14.12.05

SONHO ORIENTAL

Sonho-me às vezes rei, nalguma ilha,
Muito longe, nos mares do Oriente,
Onde a noite é balsâmica e fulgente
E a lua cheia sobre as águas brilha...

O aroma da mongólia e da baunilha
Paira no ar diáfano e dormente...
Lambe a orla dos bosques, vagamente,
O mar com umas finas ondas de escumilha...

E enquanto eu na varanda de marfim
Me encosto, absorto num cismar sem fim,
Tu, meu amor, divagas ao luar,

Do profundo jardim pelas clareiras,
Ou descansas debaixo das palmeiras,
Tendo aos pés um leão familiar.

Antero de Quental

13.12.05


















Richard Pikesley

Os guetos....

O último quartel do séc. XX assistíu a um crescimento desmesurado do peso do capital na acção e capacidade governativas dos estados.
Se nas décadas de cinquenta e sessenta países como a França e Alemanha foram importadores de mão-de-obra, a generalização do movimento, tornando todos os países ocidentais como receptores de movimentos migratórios veio acentuar uma tendência perigosa na economia moderna: é a mão-obra que procura o capital e não o inverso. Este fenómeno forçado, conduz a uma necessidade de integração social num meio novo e a maioria das vezes altamente adverso.
A constituição de guetos, com base em diferenças raciais e/ou religiosas conduz a um perigoso ciclo de vida, onde as condições de sobrevivência são difíceis, levando tendencialmente essas minorias a exagerar os seus valores étnicos, colocando-os acima de valores universalmente aceites.
É sabido que os movimentos migratórios eram, na sua esmagadora maioria, suportados por diferenças evidentes ao nível do conhecimento e dos recursos materiais. Hoje são os recursos materiais que, básicamente, determinam os movimentos migratórios.
Se a primeira geração de emigrantes está, por norma e definição, disposta a tudo, as gerações seguintes apresentam comportamentos diversos, baseados em modelos de igualdade de direitos.
A verdade é que a distribuição equitativa do produto é uma imensa quimera e que na realidade, para que um cidadão aufira rendimentos elevados, muito provávelmente, mais de um milhar terão de vegetar numa vida repetitiva, sem ambições e objectivos. Aquilo que se pede hoje, acima de tudo, é que cada um aceite o seu destino, apresentado em vários formatos, de maior ou menor qualidade e dignidade humanas. Mas será este pedido exequível?
Claramente não. Se numa sociedade pouco informada, onde a informação fluía com dificuldade, sempre a Humanidade se debateu com problemas entre conquistadores e conquistados, hoje, no mundo da informação, as desigualdades são bem mais difíceis de aceitar e os rastilhos bem mais fáceis de acender.
Não perceber esta realidade e, pior, nada fazer para a alterar é contribuir, decisivamente, para um mundo pior, de incertezas, de medos e inseguranças várias.
É, acima de tudo, matar a semente de onde brotou a cultura ocidental. É originar um movimento dramático de adaptação a novas realidades às gerações vindouras. É empurrar estas para outros becos.
Um dia viveremos todos em guetos.














Andrew Wyeth

Uma fagulha na campanha...

Palavras interditas é isso mesmo: dizer o que por norma se esconde.
Não se faz a apologia da violência verbal, muito menos física, mas quem anda à chuva arrisca-se a apanhar uma molha. Se acaso o incidente de Barcelos com Soares não foi encenado (não seria a primeira vez) temos que é claro que ele representa, acima de tudo, uma história por fazer do Portugal recente e que só será possível quando os principais protagonistas políticos desaparecerem. É a certeza da impunidade, os louvores e honrarias prestados a determinadas figuras políticas que poderão pesar no desespero de quem, por amor pátrio se ressente.
Só nos falta, ao fim de trinta anos, dobrar a bandeira nacional e entregar a mesma aos nossos vizinhos espanhóis. Pouco mais nos resta na realidade, e a responsabilidade recai por inteiro em todos os partidos políticos e respectivos dirigentes nos últimos trinta anos. Os mesmos que mantêm hoje o protagonismo e impedem a História de se fazer e, acima de tudo, a renovação política dramáticamente necessária.
A abordagem de que Soares foi alvo (se não foi encenada, acentua-se) foi verbalmente violenta sem dúvida, mas é criticável?
Cremos que não. Os candidatos quando procuram banhos de multidão sujeitam-se ao bom e ao mau. Talvez tenham de mudar de hábitos, conforme a situação nacional se vai degradando ao nível social e económico. A paciência tem limites e a dignidade, existindo, não é permissiva.
Talvez que aquele cidadão de Barcelos tenha ainda presente o dia em que Soares pisou a bandeira nacional; tenha bem presente as mordomias de que goza e tem gozado, algumas excedendo mesmo os direitos fixados para os ex-detentores de determinados cargos públicos.
Talvez aquele cidadão tenha pensado como é possível ter-se tanto sem nada fazer e outros, com uma vida de trabalho, só têm um horizonte de miséria pela frente.
Todos os candidatos se solidariezaram com Soares.
Compreende-se que todos eles sem excepção o façam, não vá o diabo tece-las.

Cenários Presidenciais

As sondagens apontam para números que decidem as eleições na primeira volta.
Cavaco Silva surge com perto de 60% das intenções de voto, ordenando-se os restantes candidatos dos 20% para baixo, destacando-se o segundo lugar alcançável por Alegre.

Este é o cenário espectável atendendo às sondagens e igualmente desejado por muitos, até porque seria histórico que um candidato apoiado pelo centro-direita ganhasse as eleições na segunda volta.
Contudo, alguns ses podem ser levantados e algumas dúvidas colocadas. Primeiro indagar se a massa votante PSD/CDS vota, toda ela, em Cavaco Silva. Não creio. Cavaco está intímamente ligado às infraestruturas viárias e ao crescimento desmesurado da grande distribuição. Cavaco aproximou Lisboa de Madrid e Barcelona, retirando sentido a centros de decisão que se mantinham em Portugal por dificuldades de ligação rápida entre Portugal e Espanha e não por questões de mercado. Com o advento da grande distribuição - as modernas catedrais de consumo - Cavaco criou ricos mas não gerou riqueza, contribuindo decisivamente para a face terceiro-mundista que o País actual apresenta. E há muitos que não esquecem nem perdoam esta gestão governativa.
Depois há que considerar a posição a assumir por Jerónimo e Louçã. Tenho para mim que Jerónimo só irá a votos se Louçã for até final. Porque Jerónimo sabe que terá mais votos que Louçã e porque não pode deixar o Bloco concorrer sózinho, sem a oposição comunista. Jerónimo sabe que o Bloco é um saco de gatos, uma moda - como tal passageira - que enquanto durar poderá roubar votos ao PCP, junto das camadas jovens, onde os comunistas estão mais carenciados. Por isso Jerónimo vai até onde for Louçã.
Louçã não pode (ou não deve) políticamente ir até ao fim. Os votos de Louçã não são os votos do Bloco, são menos, bastante menos e uma votação menor em Louçã mostrará o que Louçã não quer - que o Bloco é uma coisa e que Louçã é só uma parte do Bloco - que existem blocos no Bloco.
Se o Bloco for a votos, os comunistas também irão e Cavaco ganha à primeira.
Se Louçã não for a votos (impondo-se no interior do BE), Jerónimo também não necessita de ir a votos. Nesta situação os comunistas poderão dar liberdade de voto aos militantes e simpatizantes ou dar indicação de voto em Alegre. Louçã, a desistir (se o BE deixar), colará a sua imagem a Alegre, aproveitando a tendência das sondagens que dão este à frente de Soares, tentando capitalizar no provável precioso apoio do Bloco para uma eventual passagem de Alegre à segunda volta.
Se Cavaco correr contra Soares e Alegre (sem Jerónimo e Louçã) a probabilidade de não ganhar à primeira volta é elevada. Há que considerar, contudo, a relativa importância que os comunistas possam atribuir a uma vitória à esquerda ou à direita, perante a possibilidade de o seu líder se apresentar a escrutínio, com ou sem Louçã. O risco de serem crucificados pela esquerda é nulo, perante a divisão de candidaturas no seio do PS, partido da esquerda com maiores responsabilidades.
Se Cavaco não ganhar de caras irá ter como oponente Alegre. E a história reza assim: o candidato de esquerda ganha.
Depois há também a possibilidade do voto em Alegre com dois fins: primeiro ridicularizar Soares; segundo baralhar em definitivo a 3ª República e acelerar a sua queda. O voto assim não é um voto claramente democrático, mas a acontecer virá de sectores que Cavaco assume como seus.
Cavaco não serve ao País actual. É um europeísta convicto e um monetarista confesso.
Dentre os restantes dois candidatos melhor (?) posicionados venha o diabo e escolha: o grupo de Argel ou o grupo de Paris. Em qualquer dos casos dissidentes comunistas.
A escolha mostra-se fácil, para qualquer dos lados e respectivas motivações. As repercurssões serão bem mais difíceis de digerir.

7.12.05

O Sistema Está Gasto...

A ruptura no sistema é inevitável. Mesmo decorrendo de forma parcimoniosa, suave, gradativa e tantas vezes quase imperceptível. Porque as revoluções podem vir a assumir contornos radicais sem que tenham brotado de processos revolucionários, no sentido dado por Kant.
Constituindo-se a política numa esfera de influência inteligível ao nível da moral é, por obrigação mais do que por definição, uma relação entre governantes e governados, entre quem tem a obrigação de dirigir e quem tem de se submeter às decisões.
É claro que num regime político democrático esta relação tácitamente aceite se baseia em princípios antigos, do bom e do mau governo (da boa ou da má moeda), da conquista do poder e da forma como ele é exercido, da separação entre o poder político e o poder judicial, de quais os poderes que lhes são atribuídos, como se distinguem e interagem, como surgem as leis e como se procede no sentido do seu cabal cumprimento.
Do indivíduo singular não se ouve falar em direitos, senão circunstancialmente, mas acima de tudo de deveres - obediência às leis, transparência fiscal, comportamento cívico e moral.
Esta será a leitura do ângulo dos governantes, mas é possível fazer idêntica leitura do ângulo dos governados. Quando deixamos de considerar estes como um grupo coeso, de princípios morais comuns, regidos pela face dos deveres, e os consideramos como o somatório de vontades individuais, olhadoa à face dos direitos, percebemos que estamos a falar da mesma moeda, mas também de uma inflexão no registo político aceite, de uma revolução radical nas ideias, dogmas e preceitos comummente aceites.
Quando, individualmente, cada cidadão dá como bom o princípio de que em termos políticos já não existem diferenças; quando a análise a candidaturas políticas individuais é feita com total indiferença pelas personalidades em confronto, na convicção de que são todas iguais; quando esta indiferença nasce da certeza que o poder da mudança não reside nas vontades políticas partidária ou pessoais; quando, finalmente, nos damos conta de que esta interiorização individual da potência política é o sentimento generalizado do colectivo, assistimos, em definitivo, a uma mudança na face da moeda, a uma concepção lockiana onde os direitos naturais são a resultante de uma concepção individualista da sociedade, da essênciaa do Estado e que este é e representa o colectivo.
E representa bem ou mal, com a diferença de que o colectivo, somatório das percepções individuais, agora se dá conta e exige explicações para a boa ou má governação.
Se os candidatos políticos, individualmente considerados, não conseguem transmitir qualquer sentido ou objectivo político à acção governativa, eles próprios, não intencionalmente, subscrevem a tese de que a política nada tem a acrescentar no formato actual e que, enquanto cidadãos individualizados, se debatem com o mesmo problema e dilema dos demais indivíduos - como aceitar (ou impor) tantos deveres, sem sentir (garantir) a existência de direitos.
O Sistema está gasto.

2.11.05


















Gilioli
Disseste: o sol nasceu.
Foi verdadeiramente então que o sol nasceu
e que nos habituámos todos a dizer
que o sol nasceu.
Às vezes pensamos que acontece várias vezes
mas é uma ilusão de óptica que não nos deixa ver
o grande círculo azul em cujo centro
tu dizes eternamente: o sol nasceu.

Pedro Támen

De volta...

Tese entregue, a actividade volta à normalidade.
Estas coisas são sempre assim: uma enorme pressão, durante três anos, nalguns casos a trabalhar 24 horas por dia mais a noite e, depois, com o aproximar da data de entrega mau feitio e ansiedade, não porque o trabalho não esteja feito, mas sim pela vontade de, ao rever textos, acrescentar mais um ponto, e outro, e ainda outro. Ao fim e ao cabo o que leva, em primeira instância, a entrar num desafio de investigação: acrescentar algo mais ao que já foi dito.
É então necessário saber parar, dizer "chega, agora já está, saltemos para o fine tunning".
Depois é rápido: dois dias de fine tunning, mordidos até de madrugada, muito cansaço, mas a recompensa final de um trabalho que se crê de qualidade.
Portanto, até já.... o blog segue dentro de momentos

24.10.05

E onde pára a informação oficial ? E o PM?

Atentei nas reportagens efectuadas ontem e hoje, na RTP1, sobre a proibição da venda de aves vivas. Verifiquei como foi colocada a questão, as respostas obtidas e a própria intervenção das autoridades.
Verifico, igualmente, os muitos comentários efectuados, principalmente na blogosfera, mas antevejo que na comunicação social não será muito diferente.
A crítica incide, sempre, sobre a impreparação, incultura e tendência para o não cumprimento das normas e leis vigentes, que o nosso Povo parece praticar com toda a naturalidade.
Mas pergunto-me eu, e pergunto-vos a todos: será que, porque um canal de televisão anuncia que foi aprovado em Conselho de Ministros um determinado diploma, que esse anúncio deverá fazer fé? Onde param, então, as entidades oficiais competentes? Compete agoras às televisões anunciar e à população acatar o que a TV lhes transmite?
Onde está o Sr. Primeiro-Ministro, a quem cabe anunciar uma medida necessária ao nível da saúde pública e, igualmente, lesiva de interesses económicos? Não será ao Sr. PM que competirá ir à televisão e anunciar ao País as medidas que são absolutamente necessárias, que não se compadecem de publicação oficial, e que justificam pelo seu impacto, ao nível de muitos milhares de pequenas economias, a necessidade de as tomar? E quais as medidas em marcha para minorar os prejuízos económicos resultantes?
Porventura, alguém em seu juízo perfeito, pensará que a maioria dos portugueses não cuida da saúde dos demais?
As coisas só precisam de ser explicadas, com o ênfase necessário que a gravidade da situação requer. E esse ênfase só o PM o poderá transmitir em toda a sua força.
Agora, pretender que a televisão passou a ser um órgão de informação oficial do Estado, é surrealista.
Pretender que todos nós passemos a cumprir determinado preceito só porque foi anunciado na televisão é surrealismo.
Como é surrealista sabermos que, só agora, os animais que entram em Portugal estão sujeitos a quarentena, quando em qualquer país civilizado essa medida já vigora há décadas.

Citando Orson Welles

"Today I believe that man cannot escape his destiny to create whatever it is we make - jazz, a wooden spoon, or graffiti on the wall. All of these are expressions of man's creativity, proof that man has not yet been destroyed by technology. But are we making things for the people of our epoch or repeating what has been done before?
And finally, is the question itself important? We must ask ourselves that.
The most important thing is always to doubt the importance of the question."

















Antoine Bouvard Posted by Picasa

Perdigão perdeu a pena

Perdigão perdeu a pena
Não há mal que lhe não venha.

Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.

Quis voar a u~a alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.

Luís de Camões

23.10.05
























Alex Katz Posted by Picasa

As frouxas e irrelevantes presidenciais que se aproximam

As eleições presidenciais têm servido para premiar (o quê já lá vamos) os serviços (não importa se bons se maus) políticos prestados ao País. O presidente eleito é-o, não pela relevância da personalidade e sua importância política, mas pelo que fez (ou não fez; ou desfez) no passado.
É um prémio de carreira com reforma dourada.

Ramalho Eanes foi-o, supostamente pela importância no 25 de Novembro, substituindo-se na importância da operacionalidade militar naquele dia a Jaime Neves e, também porque ele próprio, Eanes, apadrinhou o documento dos nove, cuja face foi Melo Antunes, documento que servíu para salvar mais do que a face do PCP. Foi presidente sem merecer. Nada fez emquanto foi presidente.

Mário Soares foi presidente por ser a face da democracia portuguesa, por ter sido Primeiro -Ministro. A face da democracia, o antifascista, que viveu no exílio dourado, em Paris, financiado pelas posses de família, bem como por grupos económicos nacionais que estavam, e estão hoje, operacionais em Portugal. Exílio de champanhe e caviar, de um dissidente do PCP, cuja ambição política o levou a fundar um partido, sem espaço que estava no interior do PCP pela personalidade de Cunhal e pelos tiques burgueses que ostentava, insustentáveis e insuportáveis no interiro de um partido como o PCP.

Jorge Sampaio foi presidente por ter sido presidente da CM de Lisboa, líder do PS, mas sobretudo por ter sido um contestatário em 1968, identificado pela polícia política e ter, posteriormente, a sorte dos tempos do seu lado: estar no sítio certo , na hora certa, num partido sem saídas políticas para o desempenho do lugar como ainda hoje continua a não as ter (Soares aparece hoje, não podia aparecer há dez anos, porque tinha acabado de cumprir outros dez na mesma função).

Hoje temos Cavaco Silva e Soares que não trazem nada de novo. Temos a mesma história: Cavaco quer ser premiado por oito anos de governação, pela sua vaidade e também porque a Maria quer ser a primeira dama, e assumir um lugar que é uma aspiração antiga; Soares quer ser presidente por vaidade, falta de discernimento e ausência de soluções no PS.
Mas nada muda. Tudo é e ficará igual.
Todos eles contribuíram para o estado calamitoso em que Portugal se encontra. Nenhum deles se pode descartar de responsabilidades, porque activamente contribuíram para a tomada de decisões que a médio prazo se mostram dramáticas e a longo prazo se msotrarão catastróficas.

Nenhum deles serve. Nem qualquer dos outros candidatos.

Estas eleições presidenciais vão ser uma desilusão para o eleitor. Ou não vota, ou vota nulo ou no mal menor.

Gostava de ter visto um militar a concorrer às eleições. Gostava de assistir aos debates, às discussões públicas, aos conteúdos políticos de um lado e o conteúdo operacional do outro, na análise da situação actual e perspectivas futuras do País.
Gostava de ter um candidato mais à direita, com outro discurso, do que aqueles que se apresentam com discursos idênticos, disputando o mesmo espectro político.
Estas eleições não mobilizam nem intelectual nem políticamente. Só mesmo quem ainda viva as cores partidárias, como aqueles que vivem as cores dos clubes de futebol sem saberem porquê, se irão interessar pelas eleições; mas são poucos, muito poucos para galvanizarem.
E no fim, isso posso garantir-vos, todos perdemos (como sempre), ganhe quem ganhar.

22.10.05































Eric de Vree
 Posted by Picasa

As Palavras Interditas dos Leitores

E quem disse que a tabuleta do Aplauso não estava lá?
A do Espanto andamos nós com ela!
(a propósito de Equívocos Presidenciais)

Distribuem o que não têm e a factura está aí!
Quem a vai Pagar?
Eu,Tu,Nós, Vós...Ele e Eles nunca!
(a propósito de Uma razão fundamental para não ser de esquerda)

Muito complicado, extraordinariamente complexo.
Não vejo a Família Política a levantar-se da poltrona.
Porventura alguns até medo terão de um simples movimento, não vá cair-lhes o Céu em cima!

Uma viagem de 30 anos sem sentido e repleta de imoralidade, é e será
Uma herança que perdurará Infelizmente.
Quanto tempo não sei. Uma, duas, três gerações?
Sou um Sonhador, mas cada vez mais me convenço, que o meu Portugal
Precisa de um Abanão…Um Bom Abanão!
Desde a Justiça, à Saúde, à Educação, etc, etc, etc.
Tudo é Mau, demasiadamente
Mau para ser Verdade. Mas é a Verdade!
Quero um Portugal Justo e Solidário.

Deixem-me Sonhar!
(a propósito de Questões de miséria e a solução na Mão...)

António Stein