11.1.07



Chris Bennett

O Charme Discreto da Cortesia....

Na sociedade actual, onde abunda a vulgaridade, é absolutamente necessário redescobrir o charme discreto da cortesia.
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De acordo com Marie de Tilly, professora especializada no ensino de boas maneiras em Paris, a avaliação que fazemos dos outros, quando conhecemos as regras, passa por três etapas: nos primeiros 20 segundos somos julgados pela nossa aparência, nos 20 segundos seguintes somos avaliados pelo nosso comportamento e, por fim, nos últimos 20 segundos pelas primeiras palavras proferidas (escolha e utilização da linguagem oral).
Assim sendo, aquilo que mostramos no primeiro minuto é determinante na avaliação que, alguém polido e educado faz da nossa pessoa, bem como é importante na impressão que induzimos junto daqueles que, desconhecedores das boas maneiras, sentem a diferença induzida pelo comportamento, postura e verbo.
No caso dos homens alertaria para a importância do cuidado colocado nos sapatos, mas essencialmente, a todos os níveis, para a necessidade da utilização de palavras de saudação, como bom-dia, e de agradecimento, como obrigado(a), imperativas no correcto relacionamento social e demonstração de respeito por terceiros.
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Há uma razão forte para incrementar as boas maneiras: à medida que a incivilidade vai tomando conta da sociedade, todos nós vamos ficando menos tolerantes à falta de educação e savoir-faire, o que nos torna a todos, baseado o raciocínio neste pressuposto, pouco ou nada tolerantes para com alguns (muitos) comportamentos enraízados neste nosso País.

4.1.07



John Arbuckle

Uma Questão a Rever...

A discussão da questão do aborto não deve ser colocada ao nível dos custos para o Estado, ou mesmo da maior ou menor moralidade associada à matéria.
A questão poderá (deverá) ser equacionada no patamar respeitante ao envelhecimento populacional.
Não faz grande sentido permitir movimentos migratórios e, em simultâneo, discutir aberturas na lei a uma maior flexibilidade na decisão de abortar.
Não faz sentido falar em envelhecimento populacional e liberalizar, para além do que é responsávelmente necessário (liberdade de decisão em casos de violência sexual, ambiente familiar ou mal-formações congénitas, entre outras realidades todas elas passíveis de ser avaliadas), a capacidade de recorrer a serviços abortivos.
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Na Alemanha foi instituído um valor de € 25.000 por cada recém-nascido, por casal, como forma de incentivar ao rejuvenescimento populacional.
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Andamos, uma vez mais, a discutir o sexo dos anjos no momento errado, ou por outras palavras, gastamos o latim com questões que não são, verdadeiramente, importantes.
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Não estará na altura de perceber que há um Mundo que gira à nossa volta, e que só com muito empenho da nossa parte passaremos a girar com ele ?

3.1.07

Escrever

Se eu pudesse havia de... de...
transformar as palavras em clava!
havia de escrever rijamente.
Cada palavra seca, irressonante!
Sem música, como um gesto,
uma pancada brusca e sóbria.
Para quê,
mas para quê todo o artifício
da composição sintáctica e métrica,
este arredondado linguístico?
Gostava de atirar palavras.
Rápidas, secas e bárbaras: pedradas!
Sentidos próprios em tudo.
Amo? Amo ou não amo!
Vejo, admiro, desejo?
Ou não... ou sim.
E, como isto, continuando...

E gostava,
para as infinitamente delicadas coisas do espírito
(quais? mas quais?)
em oposição com a braveza
do jogo da pedrada,
da pontaria às coisas certas e negadas,
gostava...
de escrever com um fio de água!
um fio que nada traçasse...
fino e sem cor... medroso...
Ó infinitamente delicadas coisas do espírito...
Amor que se não tem,
desejo dispersivo,
sofrimento indefinido,
ideia incontornada,
apreços, gostos fugitivos...
Ai, o fio da água,
o próprio fio da água poderia
sobre vós passar, transparentemente...
ou seguir-vos, humilde e tranquilo?

(Irene Lisboa)

2.1.07



Dale Erickson

O Mau Exemplo...

Cinco medidas (5), foram enumeradas como de péssima gestão de aplicação da moeda única num estado comunitário. Todas as cinco dizem respeito a Portugal, apresentado como mau aluno da zona euro. Tudo o que há a evitar, dizem os especialistas.
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Responsáveis: um (o maior) é Presidente da República; outro é Presidente da Comissão Europeia; e o outro é Alto Comissário das Nações Unidas.
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Compensa a mediocridade, no "nosso" (deles) País.
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A quem compensaram, então, para merecer tão altos desígnios?
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A todos, sem excepção, lhes digo: subscrevam o livro de Almeida Santos, esgotem-lhe a edição, emoldurem-no e, principalmente, inspirem-se para escreverem as suas memórias futuras.
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Seria esta, afinal, a "Boa e a Má Moeda" ?

Acabar com o terrorismo....

"ETA «liquidou processo de paz»
O governo espanhol anulou definitivamente todos e quaisquer contactos com o grupo separatista basco ETA, anunciou hoje em conferência de imprensa o ministro da Administração Interna de Espanha, Alfredo Perez Rubalcaba".
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O artigo sairá no Sol.
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Quando Baltazar Garçon se preocupou em inculpar elementos do governo socialista espanhol, pela constituição de "brigadas da morte" cujo objectivo era a liquidação da ETA, a atitude foi aplaudida e os ministros julgados e condenados, e as eleições perdidas.
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É bom que, de uma vez por todas, se interiorize uma verdade absoluta: um terrorista nada mais sabe fazer do que ser terrorista. Por outras palavras, não existe integração social possível para um terrorista.
A um terrorista só se deseja um único destino: a morte. A única forma, possível, de liquidar um terrorista é pela aplicação directa dos seus próprios métodos: o terror.
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Liquidem os terroristas e os que lhe são próximos - algo que o terrorista faz sem que lhe doa a consciência - e os terroristas diminuem, primeiro, e desaparecem depois.
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Foi isto mesmo que fez a Alemanha (ainda Ocidental) e nunca ninguém levantou a voz contra.
Deixemo-nos de hipocrisias. Quando a "tribo" é ameaçada, faz-se frente ao agressor. Fortalece-se a unidade e transmite-se força e poder.
Tudo o resto é assunto de agendas pessoais e interesses obscuros.

14.12.06

Duas notícias em dois dias....

O ministro das Finanças aventa a possibilidade de redução da carga fiscal sobre os particulares.
O Ministro da Saúde pressiona os laboratórios a baixar o preço dos medicamentos (nesta situação há um abaixamento da carga suportada pelo Estado nas comparticipações e, em simultâneo, um abaixamento do preço dos medicamentos junto da população - este preço, seja qual fôr, é visto como um imposto, porque o direito à saúde está consagrado).
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Quando as famílias percepcionam um aumento constante nos impostos (através de um agravamento das taxas fiscais e/ou da redução das transferências para as famílias), a economia tende a ajustar-se instantâneamente, através de um abaixamento do consumo, sem contudo significar que existam, por essa via, efeitos dinâmicos no capital não havendo, portanto, quaisquer efeitos no PIB ( o consumo é substituído pela carga fiscal - o rendimento das famílias não se altera).
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Sem capital não há investimento; sem investimento não há aumento do rendimento; sem aumento do rendimento não há aumento do consumo e da poupança; sem aumento da poupança não há aumento do capital, que baixa, sistemáticamente, de períodod para período devido ao factor depreciação.
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A economia fica cada vez pior e a qualidade de vida ressente-se.
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Cabe ao Estado alterar a situação: daí as afirmações dos ministros. Injecção de confiança na economia.

12.12.06

Donald Frazer

A Senhora é de centro-esquerda

Cavaco Silva tem-se demarcado, ferozmente, do PSD.
Cavaco Silva tem-se aproximado, ferozmente, do PS.
Cavaco Silva tem sido deselegante e políticamente incorrecto para o PSD. Tem sido, igualmente, um péssimo filiado político: o filho que renega a mãe.
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Maria Cavaco Silva afirmou ser de centro-esquerda.
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Temo, sem temer de facto, que Cavaco não goze estes 5 anos de presidência, tão preocupado que está com os próximos 5.
Liberte-se senhor, goze o momento e faça como Soares: 6 meses antes das próximas, de taça de champagne na mão, prepare as eleições - e ganhe-as (é difícil não é, quando nos falta aquele não sei o quê).
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Entretanto, à cause de mouche, caso Cavaco Silva volte a pisar o risco do PSD, com o PSD, mais duas ou três vezes (antes será extemporâneo) não tenho dúvidas do que terá de ser feito: expulsá-lo do partido, sem contemplações.
Assim, o Senhor Presidente ficará livre do compromisso político que tanto parece inquietá-lo.

Oponho-me ao regime...

Há anos que me confronto com a mesma realidade e, agora, uma vez mais a reconheço: a realidade - opositor ao regime; a situação - Chile.
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Não há qualquer situação de que me recorde que, ser opositor ao regime, não comporte um reconhecimento políticio e social difícil de alcançar.
Não importa o regime; não importam as convicções ou crenças; não importa a seriedade: ser "opositor ao regime" é clean, tem charme, reconhecimento e audiências.
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Daqui me proclamo Opositor ao Regime.
Avanço mais: que todos os que concordarem com este estatuto se me juntem, no sentido da formação de um movimento cívico, que não desdenho, possa um dia, assim ajude a dimensão, a transformar-se num partido político.
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Viva a oposição ao regime!!!

O Estado que assusta...

A perseguição criminal, por actos atentatórios do interesse público e/ou privado, é necessária e exigível num estado de direito. As notícias daí resultantes são importantes, para manter informados e alerta os cidadãos servindo, igualmente, para afastar o clima de impunidade que se tem vivido em Portugal nas três últimas décadas.
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Adicionar, a este esforço de clarificação da sociedade onde vivemos e onde educamos os nossos filhos, a perseguição fiscal cega, quase sem regras, a que se assiste é, no mínimo, perigoso, porque retira confiança aos agentes económicos nacionais e estrangeiros - País de gentes pouco sérias e credíveis - e adiciona um factor psicológico muitíssimo negativo: a população com medo do Estado. O Estado somos nós; fará então sentido ter medo do Estado?
Não faz. Aceitável é o contrário.

10.12.06

Morreu Pinochet

O General Augusto Pinochet, que derrubou o governo marxista no Chile e governou durante 17 anos, morreu este Domingo, após complicações de saúde surgidas como consequència de um ataque cardíaco.
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Pinochet foi duramente atacado, depois de perder o poder no Chile, na sequência de eleições livres e, muito especialmente nos últimos anos, pelos crimes cometidos em nome dos (supostos)interesses políticos e sociais do Chile. Foi inclusivé julgado e condenado, em Espanha, por um juíz com uma agenda política nebulosa.
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O Chile é, hoje, o País com melhor welfare de toda a América Central e do Sul.

23.11.06



Marrian

Questão de carácter...

«Compete ao Governo o estabelecimento de medidas preventivas em áreas onde se vão realizar investimentos de carácter nacional».
Afirmação da vereadora da CML, responsável pelo pelouro do urbanismo.
Investimentos de carácter nacional, feitos pela Obriverca, só se a Nação se confina a Alverca (donde deriva o nome da empresa e onde esta tem realizado o fundamental da sua actividade).
A menos que por investimentos de carácter nacional, se deva realizar a possibilidade de aplicação dos 60 milhões de euros, de Norte a Sul do País.
Quem sabe, casas no Algarve e no Minho, passando por Évora e Coimbra. Assim sendo, ninguém colocará em causa o carácter nacional da coisa.

Confusão Estado-CML...

Fala-se tanto de tantas coisas - fisco; futebol; corrupção -mas pouco ou nada se fala dos interesses do betão, daquele betão que não é sério, só interesseiro; que não cria riqueza, cria ricos; que depende de favores pessoais, do conhecimento atempado de situações de utilização de terrenos, seja por modificações de PDM´s, seja pela necessária utilização pública, possibilitando compras por cêntimos e vendas, sem acrescentar valor, por milhões.
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Vem este pensamento a propósito da confusão gerada, entre a aprovação camarária, em Lisboa, de um loteamento e a suposta futura utilização do talhão, onde se irá inscrever o loteamento, para a construção da linha do TGV (que espero, sinceramente, não passe do projecto - o TGV, claro).
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É necessário clarificar as responsabilidades, porque se está em presença de uma possível indemnização de 60 milhões de euros!!, a pagar através do erário público.