Perguntar se é possível os actores políticos não verem o que é por demais evidente, é uma permanente perca de tempo. Não vêem, ponto final.
O que se perfila no seu (curto) horizonte é um misto de medo e irresponsabilidade; aquele impede o discernimento e este apela à passividade.
Não encarar a realidade económica é relegar o país para secundaríssimo plano, e renegar o direito à acção. É aceitar como bom todo e qualquer instrumento de política económica, desde que venha de fora, porque permite a enorme desculpa da imposição, sem cuidar da sua validade.
O ciclo vicioso em que nos encontramos e para o qual a Europa também caminha, não aproveita a ninguém. Claro que uns (portugueses, irlandeses, gregos) acrescidos de possíveis outros (italianos e belgas) e ainda islandeses, sofrerão e muito. Mas todos os outros, sem excepção, terão de pagar o seu quinhão. Se os mercados diminuírem à velocidade da erosão económica - o que sucederá - vende-se o quê a quem? E compra-se onde e a que preço? Porque a Europa não se basta a si própria. E, depois, ainda temos o Leste, a Turquia, o Magrebe, o empobrecimento do médio-oriente e de África.
O caminho seguido pela Europa, a fixação da acção económica no aumento da carga fiscal, conduz inevitavelmente a uma perca de poder de compra, e esta perca de poder de compra espalha-se por todo o mundo, porque é o mundo em si mesmo que se vai contraindo, através da contracção das economias europeias, por via de taxas de juro baixas, que conduzem à desvalorização das moedas (no caso europeu o euro) e porque a recuperação, em parte, desta contracção económica na balança comercial, contagia negativamente todos os outros países no mundo. Por outras palavras, podemos estar a entrar num problema muito mais sério e não a sair de outro problema, já de si sério.
Creio que há muitos doutorados, cheios de jargões, que opinam muito, em muito lado, que de economia na realidade não pescam nada.
O que se perfila no seu (curto) horizonte é um misto de medo e irresponsabilidade; aquele impede o discernimento e este apela à passividade.
Não encarar a realidade económica é relegar o país para secundaríssimo plano, e renegar o direito à acção. É aceitar como bom todo e qualquer instrumento de política económica, desde que venha de fora, porque permite a enorme desculpa da imposição, sem cuidar da sua validade.
O ciclo vicioso em que nos encontramos e para o qual a Europa também caminha, não aproveita a ninguém. Claro que uns (portugueses, irlandeses, gregos) acrescidos de possíveis outros (italianos e belgas) e ainda islandeses, sofrerão e muito. Mas todos os outros, sem excepção, terão de pagar o seu quinhão. Se os mercados diminuírem à velocidade da erosão económica - o que sucederá - vende-se o quê a quem? E compra-se onde e a que preço? Porque a Europa não se basta a si própria. E, depois, ainda temos o Leste, a Turquia, o Magrebe, o empobrecimento do médio-oriente e de África.
O caminho seguido pela Europa, a fixação da acção económica no aumento da carga fiscal, conduz inevitavelmente a uma perca de poder de compra, e esta perca de poder de compra espalha-se por todo o mundo, porque é o mundo em si mesmo que se vai contraindo, através da contracção das economias europeias, por via de taxas de juro baixas, que conduzem à desvalorização das moedas (no caso europeu o euro) e porque a recuperação, em parte, desta contracção económica na balança comercial, contagia negativamente todos os outros países no mundo. Por outras palavras, podemos estar a entrar num problema muito mais sério e não a sair de outro problema, já de si sério.
Creio que há muitos doutorados, cheios de jargões, que opinam muito, em muito lado, que de economia na realidade não pescam nada.



