas disse mais: Portugal tem que resolver a crise "em casa" e depois "na casa ainda não comum, mas que se deseja comum no futuro chamada Europa". Vive radicado em França, recordo.
E acrescentou: apontou a sua aldeia como um exemplo das suas palavras: "Esta aldeia nunca viveu tão bem. Era muito mais pobre e nunca ninguém tinha recebido um tostão que viesse do Estado".
Digo eu: POIS!!!
6.8.11
Há gente que está a mais no Parlamento
Assistir a debates parlamentares (como o recente sobre o denominado orçamento rectificativo) é tarefa penosa. Ver deputados lerem, linha a linha, folhas A4 inteiras nas suas intervenções, é o mesmo que dizer ao país que, aqueles seres estranhoa aos interesses nacionais, não perfilham de qualquer opinião política válida e não têm ideias concretas sobre as matérias em discussão. Não é aceitável e são corpos a mais na Assembleia da república.
Aceitam-se as cábulas - do mal o menos - para não se perder o horizonte da intervenção. Não se aceitam discursos escritos por terceiros, ou mesmo pelos próprios, porque o significado é e será sempre o mesmo: impreparação.
5.8.11
O que os comunistas europeus não querem....
Os verdes alemães são giros: defendem tudo aquilo que a Alemanha menos quer agora, a saber: um Ministro das Finanças europeu e as Eurobonds. Não quer, pelo menos enquanto não dominar económica e politicamente toda a Europa, e esse processo vem muito longe, se algum dia chegar. Não quer também, principalmente, enquanto não medir com exactidão a dimensão da tragédia europeia e necessariamente mundial, ao nível financeiro. Por outras palavras, não quer enquanto não souber se o euro se aguenta; mas a resposta que procuram é fácil: não aguenta. E a pressão que estão a sentir dos mercados prende-se com a indefinição ao nível das verbas,que a Alemanha venha a financiar - ainda não financiou um centimo, sublinhe-se, mas a preocupação dos mercados está lá, enquanto não disserem claramente (e vão dizer) que não põem um chavo.
O problema dos verdes, contudo, é outro: têm um medo de morte que a Europa vire toda à direita, mas não uma direita liberal; a outra, a mais dura, a que é social não liberal. Daí os discursos encomendados pelo PCP do sítio e os PCP dos outros sítios todos.
e a Euribor desce, obviamente....
Pretender que o BCE iria subir a taxa de juro da zona euro e, por isso, ter subido ligeiramente a euribor, primeiro, para hoje, obviamente cair, depois de se saber que a taxa de juro do BCE ficaria inalterada, é não perceber nada de economia. Não só a taxa ficou inalterada, como será quase impossível não a fazer descer nas próximas reuniões. Porque o problema na Europa já não é a inflação, mas algo muito pior: a futura deflação (não confundir com desinflação).
Ver mal implica ver menos
As bolsas caem em todo o mundo. A preocupação pelo fraco desempenho económico mundial faz-se sentir. Entretanto, mais de 80% dos americanos, em sondagem, revelam-se insatisfeitos com os cortes orçamentais aceites por Obama, porque sabem que uma desaceleração da despesa produtiva do estado americano, em nada contribuirá para a solução dos 14 milhões de desempregados.
São realidades económicas.
Em Portugal, a cegueira política e económica leva a que se veja sempre menos do que há para ver.
4.8.11
2.8.11
E agora EUA ?
Como vai a economia americana crescer, com a desaceleração económica actual - e a própria economia mundial - se o presidente aceitou fazer cortes extremos na despesa pública? Lá, como cá, há muita decisão económica por explicar, muito erro económico cometido, muita asneira no ar.
Será que no fim só restará a outra via de recuperação económica?
1.8.11
estado e hipocrisia
O estado não pode, os políticos não podem, de acordo com a optica neo-liberal, imiscuir-se na gestão das empresas, halas, mas pode preocupar-se com a forma como são escolhidos aqueles que são despedidos e os que ficam, nas entidades privadas. Santa hipocrisia.
31.7.11
A miopia política nacional
A venda das "Golden Share" é um mau negócio para o estado portugues: (1) porque perde capacidade de intervenção nessas empresas, fundamentais do ponto de vista da autonomia nacional; (2) porque a indecisão mundial é enorme e esta é a pior altura para perder o controle do estado sobre a economia, e as suas actividades core; (3) porque a decisão de alienar vem na pior altura, quando o país e os seus activos são cotados como "lixo"; (4) porque, como resultante, o preço de alienação será sempre muito inferior ao real valor das participações.
A falta de visão continua a ser muito aborrecida. Por vezes parece existir uma completa incapacidade de casar o "tempo" com a "oportunidade", como se um e outra não estivessem intimamente ligados.
29.7.11
Fresh Out of Bailout
Os vários bailouts, empreendidos um pouco por todo o mundo, são irrepetíveis, o que significa que o regresso a 2009 não significa regressar à mesma crise, mas a uma muito maior. Como escrevi aqui e aqui, só para citar alguns exemplos que ilustram como, infelizmente, não teria sido difícil chegar perto da verdade e encetar caminhos de regularização das economias.
Para mal geral, os neo-liberais mantiveram o seu poder de instrumentalização das políticas económicas.
Porque se pode ser liberal e defender ideias liberais: é fundamental contudo, perceber a diferença entre a pertinácia da defesa e a exequibilidade da aplicação da doutrina, conforme aos tempos.
A viagem temporal que ninguém queria fazer
A cada dia que passa, à escala global, estamos mais perto do cenário de 2009.
28.7.11
Paul Krugman e o Euro....
é.......e depois não digam que, aqueles como eu, não têm razão na análise económica do momento. Assistimos a uma enorme incompreensão dos fenómenos económicos, a roçar a incompetência grosseira.
25.7.11
Poeira....
Ao contrário do que parece ser, a verdade é que só o FMI meteu, até agora, dinheiro do primeiro pacote na Grécia (como na Irlanda e em Portugal). Também ao contrário do que parece ser, espera-se que a Grécia falhe no cumprimento dos seus objectivos. Igualmente de sentido contrário às manifestações de alegria, a redução da taxa de juro para 3,5% só se aplica aos capitais vindos do FMI/UE; os outros, captados no mercado, irão continuar em escalada. E acresce, a Alemanha não tem vontade, nem irá proceder a qualquer financiamento aos países em perigo de default. A situação permanece inalterada e as medidas correctivas as mesmas. Prolongar prazos de pagamento alivia a tesouraria, no curto prazo, mas não gera riqueza, nem garante o pagamento da dívida. Até porque as constantes idas ao mercado são feitas com maturidades inalteradas. Poeira, muita poeira.
18.7.11
Rácios Tier 1
O rácio Tier 1, de que tanto se fala nos testes de resistência da banca a prejuízos inesperados (os esperados são contabilisticamente tratados como provisões), mostram uma realidade, no mínimo, escandalosa, quando comparada com a realidade imposta a quem pretende arrancar projectos e, dirigindo-se à banca, se vê confrontado com sistemáticos pedidos de garantias e percentagens de capitais próprios mínimos elevadas (em relação ao investimento total).
Quando um banco apresenta um Rácio Tier 1 de 5,5 ou de 6,3%, o resultado representa a percentagem de capitais próprios envolvidos na operação da instituição, na medida em que os depósitos em dinheiro, nos quais se incluem os depósitos a prazo, têm peso zero no cálculo do Rácio. O mesmo é dizer, que a operação bancária está suportada em 5,5% de capitais próprios e 94,5% de capitais dos depositantes. Avalie agora cada um, como quiser, a moralidade do negócio financeiro e quem lhe garante a sua sustentabilidade; avalie igualmente quem tem tudo a perder, no caso de descalabro financeiro.
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