19.10.07

Hillary cada vez mais presidente....

Retirado, com a devida vénia do, The New York Times, edição de hoje.
"Hillary Clinton leads the Democratic field with 51 percent of the vote.
She beats Barack Obama by 24 percentage points among black Democrats.
She is projected now to beat Giuliani – or at the very least to be in a statistical dead heat with him in the general election.
........
This wasn’t supposed to happen. According to the received wisdom of those in-the-know here in Washington, Hillary was supposed to be divisive, unelectable, “radioactive.”
........
(“I think the one thing we know about Hillary, the one thing we absolutely know, bottom line, [is] she can`t win, right?” is how MSNBC host Tucker Carlson once put it to New Republic editor-at-large Peter Beinart. “She is unelectable.”).
.........
The “we” world of Tucker Carlson knew what they knew about Hillary Clinton — right up until about this week, I think — because they spend an awful lot of time talking to, socializing with and interviewing one another.
What they don’t do all that much is venture outside of a certain set of zip codes to get a feel for the way most people are actually living. They don’t sign up for adjustable rate mortgages, visit emergency rooms to get their primary health care, leave their children in unlicensed day care or lose their jobs because they have to drive their mothers home from the hospital after hip replacement surgery.
Hillary Clinton’s supporters, it turns out, do.
§
E é esta a grande verdade. Não há discursos políticos (que têm forçosamente de ser demagogos) que aguentem a dura realidade diária.
Vamos ver, aqui e lá fora nessa Europa perdida, quanto tempo aguenta a Europa com a flexisegurança, ou quanto tempo aguenta esta, sem se perder a noção ridícula de Europa (acaso a "flexi" não seja só um instrumento vocal político, destinado a ser sorvido pelo papel).

18.10.07

Quem é ele?

Ao contrário daqueles que gostam de ver pelo canudo dos outros, eu gosto de ver Menezes e Santana no assalto à verdadeira oposição. Sócrates que se cuide porque o combate político começou e, como qualquer combate político, não tem de ser limpo.
Aliás, a esse propósito, ainda não ouvi ninguém a fazer referência ao curriculum académico de L.F. Menezes nem ao facto de estar em Paris, como ilustre investigador e médico pediatra. Nem qualquer realce às suas vitórias políticas.
Quem os ouvir há-de pensar: "...o homem é um arrivista sectário, pretencioso, mas de pouca ou nenhuma valia prática". Mas que homem???

SIM às "Chinatowns"

Espanto-me com as razões invocadas para a saída de Maria José Nogueira Pinto do projecto baixa-Chiado.
Espanto-me ainda mais com o silêncio de uns quantos que, por tudo e por nada, empunham espadas e desafiam dragões.
Então a criação de uma "Chinatown" em Lisboa é censurável? Só na cabeça do demagogo J. Sá Fernandes, que já trocou o BE por um apetecível lugar nas próximas listas do PS a Lisboa (ele até é independente) e de um António Costa, presidente, que talvez, e acentúo o talvez, tenha guardado o silêncio por um qualquer comprometimento político que não descortino. Porque, enfim, sempre é ele que manda e que garantirá a permanência de JSF na Câmara de Lisboa nas listas do PS.
.
Acaso desconhecem estes senhores o número de chineses disponíveis a mudarem-se de armas e bagagens para todo o mundo? Acaso desconhecem a realidade de outras metrópoles (essas sim, grandes) que tiveram e cedo o perceberam, a necessidade de criar núcleos de comércio residencial para os cidadãos chineses? Acaso esuqeceram que estamos a falar de mais de 1/4 da população mundial?
.
Já estiveram em Évora recentemente? Já deram conta como numa cidade linda como aquela, a existência de 4 ou 5 lojas chinesas desvirtua toda a beleza e enquadramento histórico?
Acaso ainda não perceberam que os chineses, aqueles que abrem "lojas chinesas" de ocidentais nada têm?
Já se deram conta que para os arrendatários tanto se lhes dá? Já terão percebido que, quando se trata de construção civil (pato bravo e não só) o proprietário é sempre arrivista quando se trata do interesse nacional?
Deste ponto estou convencido que sim, tal a a ferocidade com que o capital normalmente é atacado. Ataca-se o capital mas depois dá-se-lhe rédea solta?
Não entendo.
.
Lanço um repto: a criação de uma petição a favor da criação de uma "Chinatown" em todas as cidades portuguesas, a começar por Lisboa, a passar pelo Porto e a acabar em Faro, que exija a desmaterialização das actuais instalações e a sua recolocação em espaço próprio, consignado para o efeito, dentro das cidades mas perfeitamente reconhecido e enquadrado.

A questão da Flexisegurança, tão má e irremediavelmente necessária...

A questão central que traz milhares a Lisboa, pela mão da CGTP é, supostamente a flexisegurança, ou seja, o aumento da precariedade no trabalho e a redução dos salários. Não se discute a sua necessidade nesta Europa errática (não por falta de um qualquer Tratado salvador) por culpa de governos e governantes que tentam conjugar os interesses particulares com os interesses colectivos - sejam aqueles pessoais ou nacionais e estes empresariais ou supranacionais.
.
A verdadeira razão da intervenção deveria ser mais a da cobrança política, do que a da discussão da necessidade.
O que os cidadãos de toda a Europa em geral se têm de perguntar é, acaso as promessas políticas tivessem sido realistas e profundamente verdadeiras, seriam estes (leia-se todos os que até agora exerceram funções políticas e opinion makers) os políticos escolhidos e o modelo escolhido?
Creio firmemente que não!
Estamos a pagar o preço demagógico de ter transformado um modelo de gestão económica possível (zona de comércio livre) num modelo político ingovernável (federação de estados).

10.10.07

Até sempre....



Há uns anos, aquando de uma subida de divisão da Académica, apanhámos, literalmente, um banho de espumante no restaurante onde nos encontrávamos, banho no qual se incluíu também Jaime Cortesão e que foi preparado pelos jogadores do clube, sem qualquer aviso prévio. Naquela noite, no regresso a Lisboa, ria sózinho de um dia e noite cheios, passado entre amigos.
Conhecia-o há 14 anos e, do Fausto, ocorre-me dizer que era uma amizade que se entranha. Agora, fica o estranho sentimento feito certeza da saudade, demasiado óbvia e demasiado precoce, demasiado tudo para ser contido em palavras.
.
Nos idos de Agosto, um outro amigo, amigo de ambos, se ausentou para onde alfa e ómega se juntam. Imagino-os juntos, agora, à conversa como tantas e repetidas vezes o fizeram.

6.9.07

Fred Thompson....


é candiato às presidenciais norte-americanas.

O actor de Hollywood e antigo senador afirmou ontem na NBC que está na corrida à Casa Branca.

Pavarotti morreu....

Faleceu Luciano Pavarotti.

Mais do que um extraordinário tenor, constituíu-se no standard inquestionável dos tenores actuais.

30.7.07

A derrapagem que se anuncia...

O combate à evasão fiscal é necessário e, em simultâneo, salutar, criando novos hábitos de cidadania.
O que se pede, contudo, vai mais além desse combate: redução da despesa pública não-produtiva, ou por outras palavras, redução do défice económicamente maligno. Se assim se proceder, garante-se um ajustamento das receitas (pelo aumento) às despesas (pela sua redução).
A recuperação de dívidas fiscais atrasadas serviria para descomplicar um pouco situações já vividas e não situações presentes. Doutra forma; procurar equilíbrios através da recuperação de valores devidos e vencidos não tranquiliza, porque deixa no ar a pergunta: quando tudo o que estiver atrasado fôr cobrado (o que é cobrável e nunca a totalidade da dívida existente), como se equilibram as contas públicas?
A resposta é simples: não se equilibram! Mas então com uma agravante: já não haverá receitas extraordinárias ou recuperações de impostos a efectuar e a derrapagem será fatal.

20.7.07



Nassau Street - Financial District, NYC

Política Monetária....

Que o BCE gere a taxa de juro da zona euro, através do recurso ao indicador inflacção, é um dado conhecido. É uma das possibilidades de gestão monetária/económica.
Que os Bancos nacionais, caso do BdP, perderam capacidade de intervenção, por variadas razões, é igualmente sabido. Não é, contudo, obrigatório que se mantenham mudos quanto à condução da política monetária do BCE. Atentos, mas interventores é o que se pede.
Por mim preferia que, o indicador base para a definição da taxa de juro a aplicar na zona euro, fosse a taxa de desemprego.

Que o pequeno e fraco faça dos predicados, depreciativos, forças....

Mário Soares considera que devia ter sido a chanceler alemã a conduzir as negociações até ao fim. O ex-chefe de Estado esclarece que o peso de Angela Merkel e da Alemanha ajudariam a concluir o processo.
Soares diz ainda que os alemães se limitaram a passar o dossier a um país "pequeno e relativamente fraco".
.
Pequeno e relativamente fraco Dr Soares? E por culpa de quem?
Recorda-se quando éramos grandes e fortes? Imperiais?
Recorda-se da abastança que lhe permitíu o exílio dourado em Paris? Outros tempos em que o Sr. seu pai tinha e movia influências, no tal País grande e forte.
.
E quem lhe diz que o Tratado é bom para Portugal? A menos que, como bom socialista, veja no Tratado uma excelente oportunidade de reduzir, ainda mais, a dimensão deste País, fomentando em definitivo a construção da Ibéria, tão querida aos socialistas de lá e cá.
.
E porque razão, Dr Soares, deveria ter sido a Alemanha a concluir o processo? Por ser um País grande e muito forte? Mais ajuda, Dr Soares, à ideia feita certeza que o Tratado trata, só e de facto, de um directório de uns pouco fortes, exercendo domínio, perdão, colonialismo económico, sobre os demais fracos.
.
Num ponto estamos de acordo, Dr Soares: se a pequena dimensão e a fraqueza de Portugal contribuírem para o flop do Tratado e, se este flop, contribuir para o fim da UE, como prevê, abençoado País pequeno e fraco e abençoadas gentes, que poderão almejar algo de melhor do que o que lhes foi propagandeado, durante anos por si, Dr Soares!

19.7.07


Fim aos barões e baronetes: o PSD e o CDS/PP acabaram como soluções credíveis...

Já o escrevi por variadíssimas vezes.
Reafirmo-o agora, perante a premência da situação: Portugal, toda a Nação necessita, urgentemente, de uma nova força política que congregue a direita e o centro-direita sociais, que defenda os valores humanos e o direito à igualdade e combata o liberalismo, sinónimo de capitalismo feroz.
.
Portugal precisa de uma direita que repense o sistema fiscal, de uma Instituição financeira nacional - Banco de Portugal - objectiva e coerente.
.
Portugal necessita de alterações fiscais ao nível do IRS, do IRC e do IVA.
Portugal precisa que o IRS seja revisto em alta ou baixa, trimestralmente, acompanhando os ciclos económicos.
.
Portugal precisa de estabelecer uma taxa máxima de remuneração, através de dividendos, do capital investido (12% é o que proponho). Necessita de escalonar o IRC como o IRS (a desenvolver em posterior post).
.
Portugal está obrigado a modificar o sistema de pagamento do IVA, cobrando o estado o IVA efectivamente já cobrado pelas empresas e não o prometido cobrar (peso enorme ao nível da liquidez das tesourarias e dos custos financeiros).
.
Portugal urge por uma nova política, eminentemente social e de crescimento. Urge, igualmente, duma política de contenção de gastos.
.
Portugal necessita urgentemente de um novo Partido que assuma a Direita e Centro-Direita.

17.7.07

Questão de número....

É claro que a questão é de volume. Noutras situações, os figurantes teriam passado despercebidos, mas no Domingo não estava lá ninguém!!!

Tiques e imitações de fraca qualidade...

Durante anos, após a abrilada e nos vinte anos seguintes, ouvimos todos que l´ancien regime utilizava o expediente excursionista para encher praças e comícios.
Durante anos foi o que ouvimos e, igualmente, o que constatámos na nouvelle democracie, que desde sempre utilizou os mesmos tiques para as demonstrações de força política (qualquer força sem excepção, tendo como principal e pioneiro exemplo o PCP).
.
Não consta que alguma vez o Professor Oliveira Salazar tenha utilizado esse expediente para comemorar a nomeação de um qualquer presidente de Câmara. É claro que não me esqueço que a escolha dos presidentes de Câmara não seguia exactamente o modelo actual.
Mas será verosímil imaginar que, numa democracia ocidental, berrada fervorosamente aos quatro ventos, um partido político (PS) se encarregue de encher um terreiro com gentes de outras terras, para comemorar a eleição de um autarca que nada lhes diz? Como verificámos, muitos nem sabiam ao que vinham, nem se identificavam com a bandeira rosa.
É este o sinal de modernidade na governação democrática de Portugal ?
Claramente não!
Ouvem-se as trombetas do desatino, as arruadas da tacanhez, os arautos da irresponsabilidade e, acima destes, a enorme vontade de governar sobre tudo e todos, sem respeito pelos mais elementares direitos, pelo povo e pela inteligência nacional.
.
É um filme bera, que já conhecemos, mas com muitíssima pior realização e condução de actores e figurantes. A ter que viver com o original ou o remake, inclino-me claramente para o primeiro. Contudo, quero crer que não será necessário chegar tão longe e que aparecerá algum líder político inspirado e inspirador, que dentro do respeito do Povo e da Nação, nos coloque no caminho, perdido, do amor-próprio.

16.7.07

Os resultados esperados....

António Costa ganhou sem maioria e sem surpresa.
.
Carmona Rodrigues ficou em segundo, igualmente sem surpresa, como já tinha referido uns posts atrás.
.
Também, sem qualquer surpresa, se assiste ao definhar da direita e centro-direita (recorrendo a velhas dicotomias), na política nacional, - porque o fenómeno não é só local.
Enquanto os partidos, situados nesta área do pensamento político, não interiorizarem a necessidade de abandonarem o modelo económico do laissez-faire, da economia liberal e não se consagrarem, em definitivo, a um modelo que privilegie as preocupações sociais, o peso político e a erosão no eleitorado serão crescentes.
.
Não é só o CDS/PP que está em sérias dificuldades. O PPD/PSD está a começar a vive-las e, bem pode Marques Mendes falar em vitórias, que das três que mencionou só uma é, inteiramente, fruto da influência do partido: as autárquicas. Nas restantes, Presidência da República e Madeira, o mérito do partido é nulo, porque qualquer dos candidatos ganhava, com ou sem o apoio do PPD/PSD (nas presidenciais o PPD/PSD só podia ir a reboque de Cavaco Silva, por se encontrar totalmente refém desta figura).
.
Marques Mendes é fraco líder e Paulo Portas regressou mal, por caminhos demasiado tortuosos e fora de tempo.

13.7.07


Até parece inocente...

A entrevista que veio a calhar....

Luis Filipe Vieira foi entrevistado, ontem, por Judite de Sousa, no programa Grande Entrevista.
A entrevista não prestou, como se esperava, porque o entrevistado tem pouco para dizer, não sendo o tema futebol motivo para grandes considerandos, quando considerado no âmbito de um programa com aquele cariz, sem desprimor para o desporto em geral e futebol em particular, ou sequer para com o presidente do SLB, que em matéria de futebol saberá, com certeza, muito.
.
O que entristece e retira credibilidade à entrevista, à entrevistadora e à máquina político-propangandística do nosso País, é a forma vergonhosa como a entrevista é conduzida, deixando passar em claro, com sorriso de complacência, a afirmação de um presidente de uma SAD, que tem responsabilidades para com accionistas, a afirmação que na viagem à China o presidente da SAD tratou de assuntos que são públicos e outros que são secretos (perdão!? Numa sociedade aberta, o presidente tem assuntos da sociedade que são vedados ao conhecimento dos accionistas?), mas em simultâneo se afadiga em procurar saber qual o sentido de voto que o entrevistado vai seguir, nas eleições para Lisboa.
Afanosamente, LFV apressou-se em dizer que, na qualidade de presidente do SLB nada podia dizer, mas enquanto cidadão o faria. E fez, dizendo qual o sentido de voto.
Mas em que qualidade estava LFV naquela entrevista? Como cidadão? Poupem-me!!! Como presidente do SLB, óbviamente (sendo que esse facto já seria suficientemente mau).
E depois ainda querem que acreditemos que há alguma coisa séria em Portugal, seja ela qual fôr.
.
E tudo isto porquê? Porque Eusébio tem aparecido ao lado de Fernando Negrão!
Era necessário um contragolpe na "nação" benfiquista.
Que foi feito, a coberto da televisão pública.
O Estado está podre!! E os seus agentes, directos e indirectos, também!!

7.7.07



Manta

A gaffe.....

António Costa é abordado pela jornalista, que pretende auscultar o candidato quanto aos seus receios de ser prejudicado nos votos em Lisboa, como penalização da população à governação PS.
E António Costa o candidato responde, aceitando a questão, afirmando que não crê que uma situação arraste a outra, pois que, nas suas palavras, a população sabe distinguir entre eleições autárquicas e legislativas.
Ou seja, há razões para penalizar a governação PS.
.
Adorei!!!