10.12.10
Um vislumbre da desagregação nacional....
7.12.10
E como é que comem ?
Assange e a Wikileaks tornaram-se, por estes dias, um fenómeno de mediatismo, depois de já anteriormente terem dado nas vistas pelas mesmas razões; a saber, ataques continuados contra os Estados Unidos da América, através da divulgação de documentação secreta, trocada por canais diplomáticos agora, por canais militares antes, por política externa americana, sempre. É curioso verificar que aos olhos da Wikileaks, todo o veneno das obscuras relações políticas e diplomáticas geradas no mundo têm e são de origem americana; porque ainda não vi qualquer publicação sobre qualquer outro país. É igualmente curioso constatar que as movimentações diplomáticas de sempre, que fazem parte integrante da História Universal, cruzando-se com intenções políticas e militares, sempre foram escrutinadas anos depois, permitindo a avaliação possível, dentro dos parâmetros normais: os vencedores fazem a história. A razão é simples: dos derrotados não reza a história.
No caso concreto da divulgação continuada e mais prometida, de informações diplomáticas norte-americanas, que como todas as informações e opiniões diplomático-políticas são de enorme sensibilidade, estas processam-se antes ainda de sabermos onde reside a vitória, quem são os gloriosos arautos da verdade histórica: temos o 11 de Setembro, os atentados de Madrid e Londres, as cartas armadilhadas, temos toda uma estrutura terrorista que parece, agora, muitíssimo abalada, incapaz de perpetrar algo, mesmo que distante, do hediondo crime de 11 de Setembro, mas temos uma estrutura que ainda não está aniquilada. Por outras palavras, a vitória ainda não pode ser cantada, porque ainda não é certa. Ou ainda, se nos parece agora enfraquecida, nada nos garante que não renasça tal como Phoenix, do fogo e para o fogo e sangue. Falta muito caminho para andar mas, como em tudo, sabotar esforços para apagar o fogo insere-se numa estratégia, ela própria terrorista. Depois acresce, que se não estamos a falar só de terrorismo, estamos seguramente também a falar de capacidade económica, de poder económico. Esse poder económico que permite ao Irão e à Coreia do Norte terem investimentos colossais em poder nuclear, armamento, coacção. Numa situação de crise, económica, política e de equilíbrio mundial, é muito natural que os próprios parceiros sejam escrutinados, que haja uma opinião formada sobre os líderes que têm capacidade de mobilização de recursos, sejam eles económicos, físicos ou investigatórios. O facto de se analisarem amigos não pressupõe menor amizade mas tão somente uma preocupação fundada sobre esses amigos; e os amigos são os povos e não os líderes que os conduzem em determinados momentos da história: Chamberlain, víu o que quis, Estaline assinou o que quis, Mussolini uniu-se a quem quis, Hitler agíu como quis e, contudo, nada disto nos diz o que quer que seja sobre os respectivos povos. Nada de novo então. E hoje: o que se passará com a China, com a Índia, com o Irão e Paquistão, com a Rússia, Argélia e Arábia Saudita, só para citar alguns sem qualquer intenção de relevar importâncias: alguém sabe ? Não, ninguém, a não ser os inconfessáveis corredores de poder desses mesmos estados soberanos. Então porquê os Estados Unidos e porquê agora ?
Por serem poderosos economicamente, militarmente, por serem aliados dos judeus e de Israel, por terem um presidente negro, por estarem no Afeganistão, às portas do Irão, por terem estado no Iraque ? Porquê ?
Não sei responder a esta questão, embora possa calcular que a razão reside, em parte, em tudo o que foi enumerado e no restante, no que não foi.
Agora há uma questão pertinente que me assalta e para a qual não encontro resposta: quem alimenta Assange, todos os seus colaboradores, a Wilileaks ? Donde vem o dinheiro que permite a esta gente aceder a informação que teve de ser bem paga, quem lhes sustenta os vícios e necessidades (Assange estava em Londres, que não é propriamente uma cidade barata para se viver), o custo dos servidores, a propaganda, as conferencias de imprensa, em suma, toda a actividade terrorista a que se dedicam ? Quem sustenta ? Porque a intenção também parece clara e não oferecer dúvidas: enfraquecimento dos canais diplomáticos (leia-se espionagem), divisão entre os aliados ocidentais, formação errónea da opinião pública, manipulação da política e da economia a nível global. Terrorismo puro e duro.
P.S. Será bom recordar, porque a memória não sendo curta é por vezes traiçoeira, que numa operação semelhante ao 11 de Setembro de 2001, em 7 de Dezembro de 1941 os japoneses empurraram os americanos para a guerra, tendo o seu enorme esforço económico, em homens e equipamento, invertido o curso de uma ocupação territorial que só os ingleses teimavam em combater.
1.12.10
facilitismo na crítica à classe política ? Onde ? Como ?
28.11.10
Sem dúvidas....
Mas a Alemanha também afirmou que não vislumbra qualqer interesse, em que economias euro abandonem esta moeda: seria a diminuição da produção, da exportação, o desemprego para os alemães; cabe adicionar que essa preocupação, a ser verdadeira - porque em política, o primeiro sinal de interesse surge, por norma, pela negação - só diz respeito aos países com dimensão de marcado, capaz de afectar a performance económica alemã. Será esse o nosso caso ? Claramente não. Por outro lado é interessante verificar pela leitura das palavras, que o interesse na manutenção do euro, para os países que estão na zona euro, é tão mais importante, quanto maior for a economia envolvida, caso da Alemanha. É o nosso caso ? Obviamente não.
Estamos hoje mais longe da necessidade de uma ajuda financeira ? Não. Estaremos amanhã ? Menos ainda. Teremos a Europa para ajudar ? Não.
São demasiadas certezas para que subsistam dúvidas. Dúvidas sobre o nosso futuro próximo e longínquo.
16.11.10
from New York Times....
Ireland’s Big Mistake
I’ve been thinking about the ongoing Irish mess, and I suddenly realized the true nature of Ireland’s big mistake.
It should have been Texas.
Think about it: the savings and loan crisis was about runaway banks, which had to be bailed out at (huge) taxpayer expense. And as best I can figure, about half the taxpayer cost came from just one state: Texas. Yet the burden was borne nationally. So it was as if the European Union as a whole were taking responsibility for Anglo Irish etc., which would of course make the whole Irish situation much less serious.
The Irish just picked the wrong continent on which to engage in crony capitalism.




