30.6.05

NEW YORK, NEW YORK


Start spreading the news,
I’m leaving today
I want to be a part of it - New York, New York
I wanna wake up in a city, that doesn’t sleep
And find I’m king of the hill - top of the heap.


These vagabond shoes, are longing to stray
Right through the very heart of it - New York, New York

These little town blues, are melting away
I’ll make a brand new start of it - in old New York
If I can... make it there, I’ll make it... anywhere
It’s up to you - New york, New York

I want to wake up in a city, that never sleeps
And find I’m a number one... top of the list, king of the hill
A number one .....(every time I hit that note, I feel such a pain, right over here)

(slow)These little town blues, are melting away
I’m gonna make a brand new start of it - in old new york
And if I can make it there, I’m gonna make it anywhere
It´s up to you - New York New York

[Nº 5] THE GOLDEN VOICES

THE RAT PACK

"We're not setting out to make Hamlet or Gone with the Wind. The idea is to hang out together , find fun with broads, and have a great time. We gotta make pictures people enjoy." Frank Sinatra
"The Satisfaction I get out of working with these two bums is that we have more laughs than the audience." Dean Martin


"Between us we knew everyone in showbusiness." Sammy Davis Jr.,

29.6.05

No Interesse da Nação...

É fundamental deixar a contestação ao nível que está: na "Rua"!
Concordando ou discordando com as medidas impostas por este governo socialista, as críticas deverão ser únicamente construtivas por parte de quem tem a formação suficiente para analisar e criticar transversalmente.
Porque os problemas nacionais atravessam toda a sociedade, porque a economia não é inesgotável, porque a paciência social tão pouco o é, torna-se necessário dar espaço para que a governação suceda e se perceba, em definitivo, se o País, funcionando no actual sistema organizativo, tem solução.
Caso se verifique a sua funcionalidade, ficaremos todos aliviados. Senão, a contestação de "Rua" fará sentir o seu peso na mudança.
Que a ninguém, consciente e de boa fé, lhe possa ser imputado em momento tão crítico da nossa longa História a responsabilidade de ter prejudicado, através de comentários e críticas destrutivas, o superior interesse da Nação.

ANGIE

Angie, Angie
When will those clouds all disappear
Angie, Angie
Where will it lead us from here

With no lovin' in our souls
And no money in our coats
You can't say we're satisfied
Angie, Angie
You can't say we never tried

Angie, you're beautiful, yeah
But ain't it time we said goodbye
Angie, I still love you
Remember all those nights we cried

All the dreams we held so close
Seemed to all go up in smoke
Let me whisper in your ear
(whispered): Angie, Angie
Where will it lead us from here

Oh Angie don't you weep
Or your kisses, they'll taste sweet
I hate that sadness in your eyes
But Angie, Angie
Ain't it time we said goodbye

With no lovin' in our souls
And no money in our coats
You can't say we're satisfied
But Angie, I still love you baby
Everywhere I look I see your eyes
There ain't a woman that comes close to you
Come on baby dry your eyes

Angie, Angie
Ain't it good to be alive
Angie, Angie
They can't say we never tried

(Jagger, Richards)

1990 e 1995 (Alvalade), 2003 (Coimbra), 2006 (?)....
Sometimes, we can get what we want Posted by Hello

28.6.05

Portugal e o "Rating"

A revisão em baixa do "rating" da S & P para a República Portuguesa, de AA para AA-, só tem uma leitura possível:
  • a economia portuguesa não garante estabilidade e capacidade de resposta aos problemas económicos que atravessa;
  • só é possível que o "rating" tenha sido fixado no patamar AA-, mais por efeito directo da zona euro, do que por mérito próprio da economia portuguesa;
  • caso a economia europeia se mantenha com crescimentos muito baixos, o residual possitivo para a nossa economia será insuficiente (estamos hoje totalmente dependentes das performances dos mais fortes países europeus, nomeadamente Alemanha) para respondermos cabalmente às crescentes necessidades e à erosão que a actividade económica vem apresentando;
  • na situação actual é com crescente dificuldade que as empresas portuguesas mantêm as suas quotas no mercado interno, pelo que o encerramento de empresas e a consequente perca de postos de trabalho são uma evidência.

Têm razão todos os que dizem que não é grave a revisão da classificação da nossa economia, aos olhos dos agentes económicos internacionais, como têm razão todos os que dizem que é grave.

Paradoxal? Nem tanto! O problema reside em Portugal, numa economia que não apresenta problemas conjunturais porque serão já todos estruturais, ou quase.

Assim, o que ambos os lados afirmam é que a revisão em baixa era espectável, sendo que para uns temos de nos habituar a viver com esse horizonte e, para os outros, o Sol há muito se foi e a classificação AA- ainda peca por excesso e, assim sendo, diminuindo a boa vontade diminuirá a confiança na nossa economia, na proporção directa do aumento do custo da dívida pública.

A situação é galopante, como em todas as tesourarias depauperadas.

27.6.05


James Longueville Posted by Hello

Jeito de escrever

Não sei que diga.
E a quem o dizer?
Não sei que pense.
Nada jamais soube.

Nem de mim, nem dos outros.
Nem do tempo, do céu e da terra, das coisas...
Seja do que for ou do que fosse.
Não sei que diga, não sei que pense.

Oiço os ralos queixosos, arrastados.
Ralos serão?
Horas da noite.
Noite começada ou adiantada, noite.
Como é bonito escrever!

Com este longo aparo, bonitas as letras e o gesto - o jeito.
Ao acaso, sem âncora, vago no tempo.
No tempo vago...
Ele vago e eu sem amparo.
Piam pássaros, trespassam o luto do espaço, este sereno luto das
horas. Mortas!

E por mais não ter que relatar me cerro.
Expressão antiga, epistolar: me cerro.
Tão grato é o velho, inopinado e novo.
Me cerro!

Assim: uma das mãos no papel, dedos fincados,
solta a outra, de pena expectante.
Uma que agarra, a outra que espera...
Ó ilusão!
E tudo acabou, acaba.
Para quê a busca das coisas novas, à toa e à roda?

Silêncio.
Nem pássaros já, noite morta.
Me cerro.
Ó minha derradeira composição! Do não, do nem, do nada, da ausência e
solidão.

Da indiferença.
Quero eu que o seja! da indiferença ilimitada.
Noite vasta e contínua, caminha, caminha.
Alonga-te.
A ribeira acordou.


(Irene Lisboa)

26.6.05


(Sittin' On) The Dock Of The Bay
Sittin in the morning sun,
I`ll be sittin' when the evening come,
Watching the ships roll in,
And I'll watch 'em roll away again, yeah,
I'm sittin' on the dock of the bay,
Watching the tide roll away, ouh,
I'm just sittin' on the dock of the bay,
Wasting time.
I left my home in Georgia,
Headed for the Frisco bay
I have nothing to live for,
Look like nothings gonna come my way,
So I'm just go sit on the dock of the bay
Watching the tide roll away,
I'm sittin' on the dock of the bay,
Wasting time
Look like nothings gonna change,
Everything still remain the same,
I can't do what ten people tell me to do,
So I guess I'll remain the same, yes,
Sittin' here resting my bones,
And this loneliness won't leave me alone, yes,
Two thousand miles I roam
Just to make this dock my home
Now I'm just go sit at the dock of the bay
Watching the tide roll away, ooh
Sittin' on the dock of the bay
Wasting time
Otis Redding

25.6.05


Mark Rowbotham Posted by Hello

Poema

...
O Sweetheart, hear you
Your lover's tale;
A man shall have sorrow
When friends him fail.

For he shall know then
Friends be untrue
And a little ashes
Their words come to.

But one unto him
Will softly move
And softly woo him
In ways of love.

His hand is under
Her smooth round breast;
So he who has sorrow
Shall have rest.
...
(James Joyce)

PREOCUPAÇÕES LEGÍTIMAS....DE TODOS NÓS

O Governo mostra-se preocupado com o previsível crescimento da "economia paralela", provocado pelo aumento da taxa de IVA para 21%.
Por outras palavras, muito mais puras e cristalinas:
O GOVERNO ESTÁ PREOCUPADO COM AS MEDIDAS QUE TOMA!

24.6.05

[31] The Jazz Mansion


Benny Carter, 1936 Posted by Hello

Symphony in Riffs - partitura dos "altos"
(Benny Carter) Posted by Hello
Bom Dia...

Sherre Daines Posted by Hello

"O PARADIGMA HIPÓCRITA" OU "UM ESTADO SEM PRESTÍGIO"

  • A execução de funções no sector público, quaisquer que sejam, não têm um reconhecimento nem uma aprovação idênticas, por parte da opinião pública, a serviços equivalentes prestados na actividade privada. A constatação comprova-se pela diferença remuneracional, desfavorável ao funcionário público, que nenhum governo se atreve a alterar.
A remuneração moral e prestígio social desapareceram há 30 anos.
  • Os funcionários públicos, conscientes do mau funcionamento do Estado, acabaram por perder o respeito por si próprios, projectando esse mesmo sentimento no utente público (fenómeno igualmente erosivo vive a Banca há cerca de 10 anos, ao nível do balcão e da figura do gestor de conta).
  • Numa tentativa de minimizar as profundas alterações sofridas pelo estatuto de funcionário público ao longo dos anos, defende-se por vezes o modelo francês, forçosamente hipócrita não só por definição (é francês) mas pela manifestação da vontade de querer "mostrar" uma Administração apolítica, modelo que supostamente salvaguarda os interesses dos utentes e do País, justificando assim a "queda" de importancia da função pública como um ajustamento das relações entre as esferas pública e privada.
  • Desta forma e muito rápidamente chega-se a um modelo em que a elite nacional não nasce no desempenho de altas funções do estado, transitando mais tarde para o sector privado, mas ao modelo inverso, onde os gestores privados, consumadas as suas fortunas, vêm ser aplicadas as suas competências na gestão de negócios privados à defesa dos interesses públicos. Parecendo à primeira vista uma fórmula crível de ser utilizada não resiste, contudo, à análise da interpretação fria que conduz à conclusão que, com semelhante modelo, se desdenha a capacidade de evolução dos escalões hierárquicamente inferiores na Administração Pública.
  • Não existindo evolução dentro da função pública, a nomeação de "estrelas" do sector privado, na forma de "past" qualquer coisa, desde administradores até consultores, pretende muito menos passar competencias do privado para o público e, muito mais, embelezar o Estado aos olhos dos cidadãos - que não dos funcionários - transmitindo-lhe um prestígio que o Estado já não tem condições de conseguir por si próprio.
  • Por outro lado, esta fórmula encerra em si mesma uma enorme dose de veneno: ao aceitarem lugares públicos, os gestores não conseguem fazer do Estado uma empresa mas transmitem a exacta noção que o Estado só é credível se se parecer com uma empresa. Contudo, no Estado exige-se uma clara distinção entre o escalão executivo e o poder decisório, princípio que colide claramente com a administração e gestão das empresas. Estaremos, assim, perante uma clara contradição.
  • Perdida a dignidade de outrora, a autoridade e reconhecimento social de depositários do interesse público, concorrendo com interpretes que chegam constantemente do exterior e que bastas vezes são instrumentos de manipulação de interesses privados, os funcionários públicos acabam por se amesquinhar, definhar, concorrendo para um mau funcionamento público, para um arrastar de processos, tornando-se no alvo fácil - "the sitting duck" - das associações patronais e empresariais e dos políticos afanosos em passar um discurso populista, que pareça sofisticado, mas que na realidade enferma da capacidade de determinar sériamente quais os verdadeiros problemas da Administração e do Estado moderno, da degradação da sua imagem e da incapacidade de encontrar um modelo alternativo.
Se é que existe um verdadeiro interesse em reformar a Administração Pública.