24.12.06
14.12.06
Duas notícias em dois dias....
O ministro das Finanças aventa a possibilidade de redução da carga fiscal sobre os particulares.
O Ministro da Saúde pressiona os laboratórios a baixar o preço dos medicamentos (nesta situação há um abaixamento da carga suportada pelo Estado nas comparticipações e, em simultâneo, um abaixamento do preço dos medicamentos junto da população - este preço, seja qual fôr, é visto como um imposto, porque o direito à saúde está consagrado).
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Quando as famílias percepcionam um aumento constante nos impostos (através de um agravamento das taxas fiscais e/ou da redução das transferências para as famílias), a economia tende a ajustar-se instantâneamente, através de um abaixamento do consumo, sem contudo significar que existam, por essa via, efeitos dinâmicos no capital não havendo, portanto, quaisquer efeitos no PIB ( o consumo é substituído pela carga fiscal - o rendimento das famílias não se altera).
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Sem capital não há investimento; sem investimento não há aumento do rendimento; sem aumento do rendimento não há aumento do consumo e da poupança; sem aumento da poupança não há aumento do capital, que baixa, sistemáticamente, de períodod para período devido ao factor depreciação.
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A economia fica cada vez pior e a qualidade de vida ressente-se.
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Cabe ao Estado alterar a situação: daí as afirmações dos ministros. Injecção de confiança na economia.
12.12.06
A Senhora é de centro-esquerda
Cavaco Silva tem-se demarcado, ferozmente, do PSD.
Cavaco Silva tem-se aproximado, ferozmente, do PS.
Cavaco Silva tem sido deselegante e políticamente incorrecto para o PSD. Tem sido, igualmente, um péssimo filiado político: o filho que renega a mãe.
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Maria Cavaco Silva afirmou ser de centro-esquerda.
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Temo, sem temer de facto, que Cavaco não goze estes 5 anos de presidência, tão preocupado que está com os próximos 5.
Liberte-se senhor, goze o momento e faça como Soares: 6 meses antes das próximas, de taça de champagne na mão, prepare as eleições - e ganhe-as (é difícil não é, quando nos falta aquele não sei o quê).
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Entretanto, à cause de mouche, caso Cavaco Silva volte a pisar o risco do PSD, com o PSD, mais duas ou três vezes (antes será extemporâneo) não tenho dúvidas do que terá de ser feito: expulsá-lo do partido, sem contemplações.
Assim, o Senhor Presidente ficará livre do compromisso político que tanto parece inquietá-lo.
Oponho-me ao regime...
Há anos que me confronto com a mesma realidade e, agora, uma vez mais a reconheço: a realidade - opositor ao regime; a situação - Chile.
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Não há qualquer situação de que me recorde que, ser opositor ao regime, não comporte um reconhecimento políticio e social difícil de alcançar.
Não importa o regime; não importam as convicções ou crenças; não importa a seriedade: ser "opositor ao regime" é clean, tem charme, reconhecimento e audiências.
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Daqui me proclamo Opositor ao Regime.
Avanço mais: que todos os que concordarem com este estatuto se me juntem, no sentido da formação de um movimento cívico, que não desdenho, possa um dia, assim ajude a dimensão, a transformar-se num partido político.
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Viva a oposição ao regime!!!
O Estado que assusta...
A perseguição criminal, por actos atentatórios do interesse público e/ou privado, é necessária e exigível num estado de direito. As notícias daí resultantes são importantes, para manter informados e alerta os cidadãos servindo, igualmente, para afastar o clima de impunidade que se tem vivido em Portugal nas três últimas décadas.
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Adicionar, a este esforço de clarificação da sociedade onde vivemos e onde educamos os nossos filhos, a perseguição fiscal cega, quase sem regras, a que se assiste é, no mínimo, perigoso, porque retira confiança aos agentes económicos nacionais e estrangeiros - País de gentes pouco sérias e credíveis - e adiciona um factor psicológico muitíssimo negativo: a população com medo do Estado. O Estado somos nós; fará então sentido ter medo do Estado?
Não faz. Aceitável é o contrário.
10.12.06
Morreu Pinochet
O General Augusto Pinochet, que derrubou o governo marxista no Chile e governou durante 17 anos, morreu este Domingo, após complicações de saúde surgidas como consequència de um ataque cardíaco.
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Pinochet foi duramente atacado, depois de perder o poder no Chile, na sequência de eleições livres e, muito especialmente nos últimos anos, pelos crimes cometidos em nome dos (supostos)interesses políticos e sociais do Chile. Foi inclusivé julgado e condenado, em Espanha, por um juíz com uma agenda política nebulosa.
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O Chile é, hoje, o País com melhor welfare de toda a América Central e do Sul.
23.11.06
Questão de carácter...
«Compete ao Governo o estabelecimento de medidas preventivas em áreas onde se vão realizar investimentos de carácter nacional».
Afirmação da vereadora da CML, responsável pelo pelouro do urbanismo.
Investimentos de carácter nacional, feitos pela Obriverca, só se a Nação se confina a Alverca (donde deriva o nome da empresa e onde esta tem realizado o fundamental da sua actividade).
A menos que por investimentos de carácter nacional, se deva realizar a possibilidade de aplicação dos 60 milhões de euros, de Norte a Sul do País.
Quem sabe, casas no Algarve e no Minho, passando por Évora e Coimbra. Assim sendo, ninguém colocará em causa o carácter nacional da coisa.
Confusão Estado-CML...
Fala-se tanto de tantas coisas - fisco; futebol; corrupção -mas pouco ou nada se fala dos interesses do betão, daquele betão que não é sério, só interesseiro; que não cria riqueza, cria ricos; que depende de favores pessoais, do conhecimento atempado de situações de utilização de terrenos, seja por modificações de PDM´s, seja pela necessária utilização pública, possibilitando compras por cêntimos e vendas, sem acrescentar valor, por milhões.
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Vem este pensamento a propósito da confusão gerada, entre a aprovação camarária, em Lisboa, de um loteamento e a suposta futura utilização do talhão, onde se irá inscrever o loteamento, para a construção da linha do TGV (que espero, sinceramente, não passe do projecto - o TGV, claro).
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É necessário clarificar as responsabilidades, porque se está em presença de uma possível indemnização de 60 milhões de euros!!, a pagar através do erário público.
21.11.06
19.11.06
O Futuro incerto...de Portugal
De acordo com o presidente do Vitória de Setúbal, "o clube e a SAD têm um passivo global de cerca de 11/12 milhões de euros, com encargos bancários equivalentes ao custo da equipa de futebol, que são incomportáveis em termos futuros". Por outro lado, Jorge Santana lembrou que o Vitória de Setúbal já recebeu, por antecipação, grande parte das verbas relativas ao contrato de cedência de exploração do bingo ao Grupo Amorim, por um período de dez anos, e a totalidade das verbas relativas às transmissões televisivas da época desportiva em curso (2006/2007).
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Esta notícia, sobre a situação económica de um clube de futebol nacional, tem muito em comum com a situação da economia nacional.
De receita extraordinária em receita extraordinária, lá vão os diversos governos - de todas as cores - fazendo face às despesas ordinárias (quer por que não são extraordinárias, quer porque se tornam aviltantes) através de processos extraordinários.
E, como acima se lê a propósito de um clube de futebol e dos claros sinais de péssima gestão económico-financeira, as receitas extra acabam e as despesas ordinárias ficam.
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Resta, então: (i) para o clube declarar a insolvência (caso se verifique a fravidade da situação) e (ii) para o País reduzir, drásticamente, a qualidade de vida dos seus cidadãos.
Nada mais resta, de facto!
16.11.06
As aulas de substituição
são preenchimento de tempos. A questão não é - nunca foi - utilizar as aulas de substituição para ensinar matéria aos alunos. As aulas de substituição ( e o termo, em si, encerra erros de interpretação graves) são, claramente, aproveitamentos de tempos para que, fundamentalmente, os alunos possam estudar e, porventura discutir em grupos ordenados, matérias dadas nas salas de aula, pelos respectivos professores das disciplinas. Pretender que as aulas de substituição (repete-se, a adjectivação está errada) são uma oportunidade para lecionar e receber ensinamentos, é um erro. São tempos, repete-se, de aproveitamento escolar para estudo.
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O problema surge quando se junta a pouca, ou nenhuma, vontade de estudar dos alunos - esquecendo que a sua formação de base é vital para a sua vida futura, numa sociedade em crescente competitividade, na qual se medem, exaustivamente, as eficiências; e a ausência de vontade de trabalhar dos professores, habituados a ter tempos mortos, de convívio, passados na sala de professores, agregada à relação que estabelecem, pela negativa, entre o vencimento que auferem e a utilidade esperada do seu trabalho.
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Todas estas questões, numa sociedade portuguesa claramente avacalhada, são de difícil resolução e a alteração de mentalidades far-se-á à custa da dificuldade das gerações futuras, significando um progressivo e inexorável empobrecimento do País.
15.11.06
Fim da coligação na CML....
Crise na Câmara Municipal de Lisboa.
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O presidente da Câmara de Lisboa retirou todos os pelouros à vereadora Maria José Nogueira Pinto, que acusa de «falta de lealdade política», pondo em causa a coligação PSD/CDS, que governa a capital. Em causa está o voto de Nogueira Pinto contra um nome proposto por Carmona.
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O presidente da Câmara de Lisboa retirou todos os pelouros à vereadora Maria José Nogueira Pinto, que acusa de «falta de lealdade política», pondo em causa a coligação PSD/CDS, que governa a capital. Em causa está o voto de Nogueira Pinto contra um nome proposto por Carmona.
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Maria José Nogueira Pinto é, reconhecidamente, mesmo pelos opositores políticos, cidadã honesta e honrada, política competente e capaz.
Terá as suas razões, com toda a certeza.
Que nos diga quais. Gostaríamos, muito!!, de saber.
10.11.06
Auto-estradas mal projectadas?
Parece cada vez mais claro que os acidentes em contra-mão nafa têm a ver com questões de idade e dificuldades perceptivas.
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Das duas uma: ou as auto-estradas estão mal projectadas ou os portugueses encontraram uma nova saída para os seus inúmeros problemas pessoais.
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Inclino-me mais para a primeira, porque a segunda não é certa, não é intuitiva e carece de sacrifício isolado.
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