11.4.06

A propósito de terceira idade, velhice e quejandos....

A forma como aqueles que hoje têm 30, 40 e 50 anos se pronunciam a propósito de todos os outros que já ultrapassaram os 60 anos começa, verdadeirtamente, a incomodar, pela falta de respeito gritante de que se reveste. E eu ainda estou na casa dos 40, portanto àvontade para me pronunciar.
As últimas notícias sobre viagens em contra-mão nas auto-estradas, criou um surto de pânico que levou quase a considerar os condutores acima dos 70 anos como perigosos automobilistas, capazes das maiores atrocidades quando atrás dum volante e levianos nos seus comportamentos, para nãofalar do mais grave: acima dos setenta as capacidades mentais são altamente questionadas (tivemos um candidato presidencial que em nada abonou para a aferição das capacidades intelectuais dos cidadãos acima dos oitenta, mas, que eu saiba, a excepção é necessária para a confirmação da regra).
Curiosamente, as viagens em contra-mão começaram por ser efectuadas por gente bem nova, ávida de colocar em prática algumas aventuras escaldantes vividas únicamente na realidade virtual das consolas.
Só depois deste surto se começou a falar noutras faixas etárias. Duas questões se colocam: como estão construídas as auto-estradas? Será correcta a forma como são projectados os acessos às mesmas?
Igualmente se deve questionar: como é possível alguém viajar largos quilómetros, embater em vários carros e persistir no engano, a não ser que o faça por vontade própria? A estes recomendo, vivamente, a Ponte sobre o Tejo. Às outras questões talvez um sindicância à construção dos acessos e a rápida conclusão de obras de rectificação possivelmente necessárias, bem como a adopção de medidas técnicas e tecnológicas que impeçam a progressão da marcha a veículos em contra-mão.
Mas uma coisa peço que interiorizem: a idade nada tem a ver com estas e outras coisas que lhe são, temporalmente, imputáveis. A idade não se mede pelo BI; a idade mede-se pela dignidade intelectual, pelo raciocínio e pela compreensão da vida e dos outros, apanágios que, por norma só encontramos em quem por sorte de vida, já viveu o suficiente para compreender, melhor que nós, este mundo tão abstruso.

Silêncio Ensurdecedor...

Esta questão da Regionalização encapotada começa a tomar laivos de golpe de estado (porque é decisão tomada nas costas de todos nós, que somos o Estado). O silêncio sobre o assunto, após uma espalhafatosa abordagem pública, é claramente demonstrativo das intenções ruinosas que procedem às intenções enunciadas de dividir o País, ao arrepio do sufrágio efectuado e que demarcou, claramente, a distância entre a vontade política de alguns e o sentimento generalizado de todos os outros - NÓS!
No Expresso de 1 de Abril eram indicadas as posições de alguns políticos, todos credíveis no que à soberania do País diz respeito e, todos eles, contrários à reestruturação administrativa que, dizem os próprios e disse-o eu, não é mais que uma forma encapotada de efectuar a tão temida regionalização do Nosso Portugal.
Os políticos citados são Manuela Ferreira Leite, Marcelo R. de Sousa e Medina Carreira.
As posições defendidas são inequívocas e a pressão sobre o PR para a realização de um referendo antecipado sobre a regionalização um traço comum a todos eles. Quer-me parecer que o argumento esgrimido faz todo o sentido, num País que está por demais habituado àpolítica do facto consumado. Basta de factos consumados digo eu!
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Na mesma edição Miguel Sousa Tavares aventa opinião sobre o tema e, a propósito afirma: "Sou a favor da descentralização desde que os órgãos criados não sejam eleitos e, à excepção do Ambiente e do Ordenament, concordo com a desconcentração do Estado".
O argumento parece válido e a personalidade inscreve-se, indubitávelmente, entre os mais capazes da nossa praça, mas e há sempre um mas, é falacioso e não atende a outro interesse, dissonante da postura política defendida: o peso do poder económico e financeiro.
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Senão vejamos: se a receita gerada em cada região administrativa a criar fôr, como fará sentido, aplicada numa percentagem elevada em cada região, revertendo uma parte para o poder central, este facto aumentará a rivalidade entre regiões e poderá conduzir a uma maior competitividade entre elas, na procura de fixação de investimentos e de pessoas (contribuintes autárquicos). Pelo menos teóricamente será assim, mas igualmente em teoria, tal situação acarreta, invariávelmente uma redistribuição cada vez menos equitativa dos rendimentos gerados em território nacional, aumentando incomensurávelmente as assimetrias regionais.
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Um outro dado é certo e este não é teórico mas bem real: havendo dinheiros para gerir, gerados numa determinada área geográfica perfeitamente delimitada, só por ingenuidade se poderá pensar que as populações (seria escusado dizê-lo, mas para os mais distraídos cá fica: as populações manipuladas políticamente, entenda-se), mais cedo ou mais tarde exigirão a nomeação de governos locais (regionais) que façam uma aplicação dos rendimentos obtidos regionalmente, de forma independente do poder central.
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Já não estamos a falar de presidentes de câmara. Estamos a falar de presidentes de governos regionais e de assembleias com deputados eleitos regionalmente. Ou até nem parece que não conhecemos estas questões em nossa própriaa casa e, igualmente, na casa de outros que nos estão bem próximos.
É, assim, impossível pensar num modelo de regiões sem que um dia os órgãos de poder não sejam eleitos localmente.
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Vamos lá a refazer os raciocínios e a dizer de uma vez por todas: "não tive tempo de pensar no assunto nem tenho, sequer, obrigação de saber pronunciar-me sobre todos eles".

1.4.06

E o défice a crescer...e os meninos a pular

O défice continua a crescer!
Já o dissemos: este défice é mau, é manhoso. Porque é feito de despesismo; porque não gera riqueza. Porque o País está hipotecado com políticas de criação de emprego na (dis)função pública, primeiro no tempo de Cavaco através de recibos verdes e, depois, na legislatura de Guterres. Porque o País gera despesas enormes e crescentes, anualmente, com a aberração das SCUTS. Porque neste País existem reformas douradas que consomem fortunas ao Estado, em simultâneo com o pagamento dos mesmos serviços a outros intervenientes, duplicando o custo final de uma mesma função. Porque só se pensa em gastar em bens não-transacionáveis: betão e alcatrão.
Agora mesmo se discute a construção de um aeroporto quando se gastou dinheiro, recentemente, noutras pistas bem perto de Lisboa.
E que dizer da peregrina ideia do TGV ? O Alfa faz Lisboa-Porto a 100 km porque a linha não suporta velocidades perto dos 250 km/hora, possíveis de alcançar por aquela composição. Porque não obras na linha, muito mais baratas ? Porquê a insistência no TGV ? Creio que todos sabemos s resposta.
Mas não nos podemos esquecer que estes projectos miríficos irão onerar, e muito, as gerações vindouras e contribuirão, decisivamente, para o agravamento do défice não produtivo do País, o mesmo é dizer, contribuirão para a nossa crescente ruína.

O passeio de Freitas do Amaral às cataratas...

O que terá ido fazer Freitas ao Canadá ?
Acaso não poderia verificar em Portugal qual a legislação que regula a situação dos imigrantes ilegais naquele País ? Foi necessária a deslocação para constatar o óbvio ?
Mais um passeio, uns arremedos de estadista e uma oportunidade de aparecer nos jornais. Assim se vai fazendo a agenda política nacional!

30.3.06










Bob Brown Posted by Picasa

O conflito israelo-palestiniano...

Internacionalmete as coisas tão-pouco vão bem. A questão nuclear está em cima da mesa - Irão vs EUA, UE, ONU vs Rússia - bem como a melindrosa questão israelo-palestiniana. A este propósito à que lembrar estarmos, desde esta semana, num cenário tão curioso, quanto perverso e perigoso: enquanto a Nação judaica msotra, claramente, um enorme amadurecimento político e uma genuína vontade de mostrar simpatia para com os palestianos, dando-lhes o benefício da dúvida, esta radicaliza as suas opções, por contraponto, com a vitória do Hamas a relembrar, a todos, que há duas gerações que os homens a única coisa que sabem fazer é pegar em armas e, que gente assim, não quer largar as armas sem levar por diante os seus intentos inciais - a destruição de Israel. Mais que não seja porque não sabem fazer outra coisa, nem têm nada mais para fazer a não ser empunhar e, pior, disparar armas.

É o radicalismo vs a tolerância, numa confrontação que irá ultrapassar o conflito regional (EUA, UE, ONU, Rússia vs pró-palestinianos).





Shiiiiiiiiu.....eles estão a governar! (estarão ? )

Tempos dificeis, estes.
O País atravessa um período preto e branco.
Uma idiossincrasia de desgraça abate-se sobre duas gerações, ambas parte do poder e responsáveis pela história recente do País, pelo que pressentem ser um futuro muito pouco risonho para as gerações vindouras. Gastou-se tudo, mesmo tudo e agora nada resta. É uma corrida louca para tentar apaziguar os deuses, com promessas de modernismo, de competitividade, mas na realidade o tempo esgotou-se.
Na realidade demora-se cerca de 20 anos a formar uma pleíade de bons-pensadores, com um custo de cerca de 10 milhões de contos.
20 anos, estamos a falar de reflexos a partir de 2026, começando já. É tarde, dramáticamente tarde. A História não espera.

Falta a vontade para pintar de cores várias este País.
Procura-se evitar os temas políticos dando espaço de governação, fundamental neste período decisivo. Na realidade o actual executivo não ganhou as eleições com este programa de governo, mas também todos nós sabíamos que não havia outro caminho a seguir que não o da austeridade.
O problema coloca-se, contudo, quando os tiques despesistas e de novo-riquismo persistem.
Ao nível central, o poder autárquico insiste em investimentos suicidas como a OTA e o TGV. Ao nível local, o poder autárquico persiste nas despesas tontas e desnecessárias de construção de rotundas e outras obras quejandas, que em nada contribuem para uma verdadeira afectação de qualidade de vida às populações.
E é neste cenário que se volta a falar em criar 5 regiões administrativas e acabar com os Governadores Civis.
Volta, então, a discussão bem encapotada da divisão do País em regiões.
Sabendo que este é um tema quente, temo que ele se destine, exclusivamente, a desviar as atenções de outros temas muito mais importantes e decisivos, como os já referidos projectos da OTA e TGV.

Mas se assim não fôr, se existir uma vontade férrea de dividir o País, então o momento histórico não poderia ser mais errado do que este! Mas haverá um momento certo para dividir o Nosso País ? Claro que não, nunca! Mas este então não lembra ao diabo! Porquê?
Porque a divisão do País em 5 regiões mostra-se totalmente inadequada, no momento em que parece a todos claro que o governo socialista espanhol, através de uma política de concessão de autonomias, parece cavar a divisão de Espanha, destruindo o cimento aglutinador da monarquia e concedendo onde deveria ser intransigente. Coontudo e para nós, Portugueses, esta divisão até é proveitosa, porque nos coloca ao nível da dimensão dos mercados, como um dos maiores países da futura Península Ibérica, formada num futuro próximo por países\regiões vários.
Então, porque carga de água, num momento em que nos basta esperar - um claro caso de wait & see - queremos cavar a nossa própria desgraça, dividindo para uma mais que previsível luta de poderes, o nosso exíguo espaço Nacional ?

Se o tempo urge para umas coisas - redução da despesa pública não produtiva - e se nos falta para outras - formação de uma geração letrada, cultural e científicamente preparada ao nível matemático, económico e tecnológico - porque não deixar permanecer a única coisa que ainda nos poderá valer nos intrincados tempos que se aproximam - a unidade Nacional de quase 9 séculos!
Somos pobres, ponto. Não nos tirem a única riqueza de que dispomos: a Solidariedade Nacional!

13.3.06





















Bob Richardson Posted by Picasa

Tribunal Penal Internacional (TPI): a incoerência da existência; a legitimidade não reconhecida

A história de Milosevic está feita, mas ficará para sempre mal contada.
Quatro anos de julgamento, uma imensa dificuldade de casar as orientações de cúpula com as acções no terreno, centenas de milhares à espera de uma acusação e outros, pelo menos os mesmos em número, esperando a absolvição. Tudo isto numa região perigosa na Europa e para a Europa!

Das ilações possíveis de retirar no momento ressalta uma: a ineficácia do TPI e, mais ainda, a sua legitimidade e real relevância para conduzir processos de julgamento que não colham cobertura junto da maioria dos países com assento na ONU e, principalmente, junto das grandes potências mundiais. E ainda uma grande questão: a de julgar a nível internacional questões que exigem julgamentos locais/regionais. Há que ter em conta a dimensão do problema para que se possa aplicar o julgamento dos homens de forma cuidada e por todos aceite como justa e legítima.
Perguntem-se: alguma vez os EUA aceitarão que um qualquer TPI julgue Bin Laden se e quando este fôr apanhado? É claro para todos que não! A justiça e sua aplicação cabe por inteiro aos americanos.

Já ouvi comparações com Nuremberga, no tempo decorrido entre o início e o fim do julgamento, bem como no elevado número de acusações de que era alvo Milosevic para justificarem o que nãotem justificação.
A questão não é de eficácia ou ausência dela. É mesmo uma questão de importância, relevância e legitimidade do próprio TPI.

Só existe uma solução possível: extinguir o TPI.

a palavra interdita dos leitores

A Europa Unida
Jamais será Parida
(a propósito do post "Esta Europa Unida")

Com mais ou menos Cosmética ela vai aparecer mais tarde ou mais cedo.
Mas a questão não é pacífica a nivel geral, o que significará alguns anos de discussão e no entretanto vamos-nos aproveitando dessa pingadeira!
Nada como estar sempre na primeira linha de Mão Estendida!
( post "Lá vem ela, outra vez...)

Verdade!
Até nutro uma certa simpatia pelo Presidente da Camara de Sintra... mas quanto julgo ter percebido recebeu uma comenda por Deferência ou Amizade, ou qualquer coisa do género.
Nunca imaginei que tal fosse possível!!!
(post "E pronto, tomou posse")

António Stein

9.3.06

Outros mundos...

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Esta Europa unida....

Na recepção de Mourinho, em Barcelona:
"Hijo de puta és
ese portugués"

Nada como este sentimento profundo de nacionalismo europeu, de povos irmãos unidos por desígnios comuns. Nada como estas lufadas frescas de construção efectiva da História recente dos povos da Europa unida.

Lá vem ela, outra vez....

Tinhamos de começar a bater. Que remédio. Logo na primeira oportunidade futuro (presente) PR e presente PM falaram em uníssono da oportunidade de recuperar a Constituição Europeia, noutros moldes, com algumas correcções, claro, não fosse a malta pensar que era a mesma.
São dois europeístas convictos, na exacta medida de Durão Barroso. Dali, de Bruxelas pinga sempre alguma coisa e, com sorte, pode sair o jackpot a um dos dois, ou mesmo aos dois. Toca então a voltar ao tema.
Nada como estar na linha da frente da imbecilidade europeia.

E pronto, tomou posse

E na primeira oportunidade condecorou Sampaio. Eu sei, é assim mesmo; faz parte. E também, depois de Sampaio ter distinguido tanta gente com condecorações a torto e a direito, mais uma menos uma já não importa. Aliás, as condecorações com a Ordem da Liberdade efectuadas neste País libertam qualquer Bom Português da vaidade de ter uma, tal o rol de inscritos já agraciados., perfeitamente tenebroso. Depois, as comendas já perderam toda a importância e nem sequer deixaram que lhes restasse o charme, igualmente pela enormidade de atribuições efectuadas (aliás, a este respeito, as comendas funcionaram para atribuir um grau - o de comendador - a quem, e foram muitos, contribuindo para proveitos pessoais e partidários (quando são oferecidas avultadas verbas a aparelhos partidários, por razões várias que pouco importam escalpelizar agora, alguém fica a saber ao certo de quanto foi a contribuição inicial? Sabe-se quanto entrou no saco azull do partido e nada mais), dizia, foram atribuídas para colmatar junto de alguns - muitos infelizmente - a ausência de títulos académicos, porque não esqueçamos, estamos num País de engenheiros e doutores e, depois de Abril, também de comendadores.

7.2.06

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A política errática de Zapatero...

Zapatero percebeu, por um lado, que a dimensão de Espanha se fará através da crescente capacidade de intervenção eonómica na América Central e do Sul e por outro da necessidade de conceder o poder económico a gigantes autonomizados do poder político, numa óptica concentracionista europeia muito cara a Bruxelas. Mas Zapatero é igualmente anti-monárquico e de formação comunista, vendo assim, com bons olhos, a divisão em regiões de Espanha como forma de diminuir o peso aglutinador do Rei. Mas ao fazê-lo, Zapatero está a criar condições para fomentar a desigualdade já existente entre regiões, aumentando a pobreza de umas por contraponto com o aumento de riqueza de outras. A política é suicidária, porque não colhe a lógica subjacente à aproximação dos países hispânicos praticada pela diplomacia espanhola, bem como deixa a descoberto do poder político o grande poder económico. Em suma, um saco de gatos.
Portugal pode, contudo, tirar proveitos desta política arrevezada e dissonante, assim saiba esperar pacientemente pelos desenvolvimentos políticos e sentimentos regionalistas contraditórios que irão eclodir aqui mesmo ao lado.

Postado, aqui, em 26 de Setembro de 2005

Porque razão se tecem loas, tantas e tão diversas, a um leque de gestores de empresas nacionais participadas pelo Estado (não inclúo aqui o CEO da TAP que tem feito, indiscutivelmente, um bom trabalho) e depois verificamos que todas elas, as empresas participadas pelo Estado, são opáveis (sujeitas a OPAS hostis), começando pela PT, a mais opável de todas? E se a PT cai em mãos espanholas? E a EDP? E a GALP? Porque razão foram todas elas geridas na óptica dos accionistas e nunca na óptica dos interesses nacionais? A resposta é simples e a pergunta de retórica: por interesses claros dos accionistas privados e por interesses calados dos gestores das comissões executivas!
Se a Telefónica não estiver nas costas do Santander....
Se a France Telecom não estiver nas costas da Sonae, então a OPA não é hostil.
Não é indiferente a PT cair em mãos nacionais ou estrangeiras, sendo certo que o seu destino será cair nas mãos de alguém. Assim sendo, que seja em mãos nacionais.

A loucura dos Cartoons...

"A liberdade religiosa compreende o direito de ter ou não ter religião e, tendo religião, o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que se professa", sublinha o ministro. “Para os muçulmanos, um dos principais símbolos é a figura do Profeta Maomé".
Freitas do Amaral expressou assim a opinião do executivo sobre a polémica dos cartoons.
A afirmação é válida para os muçulmanos, como o é para os católicos. Existem contudo diferenças que residem, essencialmente, no petróleo e na atitude passiva e de agachamento da cultura ocidental perante o mundo muçulmano.
De acordo com o políticamente correcto, a hipocrisia subjacente à atitude de criticar desenhos caricaturando símbolos religiosos esgota-se em Maomé. Quando o Papa JP II foi caricaturado com um preservativo no nariz não veio qualquer mal ao mundo. No entanto o Papa é o vigário de Cristo; caricaturando o Papa caricatura-se Cristo. Onde reside, nessa altura, o direito dos católicos verem os seus símbolos fundamentais respeitados, à luz da afirmação proferida e do conjunto de atitudes, um pouco por todo o lado, que emergem em críticas ao suposto despudor dos desenhos?
Desde quando é crível aceitar a impossibilidade de glosar um tema, numa sociedade aberta e livre, ainda mais quando o tema em crítica é actual e utiliza simbolismos fácilmente perceptíveis por todos?
Da mesma forma que se aceita que se critique a posição da igreja católica a propósito da utilização de contraceptivos, utilizando para o efeito imagens marcantes e bem direccionadas para a mensagem que se pretende passar, independentemente de se discordar da utilização da imagem do Papa para o efeito. Pode criticar-se a posição, ser a favor ou contra, mas não se pode querer coertar o direito de insurgimento, através de palavras ou imagens, daqueles que discordam de uma determinada posição da igreja.
As regras têm de ser iguais em todas as circunstâncias e, em nenhuma delas, se pode confundir a parte com o todo. A posição assumida pelos cartonistas não passa disso mesmo: uma posição assumida por um grupo restrito de pessoas, que através de um conjunto de imagens pretendem criar um impacto crítico forte e visível na sociedade. A liberdade de publicação é isso mesmo: liberdade. Concordar ou discordar compete-nos a nós, dentro do espírito crítico que desenvolvemos consoante o balizamento da liberdade de que gozamos ou usufruímos. Daí, também, a nossa não reacção a provocações de grupos mais ou menos minoritários ou a contestacões levadas a cabo por grupos de pressão que coloquem em causa valores que consideramos como nossos. Porque aprendemos o sentido da liberdade e sabemos destrinçar o essencial do acessório.

1.2.06

A propósito do post "Debater sem Nexo"

Numa sociedade culta e consciente, admita que o assunto possa ser debatido publicamente.
Aliás, diria mais. Admito com grande convicção que um tema desta natureza a sociedade deva intervir para a sua solução e a referendar soluções credíveis a apresentar pelos seus executivos e parlamentos.
Infelizmente este tema em Portugal tem sido abordado sempre em cima do joelho. Uns dizem, outros desdizem. Basta recuar duas semanas para perceber quanto confusa anda esta gente da governação!
Sabia-se que mais tarde ou mais cedo, viríamos a ser confrontados com a Débil situação do Sistema de Segurança Nacional com a gravidade de hoje.A sua doença era conhecida, só que os médicos eram todos do foro psiquiátrico, quando o seu problema era do foro gastrointestinal.
Estou de Acordo com o Autor deste texto, em todo o seu conteúdo!
Os últimos três parágrafos, são bem claros, quanto à inoportunidade deste debate.Sem dúvida que a matéria é grave e há que tomar medidas urgentes, mas dentro de portas!

30.1.06

Perdoai-lhes Senhor que não sabem o que fazem...nem o que dizem

José Rodrigues dos Santos, com ar pungente de hipocrisia feito(ganha 7.000 8 , 9 ou 10.000 contos por mês?, Ficámos sem saber ao certo quanto), apresenta uma peça sobre os sem-abrigo de Lisboa, passando para o ar a seguinte pérola: "...os que optam por viver na rua...". Como se viver na rua fosse opção!
Estou farto!
Não é J. R. dos Santos o responsável pela edição de tudo o que é dito e transmitido nos telejornais da RTP1?
Optam por viver na rua?
E desde quando a miséria humana é notícia? Com a miséria não se partilham shares. Em nome da miséria luta-se, combate-se, dá-se. Nunca, em momento algum se pode ganhar, lucrar, pensar que é notícia, a menos que seja notícia numa base de crítica feroz para com o sistema que herdámos do séc. XX.
Mesmo os mais deserdados da sociedade têm direito a uma réstia de dignidade.
E ainda quer passar por um suposto novo Eça de Queiróz? (Eça que me perdoe por esta putativa interrogação a cheirar a afirmação. De outros que não minha!). J. Rodrigues dos Santos é um novo-pulha (expressão que em Portugal deveria substituir a clássica novo-rico), de entre muitos outros de que este País se vai fazendo.
Lágrimas de impotência escorrem pela face dos Homens sérios de Portugal perante tamanha canalhice.


















João FernandesPosted by Picasa

Debater sem nexo...

No Prós e Contras de hoje vai ser debatida a questão do estado-previdência, da sua sustentabilidade e perspectivas futuras.
Foi neste mesmo programa que há umas semanas atrás o Sr. Ministro das Finanças, despudoradamente, afirmou que a curto prazo o sistema de Segurança Social estará falido, sem capacidade de pagar pensões de reforma entre outras coisas menores perante aquela dramática perspectiva.
Pergunto: porque razão entre tantos blogues, jornais e comentários políticos não li, nem ouvi, uma única declaração de surpresa e pasmo perante a gravidade de tal afirmação ser feita assim, en passant, num qualquer programa de televisão, pelo próprio Ministro das Finanças, como se o tema pudesse ser tratado em primeira-mão pela boca de um ministro, como se se tratasse de uma conversa de café e o tema fosse possível de ser tratado de forma sloppy.
E eu que leio tantos textos, o mais das vezes carregados de sofismas, orientadores e nada esclarecedores.

O sistema de segurança social vigente em toda a civilização ocidental assenta na confiança: descontamos hoje, na perspectiva de que amanhã alguém desconte para nós, única forma possível de termos garantida a reforma futura, prometida pelos descontos de hoje. Colocado o sistema em causa, coloca-se em causa a segurança, assusta-se o contribuinte e o sistema, ele próprio, vê derreterem-se as bases sob as quais assenta.
~
E são estas questões que são discutidas assim, em directo na TV. Se o sistema está caduco e falido (não interessa se sabemos que está ou não), tal situação implica uma discussão ao nível do executivo e tão só a esse nível, seguindo-se a inevitável comunicação formal ao País, imersa numa enorme carga emocional, quer política quer social , implicando essa assumpção a apresentação de soluções a implementar de imediato, sob pena do sistema atingir o prazo de validade e cheirar a podre.

Sem esta postura, credível, séria e verdadeiramente institucional, o contribuinte de hoje é apanhado pelas notícias em debates televisivos e pensará, cheio de razão: eu desconto hoje, mas para que o faço, se daqui a 10-15 anos o sistema não tem como me ajudar, faltando ao compromisso assumido de gerar receitas futuras que permitam cumprir para comigo as suas obrigações, como hoje cumpre perante aqueles que beneficiam dos valores que mês após mês, ano após ano, através de descontos obrigatórios nos sucessivos vencimentos que aufiro, me são retirados?
Perante esta questão e quanto mais certa ela se for tornando e formando na mente do contribuinte, acrescidas serão as razões para fugir às contribuições para com a segurança social, porquanto não existirá uma base moral sustentável de exigência de cobrança por parte do estado-providência de semelhantes contribuições.
Este tipo de discussões públicas não servem rigorosamente para nada, nem sequer para elucidar. Mas servem e muito para assustar e acelerar a morte do estado-previdência!

27.1.06




















Dale Erickson
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Acabar com as loucuras OTA e TGV, significa acabar com as etiquetas de Bruxelas. É uma espécie de grito do ipiranga para nós portugueses.

Dizia-me amigo asisado:
- O Cavaco poderá opor-se à construção do TGV mas com a OTA já fia mais fino.
- Porque raio?
- Porque a verba já foi aprovada por Bruxelas e ou é aplicada no novo aeroporto ou então o dinheiro não entra.
- Que se lixe Bruxelas - retorqui. Estou cansado do esquema habitual de Bruxelas "o dinheiro vai para Portugal mas leva etiqueta". Foi assim desde sempre, tomem lá dinheiro para estradas mesmo que já sejam demais; agora tomem lá para plantar oliveiras; agora este subsídio para abaterem as oliveiras; agora plantem pinheiros, agora deitem abaixo eucaliptos. O dinheiro para nós vem sempre etiquetado. Não acredito, aliás sei que tal procedimento não tem sido seguido com os restantes países da UE, mais particularmente porque nos interessa pela proximidade com os espanhóis e, por uma questão de dimensão com os irlandeses.
- És capaz de ter razão.
- Até os vejo a rirem-se uns para os outros:
manda lá os gajos construir mais estradas, agora diz-lhes para abaterem árvores de fruto e, seguidamente diz-lhes para plantarem as mesmas. Vais ver que eles fazem; é um fartote de rir. Olha, lembrei-me agora e se lhes disséssemos para abaterem as vinhas? (Acho que estás a exagerar, diz o outro). Se calhar estarei mas vou experimentar. Olha, tinhas razão, os tipos não foram nessa. Paciência,mas tem sido um regabofe.
Sabes o que te digo?
- Dispara!
- Eu recebia o dinheiro, com ou sem etiqueta, rasgava as etiquetas e aplicava-o convenientemente porque este é o último e, depois, só resta a miséria se for mal aplicado. Quando os senhores de Bruxelas refilassem mandava-os ir ao Totta. Assim como assim, o Presidente da Comissão sempre é português e perceberia claramente a alusão, evitando o inconveniente de uma tradução que retiraria contexto e sentido à frase " se queres dinheiro vai ao Totta" e, além do mais, o Totta agora até é Santander e como este é espanhol, os tipos não percebem nada e, pelo sim pelo não, ficam de certeza calados. Basta atentares no tratamento da questão energética no que disse (des)respeito a Portugal e a Espanha.
Digo-te sinceramente: espero que Cavaco acabe com essas duas loucuras, mesmo que para isso se tenham de criar conflitos institucionais, porque acredito que é um homem sério e não procurará tirar dividendos pessoais de obras públicas de valor tão avultado. Percebes o que te quero dizer.
- Mas se ele quiser fazer os dois mandatos da praxe, não te parece que fica nas covas?
- Se agir com a cabeça e não com os pés até pode capitalizar com a situação.
- Esperemos que sim, mas não estou muito convencido em relação à OTA.

Quase, Quase... pela 4ª vez

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Sympathy For The Devil

Please allow me to introduce myself
I’m a man of wealth and taste
I’ve been around for a long, long year
Stole many man’s soul and faith

I was ’round when Jesus Christ
Had his moment of doubt and pain
Made damn sure that Pilate
Washed his hands and sealed his fate

Pleased to meet you
Hope you guess my name
But what’s puzzling you
Is the nature of my game

I stuck around St. Petersburg
When I saw it was a time for a change
I Killed the Czar and his ministers
Anastasia screamed in vain

I rode a tank
Held a general’s rank
When the blitzkrieg raged
And the bodies stank

Pleased to meet you
Hope you guess my name,
What’s puzzling you
Is just the nature of my game,

I watched with glee
While your kings and queens
Fought for ten decades
For the gods they made

I shouted out,
Who killed the Kennedys?
When after all
It was you and me

Let me please introduce myself
I’m a man of wealth and taste
And I laid traps for troubadours
Who get killed before they reached Bombay

Pleased to meet you
Hope you guessed my name,
But what’s puzzling you
Is the nature of my game, get down, baby
Pleased to meet you
Hope you guessed my name,
But what’s confusing you
Is just the nature of my game

Just as every cop is a criminal
And all the sinners saints
As heads is tails
Just call me Lucifer
’cause I’m in need of some restraint

So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well-learned politesse
Or I’ll lay your soul to waste

Pleased to meet you
Hope you guessed my name,
But what’s puzzling you
Is the nature of my game.

24.1.06

























Eric DeVree Posted by Picasa

Sem Sentido

Teço o tecido,
(Enredado em teias
Pensadas a meias).
De imoralidade urdido.

Teço o tecido,
(Político, funesto
Tudo onde não presto).
De maldade urdido.

Teço o tecido,
(Na frente fingindo

Nas costas ferindo).
De intriga urdido.


Teço o tecido,
(Da vil perdição
E total sujeição).
De dinheiro urdido.

Teço o tecido,
(Na miséria real
E existência fatal).
De povo urdido.

Teço o tecido,
(Desprezível futuro
Deixo cair de maduro).
De Pátria urdido.

Teço o tecido,
(Vontade iníqua

Maldade profícua)
De carácter urdido.

Teço o tecido
Com que me mato,
Matando os demais.
E prostrado nos ais,
Aqui me abato
Na mesquinhez urdido.

(João Fernandes)

23.1.06

Bom Dia
























Steve Bonner Posted by Picasa

Aos Poetas

Somos nós
As humanas cigarras!
Nós,
Desde os tempos de Esopo conhecidos.
Nós,
Preguiçosos insectos perseguidos.
Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos
A passar!...

Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras,
Asas que em certas horas
Palpitam,
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura!
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.

Por isso a vós, Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz!
Vinho que não é meu,
mas sim do mosto que a beleza traz!

E vos digo e conjuro que canteis!
Que sejais menestreis
De uma gesta de amor universal!
Duma epopeia que não tenha reis,
Mas homens de tamanho natural!
Homens de toda a terra sem fronteiras!
De todos os feitios e maneiras,
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele!
Crias de Adão e Eva verdadeiras!
Homens da torre de Babel!

Homens do dia a dia
Que levantem paredes de ilusão!
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão!

(Miguel Torga)

Ventos de Mudança...

Há muito que defendo que o País está maduro para uma abordagem e discurso político diferente. O País, pode afirmar-se, está carente de uma nova focagem políitca discursiva.
Este facto é, de novo, constatável através do resultado apurado nas eleições de ontem.
Bastou uma pequena descolagem de um dos candidatos das forças políticas que marcam a agenda nacional, para que tivesse mais de um milhão de eleitores a votarem nele. E a descolagem nem foi dramática, ficando o discurso muitas das vezes pelas meias tintas, por vezes mesmo envergonhado e, acima de tudo, apelando tão sómente à família política de esquerda. Caso o candidato tivesse tido a coragem (ou possibilidade) de romper com veemencia e frontalidade com a família política a que pertence, apelando à família nacional, ao País, sem famílias políticas de direita ouesquerda de permeio e, talvez, o número de votantes tivesse aumentado substancialmente.
Imaginemos agora que o candidato não tinha rabos de palha políticos, ligações a máquinas partidárias conhecidas, que gozava de boa reputação e apelava ao voto nacional, baseado nos valores e interesses nacionais, sem cuidar se o discurso umas vezes se direccionava mais à direita, se outras mais à esquerda e, provávelmente, a este milhão teria de juntar 1/2 milhão de abstencionistas e outro 1/2 milhão de votos desviados às forças políticas que vêm marcando os tempos de há 30 anos para cá.
Estaríamos a falar de 40% dos votos.
O País está aberto a uma mudança discursiva, a uma nova abordagem política.
O País está aberto a inflecções, venham elas de sectores políticos conhecidos ou de novos intervenientes. Por mim, creio chegado o momento de agitar as águas, de mudar o discurso, de repensar Portugal e, acima de tudo, de sentir e amar Portugal.

22.1.06
















Eileen Agar Posted by Picasa

Por 32.766 votos...

Cavaco Silva precisava de 50% + 1 voto para ganhar. Obteve 50% + 32.766 votos.
Foi à justa, como previra. O que não significa que não tenha sido um enorme feito, ganhar à primeira e em todos os distritos do País à excepção de Beja. Foi uma grande vitória, maior do que se consumasse só à segunda volta e consensual.

Noite de Eleições

Cavaco Silva é o novo Presidente da República. Deseja-se um mandato frutuoso.
Ana Gomes, António Vitorino e Mega Ferreira mostraram, claramente, total ausência de conceitos democráticos enraízados, pelas aleivosias proclamadas e ditas. Ana Gomes só faltou espumar pela boca, algo que terá feito de seguida, estou em crer. A democracia do PS no seu pior.
Era dispensável a retórica do Primeiro-Ministro a propósito da estabilidade institucional, porque essa constrói-se todos os dias e não por discursos de circunstância. Foi coincidente com o discurso do recém-eleito Presidente, mas as palavras utilizadas e o sentido foram diferentes.
Ficou mal ao PS esperar que Manuel Alegre começasse a falar para que Sócrates iniciasse a sua intervenção do Largo do Rato, desviando a atenção dos media de Alegre. Uma prova mais da democracia reinante no PS.
Alegre teve um excelente resultado.
Cavaco Silva não ganhou porque a esquerda perdeu. Cavaco ganhou porque entre todos os candidatos foi o que melhor geríu a sua campanha, provávelmente a par de Alegre, a quem terá faltado um pouco mais de audácia e de coragem discursiva. Cavaco Silva ganhou porque foi o candidato mais credível de entre todos.
Em suma, Cavaco ganhou porque, no contexto destas eleições só ele merecia ganhar.
A pergunta que formulei há uns meses mantenho: a quem pertencerão os terrenos destinados ao aeroporto da OTA e, igualmente, a quem pertencerão os terrenos circundantes?

Soares Acabou....

Acabou-se Mário Soares. 13% dos votos espressos não lhe dá o direito de intervir com tanta facilidade na vida política nacional, porque lhe retiram, inclusivé, a capacidade de intervir políticamente no seio do PS. Se a família socialista já não escuta Soares, senão residualmente, porque há-de o País continuar a fazê-lo?
~
O enterro político nacional está feito e, bem ao contrário do que Marcelo R. de Sousa afirmou, o País não deve nada a Mário Soares. Todas as confusões em que possa ter participado no pós-25 de Abril, como figura de proa na solução encontrada teriam sido impensáveis sem o apoio claro do PPD e de Sá Carneiro.
~
Não esqueçamos que o PS foi fundado em 1972, quando já se cozinhava o 25 de Abril e que até essa data eram todos militantes comunistas.

20.1.06
























Mike Bernard Posted by Picasa

Que os candidatos se danem...

O tempo de elucidar e esclarecer acabou.
No fim fica uma enorme sensação de frustração. Não ouvi um único candidato pronunciar-se sobre a OTA ou o TGV, despesismos desnecessários num País pobre, que além de esgotarem recursos fundamentais se constituirão numa enorme dor de cabeça ao nível dos custos de manutenção. Tudo isto num País que já viveu uma tragédia como a de Entre-Os-Rios e que, posteriormente, empreendeu obras de manutenção na ponte sobre o Tejo, ficando todos a saber que a ponte não era alvo de cuidados de manutenção desde 1974.
Não ouvi um único candidato esclarecer claramente qual a sua posição em relação a dois projectos megalómanos, que não trarão nenhuma vantagem acrescida ao País, sugarão importantes recursos e ficarão como pesada herança para as gerações vindouras. Projectos que vão de encontro aos interesses espanhóis, que não são própriamente os nossos. Projectos que equivalem a adjudicações públicas de muitos milhões, que alimentarão a gula de muitos, fazendo a fortuna de alguns e consolidando a de outros, através de mecanismos corruptivos.
Investir no País não gera proveitos imorais. Investir em infra-estruturas capitaliza interesses privados à custa do interesses público.
Nãoouvi um único candidato dizer fosse o que fosse a esse propósito.
O que eu esperava, de qualquer um dos candidatos ou mesmo de todos, era que se tivessem pronunciado sobre projectos que têm tanto de polémicos e desmesuradamente dispendiosos como de disparatados, para um País que está de tanga. Que tivessem a coragem de dizer que eram contra ou a favor. Que dissessem, claramente, que sendo contra (fosse esse o caso) não hesitariam em demitir o primeiro-ministro e dissolver a A. da República, caso o executivo insistisse na sua prossecução, tudo em nome dos mais altos interesses nacionais.
Não houvi nem irei ouvir, porque todos os candidatos estão comprometidos com o aparelho nacional, o conluio político existente entre as principais forças políticas nacionais, através dos dirigentes políticos que temos. E também porque ninguém tem ideias. Procurem-se ideias no discurso de Cavaco, de Alegre ou de Soares. No de Jerónimo, de Louçã ou mesmo de Garcia Pereira. É o vazio, dramático, de uma clivagem crescente entre a execução de cargos políticos e a capacidade e inteligência de quem executa as funções. É o sinal do fim dos tempos a ausência de ideias .
Nenhum candidato presta, nenhum serve. Ninguém está à altura de assumir um compromisso com Portugal

Razões para a miséria....

Não é possível separar o trigo do joio, quando se fala em condições de vida, bairros degradados, consciência cívica, humana e paternal, condições económicas e assistência social.Os bairros pobres, da periferia, existem porque o estado-providência não funciona. As famílias são empurradas para vidas que não queriam, para ambientes que detestam, de início, mas onde após alguns meses de integração acabam por se adaptar. Que remédio! As carências são muitas, a todos os níveis.Quando somos acordados com a notícia de que uma casa ardeu e morreram duas crianças ente os 4 e os 6 anos, porque os pais não se encontravam em casa no momento da desgraça, estamos todos a ser conduzidos, indecentemente, num engano. Porque a notícia se destina aos mais esclarecidos, áqueles que vêem a TV e lêem os jornais. Destina-se àqueles cujas vidas não tocam aquelas que são mostradas e que desenvolveram um espírito crítico muito especial: todos os que não vivem pelos nossos padrões vivem erradamente, ou por outras palavras, o problema reside em cada um deles, encarado individualmente.Não poderá existir maior engano. A vida é fruto das circunstâncias e o meio ambiente é fundamental na sua percepção. Se existem pais que abandonam os filhos por umas horas, porque se vão instalar a ver televisão num qualquer café rasca de um qualquer bairro degradado é, precisamente, porque foram inseridos e vivem num ambiente onde a dignidade humana foi reduzida ao zero, onde a consciência se perde e os valores não existem. A assistência social é um mito, o País votou-os ao esquecimento porque não apresentam condições económicas consideradas mínimas para serem consideradas como pessoas. Não interessam nem são interessantes, não decidem eleições (nem sequer votam).
Insiste-se na construção de bairros de realojamento que ab initio são guetos, para guardar esta miséria toda junta, longe dos outros olhares (longe da vista, longe do coração).
Os valores que contam são estipulados pelo preço do metro quadrado dos terrenos e da habitação. Misturar portugueses de condições sociais variadas é um mau negócio para os construtores civis, para as Camaras Municipais, enfim, para todos os agentes envolvidos.
Entende-se então e dá-se como bom o princípio que uns têm direito a uma vida normal e que outros nem tanto. Depois, para apaziguar consciências, basta dizer, com convicção: coitados tiveram azar!
A mim não me basta esta justificação. Quero outras: quero saber porque razão é voz corrente que nas adjudicações públicas os bens transaccionados custam 3 a 4 vezes mais o seu valôr de mercado; porque razão cada vez que muda um governo se trocam os automóveis e se redecoram os gabinetes; porque razão é tão difícil para uns arranjar o primeiro emprego ou manter o que têm e para outros essa dificuldade não existe; porque razão a saúde e a educação não chegam a todos de igual modo e idênticas condições.
Adorava saber porque raio numa sociedade dita democrática não nascem todos iguais e ninguém com responsabilidades parece preocupar-se um chavo com isso.
O que é Portugal hoje? Um País? Um cabaret? Um antro de medíocres e psicopatas? Uma associação de malfeitores?
Não sei ou não quero responder, mas uma coisa sei: este não é o meu País, não o reconheço!

19.1.06

AS PALAVRAS

São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

(Eugénio de Andrade)


Bernhard Vogel

Estaremos tão perto de uma vitória à primeira, como da necessidade de uma segunda volta

É definitivo. O sentimento sobre as eleições presidenciais é generalizado, transversal na sociedade portuguesa e não limitado a cliques intelectuais ou sofisticadas: nenhum dos candidatos é julgado conveniente, portador de qualidades que justifiquem a sua nomeação como futuro Presidente da República. Assim, os que votam fá-lo-ão pelo princípio do mal menor ou do menos mau. No fim, seja qual fôr o resultado, muitos sentir-se-ão insatisfeitos, mesmo ganhando o "seu" candidato.
~
Mas que resultados esperar ao final da tarde do próximo Domingo? Sinceramente a resposta é quase impossível de dar, mesmo que alicerçada em sondagens, porque estas tratam estatísticamente as respostas apuradas e partem, obrigatóriamente, de determinados pressupostos, como por exemplo o eleitorado base de cada partido, a massa flutuante de eleitores que umas vezes dá a vitória ao PS e outras ao PSD e ainda os indecisos. E depois repartem estes números de acorodo com os dados coligidos e as experiências passadas.
~
Só que estas eleições são diferentes, atípicas. Não é relevante se a esquerda ganha ou se a direita é a mais votada. Essa dicotomia não existe nestas eleições e tende a desaparecer totalmente nesta democracia à portuguesa. Os eleitores estão cansados dos partidos, dos políticos e desejam, diria mesmo que anseiam, uma mudança na vida económica e social do País e que se sintam ventos de mudança claros, de que o País tem soluções para progredir e, ainda mais importante, que se torna um País governável, coisa que não acontece desde 1980.
Tem sido um erro situar os candidatos num plano ideológico de esquerda e direita. Por um lado os candidatos excluem-se da hipótese de serem um presidente para todos os portugueses, por outro transformam estas eleições em eleições partidárias e essa perspectiva não tem cabimento nas actuais eleições. Cavaco tem estado bem nessa perspectiva desde o início; Alegre começou a perceber o fenómeno há pouco tempo, retirando do discurso político, gradualmente, as alusões constantes à esquerda e demarcando-se do PS, ao mesmo tempo que pretende, aplicando um enorme esforço discursivo, a colagem de Cavaco ao PSD e CDS.
~
Por isso se torna exercício penoso dizer onde acaba o eleitorado de um candidato e começa o de outro. Mesmo Cavaco Silva tem essa dificuldade, porque nem todo o eleitorado PSD/CDS vota Cavaco e, provávelmente, algum eleitorado que votou PS nas legislativas irá votar Cavaco agora.
Estará Cavaco folgado? Não! Cavaco está à justa. Se ganhar à primeira volta será por poucos.
E se fôr empurrado para uma segunda volta perde as eleições? Igualmente não é certo, pois seja Soares ou Alegre o oponente, por uma razão ou outra podem não conseguir congregar todos os votos do eleitorado dito de esquerda, nem que seja por guerrilhas partidárias ou ódios intestinos.
~
É então impossível afirmar com segurança qual o resultado expectável para Domingo.
Mas como o comentário e epensamento político implica riscos, correrei os meus ao colocar a hipótese de Cavaco Silva não ganhar à primeira. Vai-lhe fugir eleitorado natural e tem muitos candidatos à sua esquerda.
Passando à segunda volta vai ter por companhia Alegre, que paradoxalmente vai capitalizar alguns dos votos naturais de Cavaco. E depois, provávelmente, ganha as eleições na segunda volta.
~
Entretanto o PS, em seis meses, termina o consulado da família Soares no partido. O filho João foi enterrado políticamente em Sintra, a nível local - não tinha dimensão de estadista, não mereceu honrarias de estado - o pai Mário vai ser enterrado a nível nacional - sempre foi um (péssimo) primeiro-ministro e Presidente da República - justificando a dimensão do enterro político pela dimensão das aleivosias políticas que todos testemunhámos, pelo menos os que não tendo memória curta e sentindo-se portugueses analisam os acontecimentos políticos à luz dos interesses nacionais.

12.1.06

Bom Dia
























Mike Bernard

Pedro Santana Lopes adiantado 5 anos....ou não.

Imagino o que se esteja já a escrever e a dizer a propósito das declarações de PSL. Acresce o aproveitamento político que as candidaturas de esquerda não deixaram de fazer das palavras proferidas pelo enfant terrible do PPD/PSD.
Revanchismo será o mínimo que se escutará. E até pode ser que sim, que tenha sido por révanche ou pela necessidade imperiosa de aparecer, de falar, de ser polémico. Dêem um caixote de fruta para onde possa subir e uma qualquer praça do País a PSL e ele faz um comício, cheio de gente arrebatada no final.
Pedro Santana Lopes (PSL) é assim.
~
Mas também não deixa de ser verdade que Cavaco Silva tem dito que se candidata para mudar as coisas, para ajudar o executivo, para ajudar Portugal a ultrapassar a crise. Só não se percebe como, sendo os poderes do Presidente de alguma forma exíguos. Claro que Cavaco Silva ainda se lembra de Mário Soares, de como este lhe fez a vida negra, como reiteradamente emperrou a acção governativa.
Não acredito que esse seja o caminho escolhido para exercer a presidência por parte de Cavaco Silva nem o seu estilo. Mas não sendo esse o estilo e não indo igualmente de encontro à capacidade de dissolução da Assembleia da República, mais que não seja por manifesta ausência de legitimidade democrática, não se percebe que muito mais poderá Cavaco Silva fazer face a um executivo socialista.
Aqui Santana Lopes parece querer aludir, nas entrelinhas, à boa e à má moeda, aos políticos que prometem mas são incapazes de cumprir, ou cumprindo acarretam, forçosamente, problemas para a estabilidade governativa do País, o mesmo é dizer, problemas ao nível económico, político e social. É uma bicada, provávelmente merecida, porque Cavaco Silva quis capitalizar votos e promover o distanciamento do PSD usando Santana Lopes para custear as despesas.
~
Mais! Quando falamos de Cavaco e Sócrates falamos de dois galos e cada um à sua maneira não deixará de tentar impôr a sua presença, ou melhor omnipresença, a todos os portugueses, tudo indiciando focos de potenciais guerras institucionais.
Mas não acredito na tese dos conflitos institucionais e, como tal, não subscrevo as afirmações de PSL - muito embora concorde que as afirmações de Cavaco Silva, em campanha, possam conduzir a leituras de potenciais situações conflituais.
Creio que na pior das hipóteses assistiremos a guerrilhas e golpitos palacianos, mas nada do outro mundo, ou pelo menos que não se tenha passado já no nosso mundo político-institucional.
~
Afirmava eu que não acredito nesse pressuposto, no confronto institucional aberto e a base de sustentação dessa presunção tem tão de simples como de verdadeira: caso Cavaco Silva seja eleito no dia 22, vai querer fazer os dois mandatos e, mutatis mutantis, se quiser ser "enxertado num corno" para com um primeiro-ministro sê-lo-á no seu segundo mandato. Também aí Cavaco Silva terá aprendido com Soares e mais recentemente com Sampaio.
~
A menos que PSL estivesse a pensar nesse 2º mandato; assim sendo e para ter razão, deveria ter esperado 5 anos para proferir as mesmíssimas afirmações.
Ou então a intenção de Santana Lopes era mesmo dar a bicada e para dar uma bicada, esta bicada, políticamente era esta a altura.

11.1.06

Bom Dia















Franz Unterberger
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SOBE O PANO

Onde se solta estrangulado grito
Humaniza-se a vida e sobe o pano.
Chegam aparições dóceis ao rito
Vindas do fosso mais fundo do humano.

Ilumina-se a cena e é soberano,
no palco, o real oculto no conflito.
É tragédia? É comédia? É, por engano,
O sequestro de um deus num barro aflito?

É o teatro: a magia que descobre
O rosto que a cara do homem cobre,
E reflectidos no teu espelho - o actor -

Os teus fantasmas levam-te para onde
O tempo puro que te corresponde
Entre horas ardidas está em flor.

(Natália Correia)

10.1.06





[Nº3] Residência dos Surrealistas Posted by Picasa

The Lovers



















Eileen Agar, 1933 Posted by Picasa


Eileen Agar fotografada por Cecil Beaton em 1927

Os tontos da nossa política e a política de todas as tonterias...

Manuel Pinho afirmou no Parlamento não haver conflitos de interesses entre a EDP e a Iberdrola. Não há senão outra coisa. Quem quer o ministro - dizem-me que muito fraquinho; que convoca assessores e presidentes de instituições públicas para reuniões quase diárias, sem agenda e sem que, no final, alguém tenha percebido porque esteve presente e a fazer o quê - enganar?
DEpois ainda afirma que não merece a pena fazer o discurso do gato escondido com o rabo de fora. Porque, afirma o senhor, se alguém tem alguma prova de que algo de anormal se passa na relação com a Iberdrola e o governo socialista (presente e passado) e os interesses nacionais, que a apresente, que não se acanhe. O tom foi desafiador, mas dito assim faz-me lembrar as fugas para a frente, e muito provávelmente o que teremos é rabo escondido com gato de fora - aqui o gato é claramente Pina Moura e o rabo o ministério que exerceu.
Parece inequívoco o conflito de interesses. É claramente inequívoco o prejuízo imenso que resulta para os interesses nacionais da cedência feita à Iberdrola pelo governo, que uma vez mais age directamente na gestão da empresa, contra as mais elementares regras de actuação de um executivo, em função de uma empresa de capitais mistos e do sector energético, que como já afirmámos anteriormente, se deveria pautar por um papel mais regulador e menos interventivo ao nível da gestão.
Não será dispiciendo relembrar que a relação entre a EDP e a Iberdrola entornou o caldo na altura em que foi anunciada a fusão entre a Iberdrola e a Endesa.
A parceria abortou pela ausência de comunicação entre as duas empresas, pela constatação clara que a estratégia de uma não era compatível com os objectivos estratégicos da outra.
Nem rateando os mercados.

Soares já interiorizou a derrota....perante Cavaco e Alegre

Soares não está descrente. Soares de facto já não acredita nem sequer na hipóteses de ser o 2º mais votado. Só assim se compreendem lapsus linguae constantes, onde se encontram e mesmo se enfatizam sinais claros da derrota, não como 2º mas 3º candidato mais votado.

O que eles dizem...

António Costa defende o seguinte princípio: os portugueses não deverão dar a vitória na 1ª volta a um candidato que já sabem que perde, se houver 2ªvolta.
Este princípio foi enunciado logo a seguir a um jantar de apoio à candidatura de Mário Soares.

5.1.06

Notícias de Angola...
























O assunto não é novo. A novidade é que desta feita é referido num semanário angolano "Angolense", do qual se reproduz fac-simile da 1ª página da semana de 5 a 12 de Novembro de 2005, onde merece especial realce uma passagem na pág. 24 deste jornal, sob o título "O que eles disseram". Passamos a referir :

"""Após a última reunião secreta com os camaradas do PCP resolvemos aconselhar-vos a pôr em execução imediata a segunda fase do plano. Dê, por isso, instruções aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando a fim de provocar a sua debandada de Angola".
Rosa Coutinho, Alto Comissário para Angola, em carta dirigida antes da independência ao Presidente Agostinho Neto
.
Afinal, a arruaça foi encomendada por Lisboa..."

Quando um orgão de informação angolano reproduz uma passagem de uma carta, datada de 22 de Dezembrode 1974 em Novembro de 2005, está a pretender passar uma mensagem em relação à história recente dos dois países. Ainda mais se o faz num número dedicado aos 30 anos de independência de Angola.
O problema da História, o mais das vezes, é que só se consegue fazer quando os intervenientes directos já não estão vivos. Por outro lado, este pequeno óbice implica um enorme handicap. É que nunca se sabe se a história feita está correcta ou padece de imprecisões acrescidas de fábulas, boatos e boas-vontades.
Mas a História também pode ser feita em vida, através do julgamento das acções daqueles que nela participaram activamente. É uma outra forma de fazer História.

Quando, a propósito dos 25 anos do assassinato de Sá Carneiro e Amaro da Costa, são entrevistadas algumas personalidades e personulidades, Ramalho Eanes refere que Sá Carneiro era um político muito vivo e inteligente e, por isso, perigoso, apetece perguntar: perigoso porquê e para quem? E será por isso que a história de Camarate ainda não se fez?

Conhecer os factos, mesmo sem neles ter participado directa ou indirectamente e manter o silêncio prefigura encobrimento, e a fronteira entre o encobrimento e a cumplicidade é muito ténue.
Espero que muitas das figuras que ainda respeitamos políticamente não sejam portadoras de verdades que mesmo muito indigestas deverão ser, obrigatóriamente, do conhecimento de todos, sob pena dessas figuras políticas se verem cair no descrédito, caso um dia a História se faça de uma forma séria, mesmo que seja iniciada de fora para dentro.
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