6.4.11

Em 2008 propus uma medida que me parece ser, cada vez mais, fundamental: uma moratória no pagamento das prestações das casas, juros incluídos, até ao final do ano, para todas as famílias, independentemente do rendimento. Esta medida permitiria a libertação de verbas, nuns casos, ou aliviar a pesadíssima carga de encargos, nos outros, alimentando também alguma satisfação e alívio social, ou por outras palavras, uma maior alegria e crença no futuro: trata-se de dar tempo às famílias. Os bancos não receberiam esses valores directamente, mas o aumento do consumo de outros produtos, ou da poupança, iria permitir um equilíbrio final no entra/sai monetário das tesourarias bancárias. A moratória não poderia significar qualquer penalização, ou aumento de encargos.
De qualquer das formas, mesmo sem moratória, um em cada três portugueses já não tem como satisfazer os seus compromissos, ou seja, os bancos já não estão a receber, mas a pressão social é imensa.


5.4.11

Se o FMI entrar, teremos 20 anos de miséria pela frente

Aquilo que peço ao leitor hoje é paciência.
Paciência para seguir as linhas, percorrer o raciocínio, dobrar as esquinas das palavras e entrar no labirinto das leituras entrelinhadas, dos raciocínios lógicos, ultrapassar, em suma, as premissas dos discursos oficiais e as ideias preconcebidas.
O que prometo no fim, é uma maior clarificação do que está hoje em causa em Portugal, para os portugueses e o seu futuro.

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Na crise dos mercados asiáticos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi chamado a intervir. Dessa intervenção resultou a criação de enormes reservas de liquidez nesses países, por imposição das medidas económicas traçadas pelo FMI.
As reservas de que falamos serviram, mais tarde, como num sistema de vasos comunicantes, para fluírem das economias asiáticas, superavitárias, para os Estados Unidos e a Europa, deficitários; as ligações fortíssimas entre instituições financeiras, os novos instrumentos financeiros, os juros baixos, o boom no crescimento de preços dos activos derivado da facilidade de acesso ao crédito fizeram o resto: a maior crise económica e financeira de que há memória.
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O FMI alega hoje que faltou regulação, acima de tudo, depois de ter contribuído para os excedentes de liquidez dos países asiáticos: do outro lado da barricada, estão aqueles como eu que defendem que os desequilíbrios entre economias foram o rastilho, que proporcionou a crise financeira.
O FMI defende, hoje, a criação de mecanismos de regulação, não das instituições mas da própria actividade, independentemente do nome das instituições, bancos, edge funds, private equities.
Infelizmente e uma vez mais, há como que uma enorme incongruência no que o FMI pretende e tem vindo a apresentar nas reuniões do G20, e a realidade da acção quotidiana.
A questão não é de regulação por si só mas, acima de tudo, tentar adivinhar de que forma os banqueiros e para-banqueiros irão conseguir iludir aos instrumentos regulatórios, sejam eles quais forem. Parece que a solução agora proposta teria impedido a crise que se vive, mas não há como ter a certeza se evitará outra qualquer crise futura, de contornos diferentes. No fundo é o velho ditado: "depois de casa assaltada [....]. Este é o princípio que rege o funcionamento do FMI: medidas retardadas para problemas presentes, com enormes repercussões futuras.
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No fim do dia fica a moral: quando o FMI entra, alguma coisa sai prejudicada.
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Fala-se agora, mais do que nunca, numa necessária entrada do FMI em cena, em Portugal.
O problema que se pretende resolver é o da falta de capacidade de solvência nacional, por outras palavras, da capacidade de pagar os seus compromissos para com terceiros. Para efectuar estes pagamentos, Portugal precisa de se endividar ainda mais, num lado, para poder pagar dívida, no outro. Ao mesmo tempo necessita de reduzir o défice público, como forma de reduzir drasticamente a despesa do estado; falamos da despesa não produtiva.
Só assim será possível ir reduzindo o défice público anual e a consequente necessidade de empréstimos. Mas uma pergunta salta à vista: estando-se a pagar com dinheiro que se pede emprestado, acaso a economia nacional não aumente a produtividade, como se irá pagar o que agora se pede?

Porque o FMI irá fornecer fundos para Portugal efectuar pagamentos unilaterais, sendo claro e certo que os custos associados à entrada de capitais e gestão do FMI em Portugal, ultrapassa em muito os benefícios esperados. Não entram recursos na economia portuguesa; entram capitais para entregar a terceiros que esperam pelos seus pagamentos.
As razões, apontadas pelo FMI, que justificam a crise portuguesa: despesa pública descontrolada, alavancagem exagerada de particulares e empresas e política fiscal desadequada. Recomendações: austeridade na despesa, redução dos rendimentos das famílias, restrições no acesso ao crédito de famílias e empresas e aumento da carga fiscal, directa e indirecta.
Estas medidas têm uma leitura imediata e um nome claro: recessão e, posteriormente, depressão (passa-se muito rapidamente de um estado ao outro).
É de esperar uma queda de 10% no Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros 18 meses de medidas do pacote FMI. Esta é uma situação de depressão profunda e clara. Ademais, surge um problema: mesmo com um controle desmedido sobre a despesa pública, esta tenderá a subir, pelo agravamento dos juros da dívida soberana. Por outro lado, a recessão / depressão, conduzirão a uma crescente diminuição da receita do estado, pelo que a redução da despesa pública (sem juros da dívida) não será tão impactante quanto o necessário.
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Portugal está refém de uma espiral de dívida, esta mesma reflectida nos sucessivos cortes de rating da República. Não é possível recuperar o país economicamente através de políticas de austeridade constantes, sejam fiscais, sejam de consumo, sejam de cortes no investimento público (não há necessidade de construir o TGV, ruínoso, nem sequer o novo aeroporto, por falta de verbas,mas há necessidade de incrementar a economia - várias medidas possíveis - de investir no conhecimento, de formar matemáticos, de educar economicamente a população).
É minha convicção que Portugal estaria em melhores condições de encarar o seu futuro económico, rejeitando toda e qualquer ajuda do FMI e negociando moratórias para a sua dívida, embora reconheça que este caminho também comporta riscos: mas uma coisa são os riscos inerentes à nossa própria política económica; outra são os riscos das políticas económicas impostas por terceiros.
A aplicação duma política de moratórias, permitiria aplicar os fundos gerados na economia, no crescimento da própria economia, até que atingisse um crescimento sustentado. Exigir-se-ia uma intervenção directa do estado no reavivar da actividade económica, não podendo este ficar à espera do investimento privado, nacional ou estrangeiro, para dar início às políticas económicas reformistas.
Sei que medidas deveriam ser tomadas, mas não cabe neste artigo a sua enumeração, nem o faria com essa ligeireza.

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No essencial, o que se pede politicamente é a capacidade de , a par de uma política dirigida aos mais carenciados, traçar um plano capaz de reavivar a produção e o consumo, princípios fundamentais para qualquer recuperação económica.
Se o FMI entrar em Portugal, estaremos condenados a 20 anos de miséria.





1.4.11

Despesa (défice é resultante)....

A diferença de pontos de vista, fulcral para a solução de todos os problemas. Recuperação de um texto de 2009, aqui....

31.3.11

Recordando escritos (muito actuais)

Depois, em Outubro de 2009, o Sr. Ministro dizia que o défice seria de 8% e eu escrevi que não, e expliquei aqui

O medo e a incompetencia....

Primeiro não tiveram competência, agora não têm legitimidade.
Défice de 8,6% em 2010. Adicionem a redução conseguida com a incorporação do Fundo de Pensões da PT e chegam a um valor superior a 2009. Já com políticas de austeridade.
É escusado fazerem o discurso do poder vitimizado.
A arrogância, ignorância e incompetencia têm limites.
Recordo-me quando escrevi, aqui, em Julho de 2009, depois do Ministro Teixeira dos Santos vir afirmar que o défice em 2009 seria de 5,6%, que após ter feito algumas contas, tinha chegado à conclusão de que seria de 9,4%.
Sei fazer contas, mas não sou só eu; a diferença é que sou honesto nas contas que faço, no que digo e no que escrevo. Também não sou o único honesto: a questão, grande questão, é que os honestos na escrita e na palavra, os intelectualmente honestos e tecnicamente capazes não têm espaço, porque o palco político e executivo foi tomado de assalto pelos outros.

29.3.11

Onde ?

Hora séria, de sugerir um local que fique para a História, como Tordesilhas:
qual a localidade portuguesa onde deverá ser assinado o Tratado, que dividirá Portugal entre brasileiros e angolanos?

Rebuçados em Badajoz....

Ex-membro da comissão de avaliação das parcerias público-privadas (PPP) está hoje a ser ouvido no Parlamento.

"Os consultores dizem o que as pessoas que fazem as encomendas querem ouvir e como tal, os estudos não são credíveis" Avelino Jesus dixit.

Na resposta, Ana Paula Vitorino disse que "pôr em causa todo o trabalho técnico parece-me excessivo. E conheço bem a credibilidade dos técnicos portugueses, por isso não posso concordar".

Claro, aliás, a reputação dos técnicos portugueses que ganham imensas fortunas a elaborar estudos e pareceres, baseia-se, fundamentalmente, na verdade. De resto, quando um cliente, seja o estado seja um privado, apresenta intenções de avançar para um projecto de investimento, recorrendo a fundos, com ou sem intenções políticas, é bastas vezes aconselhado a não avançar nos ditos investimentos, por serem inviáveis ou ruinosos.
É assim, como todos sabemos, que os estudos e os consultores se pagam regiamente. A escrever a verdade, numa folha em branco que, recorde-se, aceita tudo o que lhe escrevem, seja letras, seja números (faz igualmente parte da profissão mais velha do mundo, a folha em branco).
Má reputação e fraquíssima preparação técnica e profissional têm as grandes consultoras americanas, os seus consultores, que durante anos maquilharam balanços e demonstrações de resultados. A Arthur Andersen fechou por incompetência dos seus técnicos. Ainda se tivessem utilizado técnicos portugueses, mas não, insistiram nos americanos.
Por cá somos todos boa gente. As intenções são sempre políticas.
Mas deixem que pergunte: 4,7 milhões de passageiros só no primeiro ano? Acredito.
Ainda se vendem rebuçados em Badajoz? Se sim, prevejo que a procura possa ser maior.

28.3.11

Cosméticas e pesadelos...

Há assuntos que são, muito claramente, tabu na sociedade política portuguesa.
A recente disposição de não auditar as contas públicas é um desses temas. Não se ouviu uma palavra, só assobios para o ar.
A cosmética aplicada na contabilidade pública rivaliza, estou certo, com a Lady Gaga.
Os sacrifícios são pedidos, mas a realidade não pode ser conhecida: nem por nós, nem pelos parceiros, grandes amigos, que temos na União Económica e Monetária. Porque se essa realidade se sabe, bom, o mundo desaba e esse mundo chama-se Portugal.
Mas será que o encobrimento da cosmética que encobre a realidade crua - esta que vivemos ainda está retocada, como percebemos - evita o desabamento que se teme? Numa situação de abundância de capitais, talvez, em escassez não. Forçosamente, mais cedo ou mais tarde, os buracos na pele, o acne e pontos negros irão aparecer, de nada valendo o sigilo sobre as manobras contabilísticas efectuadas.
Apetece evocar um paradoxo interessante: porque razão há maior preocupação com a pele do que com a moral: porque as manchas na alma limpam-se, sendo as do acne mais difíceis.
Assim, não é de estranhar a inexistência de moral na sociedade política e económica portuguesa, mas haja uma enorme preocupação com o acne e borbulhas na sua pele, exigindo esta constantes manobras de cosmética.
Neste caminho que se faz de embustes e favores, o país vai definhando falido, os portugueses vivem sem futuro visível e a democracia não passa de um sonho.
Entretanto vivemos um pesadelo e deixamos, como herança, um pesadelo.

24.3.11

O draconiano Pacto para o Euro....

A cimeira europeia que hoje começa, promete tornar-se numa verdadeira dor de cabeça para as economias do vetusto continente europeu.
Se a adaptação da idade de reforma, de acordo com a esperança média de vida, me parece correcta - nem sequer imagino como se pode pensar parar de trabalhar tão cedo, para além das consequências óbvias para a sustentabilidade do sistema de segurança social - outras há que são difíceis de compreender e digerir.
A saber:
(1) Controlo do custo dos salários: há nesta medida uma clara ingerência nacional, por meio de medidas impostas pelos países que compõem o núcleo duro da União Europeia. A medida visa fomentar a igualização por baixo; se o país é pobre, os salários são parcos, o poder de compra baixo, a economia pouco desenvolvida ao nível da procura agregada. Os países nesta situação ficam sujeitos a baixos salários e vocacionados, contra natura económica, para as exportações, o mesmo é dizer, para a satisfação de necessidades internas dos países ricos. Criar pequenas Chinas dentro da União Europeia, parece ser o alcance desta medida.
(2) Limites ao endividamento público: não há separação de águas, entre despesa primária e despesa de investimento. Existirá um limite de endividamento consagrado na lei do país e ponto. Cabe aos governos estimular a economia, existindo vários instrumentos possíveis, cabendo entre estes o investimento público. Limitar o endividamento a países que já estão sobre-endividados, significa não investir; para países não endividados, a limitação existe ao nível do Produto Interno Bruto; o princípio é básico: se és rico rico serás, se és remediado, remediado ficarás.
(3) Harmonização dos impostos sobre as empresas: os impostos são calculados sobre os resultados após encargos financeiros, provisões e amortizações. As empresas que apresentem maiores lucros pagarão mais impostos, numa base absoluta, porque numa óptica relativa, o percentual fiscal é o mesmo. Estas são as empresas de maior dimensão, situadas nos maiores mercados, onde existe poder de consumo interno. Assim, imagine-se que o IRC é o nosso: 25%. Se uma empresa tem de resultado 100 paga 25. Se outra tem 50 de resultado paga 12,5. No fim, a liquidez resultante é de 75 no primeiro caso e de 37,5 no segundo. A capacidade de investir, de alavancar a actividade por meios próprios é claramente superior para a primeira empresa, que no período seguinte ganhará, suponha-se, 85 enquanto a segunda terá de resultado líquido, porventura 39,5. A diferença aumentará incomensuravelmente ao longo do tempo, tornando impensável o crescimento de umas, sem que as outras cresçam muito mais. A prazo, a economia é dominada pelas grandes corporações, não havendo espaço para a média empresa, a não ser nos mercados desinteressantes para as grandes dimensões. Acresce que a dimensão dos mercados nacionais impele a dimensão das próprias empresas; se aduzido ao limite do custo dos salários, a conclusão é fácil de tirar.
Esta Europa, este Directório de países, prepara-se para dar uma estocada final nas pequenas economias.
Esta União Europeia, esta União Económica e Monetária são ilusões criadas por políticos hábeis na intenção de colonizar economicamente o espaço europeu. A falta de coragem política dos pequenos países, a par dos lugares cativos prometidos aos decisores políticos nacionais afundam, irremediavelmente, a soberania nacional, o orgulho nacional.
Adicionem-se a moeda única, as imposições de Bruxelas, o Tratado de Lisboa e o cenário está criado.
Compreendem-se as manifestações, mesmo que por variadas razões, que se fazem sentir hoje em Bruxelas.
Percebe-se, também, o porquê do fim da União Europeia, do euro, de uma ideia de Europa unificada numa impossível Federação de Estados.
Nem Orwell almejaria ser tão draconiano.

22.3.11

menos com menos....

A Fitch não altera o rating da República porque já o alterou, levando em conta a má prestação da contenção da despesa primária, por parte do governo.
A questão central é essa mesma: a crise não existe porque o PEC não é aprovado; a crise existe porque a despesa primária não desce em conformidade com as necessidades do país. Mais, a despesa com capital sobe assustadoramente, sendo de cerca de um milhão de euros/hora dejuro, neste momento.
Pedir sacrifícios de nada serve se a despesa é imparável. Depois, uma economia recessiva joga do mesmo lado da despesa: menos com menos dá menos.

21.3.11

Imbecilidades..

Hans-Werner Sinn

“Portugal precisa de um aumento radical de impostos”

A justificativa é que só assim, Portugal conseguirá reduzir o défice público e chegar a um excedente.
Este iluminado é presidente do IFO-instituto de investigação económica.
Estou farto destes iluminados, destes azelhas que chegam aos lugares sem saber ler nem escrever.
Estou cansado das conveniencias políticas, da mediocridade, das danças das cadeiras, dos discursos encomendados. Mais cansado ainda, por cada um dos imbecis que ocupam estes cargos, se arvorar o direito de emitir opiniões sobre o meu país. E más opiniões, péssimos conselhos, aberrantes raciocínios.
Para este hipócrita, redução da despesa do estado, nem pensar - ele próprio vive da despesa de vários estados - mas aumento dos impostos sim, porque as gentes deste país (ou doutro qualquer) descobriram a árvore das patacas; quanto mais pagarem em impostos maior capacidade terão de pagar mais, e mais, e mais, porque a fonte de rendimento não se esgota.

16.3.11

Falta de coragem política tem custos, para Portugal....

Apontando baterias à realidade, temos de consentir ser inevitável a ajuda externa - esta não se irá consubstanciar em dinheiro vivo mas, tão somente, em acalmia quanto à garantia de não estarmos sós.
O problema reside quando se diagnostica, mas não se aplica o tratamento in tempu.
A oposição teve tempo útil para derrubar este governo. Muito tempo. Mas não quis. Esperou, na vã esperança que o primeiro-ministro caísse de podre. Não caíu, até agora.
O primeiro-ministro aposta agora numa certeza: a necessidade do pedido, que irá credibilizar a intenção de recuperação, pedido que , reafirma-se, é só de credibilidade institucional e não de apoio financeiro concreto. Entretanto procura "desculpas" para sair, mantendo-se em funções de gestão. Estratégia: enquanto governo em gestão, assiste à entrada técnica do FMI e/ou do fundo de apoio europeu, clamando em simultâneo que a culpa da "entrada" é de quem o derrubou.
Resultado: um povo que é ingénuo pode dar uma "vitória de Pirro" a Passos Coelho e Paulo Portas, o mesmo é dizer uma votação de, pelo menos, 32% para o PS, impossibilitando qualquer solução governativa.
Quanto mais tarde for tomada a decisão de derrubar o governo, mais o governo e o primeiro-ministro capitalizará, politicamente.
Este país continua a não ter rumo nem coragem política.

14.3.11

Mentiras.....

Faltou-lhe inteligência e coragem e não significa que as tenha mostrado alguma vez.
Faltou-lhe perícia e modus operandi político.....
Mas numa afirmação tem razão: sempre prometeu o seu melhor desempenho, a sua melhor eficácia. Pena que uma e outra sejam tão fracas, mesmo medíocres.
Quanto à crise política, ou estala já ou basta esperar 3 semanas. Mas o país aguenta esta pausa, este lamaçal, esta incerteza no futuro? Não acredito: estamos parados, "mortos", atolados e só saímos, tanto mais depressa saímos, quando houver a coragem política para mudar o rumo.
P.S. quem o ouve parece que chegou ontem a S. Bento.
P.S.S. mentiras aos montes, cada vez mais mentiras. Assusta!

Ironias.....

A miséria resultante dos pacotes de austeridade impostos pelo governo, este ou outro, vão muito para lá das percas do Produto Interno Bruto, no que diz respeito à economia social e ao seu funcionamento.