20.5.05

Acréscimo de Razões Para O NÃO - Da Realidade Para Os Cenários Possíveis (2)

Temas Dominantes da Agenda Comunitária e Fundamentais para a Apreciação da Constituição Proposta
  1. Comissão Europeia – limite da composição da Comissão, a partir de 2009 a 15 comissários, decidido por unanimidade pelo Conselho, que será inferior ao número de E-M – significando, claramente, uma marginalização dos Estados mais fracos.
  2. Conselho Europeu – O sistema de decisão por maioria qualificada, 60 %, baseia-se na lógica da população por E-M. A crítica é precisamente a de que esta reponderação reforça o poder dos Estados com maior população, maior economia, os Estados mais fortes. É a reponderação do poder relativo. A Questão do Directório deixa de o ser. Está assumido que existe e é para funcionar.
  3. Formação de maiorias qualificadas e minorias de bloqueio pós 2005. O âmbito do processo de decisão passou da unanimidade para a maioria qualificada em 27 disposições que abrangem áreas como: cooperação económica, financeira e técnica com países terceiros, política industrial e outras.
  4. No caso dos Fundos Estruturais e do Fundo de Coesão e da adopção dos regulamentos financeiros, a passagem para a decisão por maioria qualificada far-se-á em 2007. Verifica-se uma perca acentuada da capacidade de gerir, externamente à UE, os interesses económicos.
  5. Cooperações reforçadas –A zona euro é a mais evidente cooperação reforçada (com 12 dos 15 E-M). É prevista a possibilidade de instituir cooperações reforçadas no âmbito da PESC, para a aplicação de uma posição ou acção comum, excepto no domínio da defesa. A regra essencial deste mecanismo é a Comissão Europeia ser o garante de uma cooperação reforçada, preservando o papel central da UE. Não esquecer que a CE vai ser reduzida no número de membros e nem todos os países estarão representados com a assiduidade que se consideraria mínima, pela existência de um directório de países firmes na Comissão.

Com o alargamento, a UE será mais diversa e heterogénea, sendo possível a existência do bloqueamento de alguns países.É a Europa a várias velocidades perfeitamente institucionalizada. Os países que não conseguirem acompanhar o andamento das economias mais desenvolvidas ficarão, inexorávelmente para trás, criando-se uma Europa de 1ª, de 2ª e, talvez, até de 3ª categoria.

A estas medidas, algumas já em funcionamento, acresce que a Constituição atribui um reforço de poderes a :

  • art. 27º MNE da União . Os assuntos de política externa passam a estar centralizados, reduzindo drásticamente a autonomia da política externa dos estados nacionais.
  • Art. 28º TJ inclui:TSE, TGI eT.Especializados. - reforço do poder judicial.
  • Art. 29º o BCE é uma instituição. O Banco Central Europeu passa a entidade supranacional, com ascendencia sobre os Bancos Centrais nacionais.
  • Art. 32º Actos jurídicos da União – novidade: lei europeia/lei-quadro europeia.

Aumento, em exponencial, da capacidade legislativa, impondo o direito europeu ao direito nacional. Como a representatividade é calculada de acordo com a população, imagine-se o peso de pequenos países como o nosso na tomada de decisões legislativas. Perca do poder dos Parlamentos nacionais.
São igualmente previstos actos não legislativos (decisão europeia / regulamento europeu.

Na Conspiração das Ideias,das Palavras e até, na das Coincidências.
Antono Stein

Acréscimo de Razões Para O NÃO - Da Realidade Para Os Cenários Possíveis (1)

Funções que os Estados – Nacionais têm actualmente na EU.

1ª Função atribuída normalmente aos Estados nacionais - a função de estabilização macro-económica – políticas de preço, de rendimento e cambial. No caso da UE, a política cambial e monetária desapareceu. A política de preço e rendimento está fortemente condicionada.
Os Estados nacionais perderam uma fatia fundamental na execução da sua função estabilizadora.

2º Função atribuída à afectação de recursos – perda por parte dos Estados nacionais, que deixaram de ter controlo sobre a política aduaneira e de concorrência.

Alguma importância derivada da inexistencia de uma política industrial comum.
Na área da afectação de recursos, houve também uma limitação dos Estados-membros.

3º Função atribuída ao assegurar de uma certa redistribuição interna- a nível do rendimento pessoal, os E-M podem intervir no sistema de Segurança Social, onde ainda têm autonomia.
A nível da distribuição regional, esta compete fundamentalmente à UE – regiões objectivo 1, 2, 3, etc.


Em suma: Os E-M estão hoje fortemente condicionados na parte económica.
É curioso, contudo, não se falar numa harmonização fiscal e social, garante de uma mais equitativa distribuição. A questão social, do estado-providência é, ela própria significativamente limitativa da livre circulação de pessoas na UE.

Na vertente política (PESC, Defesa, Justiça, etc.), a integração dos E-M é menor.

É precisamente nestes aspectos que uma Constituição europeia virá limitar fortemente, senão anular, o papel de soberania obrigatório que qualquer Estado de direito, por dever para com o povo, com o seu futuro, deve desempenhar.

A “globalização” europeia da Lei Fundamental conduzirá a uma autonomia muito relativa e reduzida, sob o ponto de vista político, diluindo-se por completo do ponto de vista económico.


A acrescer a este cenário nada promissor, temos de lidar, em Portugal, com as nefastas consequências do alargamento aos PECOS. O aumento acentuado da perificidade de Portugal face ao centro da UE, face às zonas económicas mais desenvolvidas, agravou-se, pois o centro de gravidade deslocou-se, claramente, para a Europa Central e Oriental.

Assim, para nós portugueses, a distância geográfica acentuou claramente a distância económica e, com uma Constituição Europeia, igualmente o distanciamento político será um facto, ficando, inteira e definitivamente, Portugal entregue à vontade do directório que hoje actua à sombra dos mecanismos de funcionamento da União e, que amanhã, funcionará escudado na legitimação constitucional.

LIBERDADE

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

(Fernando Pessoa)
Bom Dia...

Gordon Hughes Posted by Hello

19.5.05


Mike Bernard Posted by Hello

Participação Dos Leitores Na Discussão Pública do "Não"

A luta mais hodierna é entre a constituição de grandes espaços económicos a favor de minorias dominadoras e manipuladoras e os estabelecimento descentralizado de comunidades autárcitas e orgânicas onde cada homem complemente as internecessidades de outros que as integram.A ideia de estado,das suas instituições, do seus povo, do território pátrio ou de interesse, começa a estar anquilosada ou foi corrompida.As tecnologias emergentes parecem determinar outro modo de organização polito-social , onde deve prevalecer a racionalidade e a subjectividade imanente à natureza humana.O que se pretende constituir na europa é uma realidade vetusta que apenas pretende subsistir para além dos novos tempos que se anunciam, mais racionais,mais puros e com tecnologias mais leves e também mais dinâmicas.Naturalmente que os empórios pretendem manter o estado das coisas e vão investindo com as manipulações necessárias através dos meios que vão dominando.Mas a história não tem fim, o seu devir parece indicar a necessidade de inventarmos outro modo de nos organizarmos social e politicamente. E esse novo estadio de uma evolução,por definição, implica a constituição de novos parâmetros tanto morais como materiais.O que se passa é apenas um estertor dos velhos tempos. Todos os crespúsculos vespertinos,por mais luminosos que sejam, anunciam a escuridão e consequentemente o nascer de um novo dia.
Num mundo multidimensional, nenhuma estrutura consegue captar todas as dimensões a cargo da soberania e, quanto maior a dimensão universal, mais absurdo querer tratar e resolver problemas com base numa estrutura centralizadora, com tentações de totalização política através de directórios, seja ou não europeu o espaço em referencia. É, claramente, uma tentativa desesperada, tanto quanto a artificialidade de que goza.
Cada Estado deverá ser, ao invés, um representante credível da Nação, baseado nos seus princípios fundamentais, consagrados na sua própria Constituição, perfeitamente adaptada às características do próprio povo, para que possa desempenhar cabalmente a sua função de descodificador face aos interesses do exterior e, simultaneamente, interprete correctamente o papel difusor do interesse nacional no exterior.
A transparencia, a circulação de informação, a clareza na definição dos objectivos nacionais são condições fundamentais para um correcto funcionamento num ambiente mundial complexo, proporcionando em simultaneo o crescimento de uma identidade nacional mobilizadora de uma ambição comum.
O mundo será tanto mais estável quanto mais flexível se tornar. E a flexibilidade implica liberdade e autonomia.
JHF
A efetivar-se o "SIM" á constituição europeia, seja qual for o texto da sua redacção, tal facto apenas legitimará o triunfo do sonho de Napoleão Bonaparte - "a criação do Império Europeu", duzentos anos após o seu malogro.É óbvio, é evidente que as constituições só alcançam legitimidade real quando são o resultado prático da vida e dos costumes dos povos que as proclamam. O que não é o caso.A União Europeia enquanto tratado económico, tem interesse pois permite a união de esforços através do maior denominador comum - O Económico. A generalidade das pessoas ainda não compreenderam que após a aceitação do Tratado de Constituição, em tese, qualquer Estado que se rebele poderá ser invadido "legitimamente" e obrigado a aceitar a vontade da maioria dos outros estados. Dirão: "isso nunca irá acontecer". Cuidado! Lógico que poderá acontecer desde que seja por nós ratificada essa constituição.Veja-se a guerra da Secessão Americana.Qual a causa? A libertação dos negros? Não, a vontade dos Estados do Sul de se libertarem da Federação. Cuidado! Muito cuidado...
LuisdoBrasil
No caso de Portugal, a suposta vantagem económica da integração é uma miragem. Na óptica dos novos conceitos económicos de criação e desvio de comércio, que nascem pela necessidade de explicar as uniões aduaneiras, Portugal apresenta um claro desvio de comércio, não equilibrado pela esperada criação de comércio. Por outras palavras, económicamente estamos em perca desde a integração e esta situação justifica, por si só, os epítetos de economia atrasada, não concorrencial e incapaz de gerar riqueza. Consome-se muito importado sem se ser capaz de ganhar competencias que nos distingam nos mercaods externos. Voltarei a este assunto. Sempre direi, contudo, que para o bem-estar são preferíveis as Zonas de Comércio Livres.
Quanto à Constituição, esta prevê no art. 59º nº1, o direito de secessão, prevendo no nº 2 as condições de saída. Gostaria de ver a reacção à saída de países que foram receptores líquidos de contribuições comunitárias (ou deveria chamar-lhe indemnizações). Concordo consigo: seria o "bom e o bonito"!
Na generalidade das Constituições, estas começam por referir de imediato que são redigidas pelo povo e para o povo. Na constituição europeia os termos que encontramos são: "Tomando como Inspiração"; "Acreditando"; "Convencidos que"; "Determinados a";" Gratos por". Sintomático.
A diferença é enorme, no conteúdo e na motivação.
JHF
Dada a atitude generalizada dos povos e governantes Europeus que só conseguem olhar para o próprio umbigo (veja-se as negociações de fundos Europeus e a crise do Iraque) parece-me haver um longo e árduo caminho a percorrer até que comecemos a sentir a Europa além dos interesses puramente económicos.
Se os dirigentes nacionais e europeus não entenderem que sem os povos não iremos a lado nenhum, o fim é previsivel resumindo-se a uma questão de tempo. Faz-me imenso sentido a frase já proferida por outros " fazemos referendo, mas é proibido votar não" . Qual será desta vez o "PAPÃO" com que nos irão castigar se nos portarmos mal?
Diria que o receio que deveremos ter, acima de todos os outros, é o do convencimento de uma classe política perfeitamente identificada no pensamento e nas intenções, poder alcandorar-se o direito de pensar sequer, que nos guiamos todos, cega e ordeiramente, pelas suas cabeças.
O inverso será fundamental: sermos, todos nós, o "PAPÃO" dessa classe política!
JHF

Princípios Fundamentais

Contráriamente ao previsto por Montesquieu, a dinâmica histórica começada pela era do iluminismo não conduziu à morte das religiões, mas inclusivé promoveu o seu renascimento, algumas das vezes sob formas bastante degradadas.

A esfera política, após luta demorada para se libertar dos grilhões religiosos e exercer, por si só, toda a influência, parece sucumbir da própria liberdade alcançada.
O mundo está hoje ciente das enormes dificuldades que encerra, abandonado pelos projectos políticos sistemáticamente fracassados, agarrando-se aos rituais religiosos como necessidade absoluta de dar um sentido às vidas desafortunadas. Mesmo os enormes progressos científicos não afastaram a população da religião. Promoveram, até, uma maior aproximação.
A ficção científica substiuíu as novelas romanescas de outros tempos. As armas e naves inter-galácticas, com poderes especiais, substituíram os cavalos, as pistolas, os castelos. Curiosamente, tanto numa situação como noutra mantêm-se as figuras míticas, dotadas de poderes transcendentais, com feitiços e capacidades mentais extraordinárias: Merlin, Gandalf, Obi-Wan.
Não será então de estranhar que dois mil anos depois de Jesus, com a ciência a um ritmo imenso, a religião seja encarada com tudo o que tem de mais mágico. Não é de estranhar que os rituais se sobreponham à metafísica. É reverenciado o indeterminado como derradeiro refúgio dos sentidos.
Nos países pobres, onde o tempo não consolidou o Estado-Nação, as religiões obedecem a uma lógica de ambição de renascimento do poder político, de lhe devolver um sentido. O fundamentalismo hislâmico e hindú descobrem energias no mal amparado, explicado e assimilado choque da modernidade.
Assusta-nos a perspectiva de que vencido o espectro comunista, se desenvolva um novo projecto político global, baseado nos pressupostos da fé, quando, em simultâneo, vemos esfumar-se a nossa própria crença no universo democrático que construímos. Assusta-nos a ausência de sentido de família que grassa no mundo ocidental, a perca, por comodismo ou egoísmo, ou ambos, da missão de educar, ensinar, transversalizar o conhecimento e a cultura, pela prática sistemática de entregar a educação das gerações vindouras a terceiros e da ostracização pela idade da geração anterior à nossa. Conscientes ou não destas realidades, agarramo-nos à fé, à igreja, ao culto, aos dogmas, às normas. Procuramos nestas a orientação para nós e para os outros. A sociedade da informação está fortemente perdida, desorientada, desinformada.
Acreditando ou não nos dogmas religiosos, aceitando que possam estes ser objecto de discussão, de um princípio fundamental nenhum de nós deve abdicar: se o dogma é discutível, a norma não pode sofrer a mínima contestação. Quem se atreve a discutir a validade dos Dez Mandamentos, enquanto normativo adequado ao funcionamento do homem em sociedade? Atrever-se-á alguém a discutir a pertinácia dos sete pecados mortais?
Será possível aceitar a norma sem conviver com o dogma?
Não! Se tal fosse possível o normativo jurídico seria suficiente para a orientação comportamental do Mundo. Como sabemos não é. Porquê? Porque não é garante da orientação moral e espiritual e estas são fundamentais.
Sejamos então crentes, todos, independentemente da religião que abracemos e olhemos, para todos os demais, sob o olhar fraterno de quem sabe que confortando se conforta a si próprio, que entendendo se entende a si próprio, que respeitando se respeita a si próprio.

Dale Erickson Posted by Hello

Meantime

Far away, far away,
Far away from here...
There is no worry after joy
Or away from fear
Far away from here.

Her lips were not very red,
Not her hair quite gold.
Her hands played with rings.
She did not let me hold
Her hands playing with gold.

She is something past,
Far away from pain.
Joy can touch her not, nor hope
Enter her domain,
Neither love in vain.

Perhaps at some day beyond
Shadows and light
She will think of me and make
All me a delight
All away from sight.

(Fernando Pessoa)

A Constituição Europeia E A Necessidade de Dizer NÃO

(texto recuperado em parte, acrescido de novos dados para discussão)
Podemos atribuir alguma razão aos federalistas europeus quando denunciam quão arcaicos são os argumentos nacionalistas - muito embora o nacionalismo,fecundo e não radicalizado em teorias políticas não humanistas, possa e deva ser encarado como resultante de um espaço geográfico perfeitamente determinado e sinónimo de solidariedade.



Tiremo-lhes a razão quando pretendem construir um projecto europeu baseado num nacionalismo europeu. Quando a Europa se estende a leste e a ocidente, é impossível conceber um corpo político único, semelhante ao dos países que a constituem. Falta-lhe a massa aglutinadora

Não existe um interesse nacional europeu. Existem interesses comuns (económicos, entenda-se), mas que não fundamentam, nunca, uma identidade europeia específica, que em todas as frentes consiga congregar todos os europeus face ao "mundo exterior", para além de ter de se considerar anti-natura uma posição semelhante por parte dos países europeus. Não há memória histórica de tal atitude.


Igualmente não se consegue criar uma identidade europeia baseada nas leis e preceitos institucionais. Não são as instituições nem os seus normativos que criam o sentimento de pertença a um mesmo corpo e espaço, mas sim o inverso: o sentimento de pertença permite aceitar os constrangimentos institucionais.


Uma Constituição, como Lei Fundamental, é tanto Constituição política como Constituição social. Ao garantir os direitos e liberdades individuais e ao incluir larguíssimos aspectos e áreas da dinâmica económica , social e cultural, é inalienavelmente, um direito dos cidadãos diante do poder.


Mais do que um ramo do direito, a Constituição é o próprio tronco donde arrancam todos os outros ramos do direito, formando no seu conjunto o ordenamento jurídico do Estado. O direito Constitucional é vivo e prático. As nocões têm de ser postas à prova, documentadas e enriquecidas com o trabalho de interpretação e aplicação das normas, tanto pelo poder político, como por todos os órgãos sujeitos a critérios de actuação jurídica.
É então necessária uma enorme atenção à legislação de execução da Constituição e à jurisprudência constitucional.


O Estado actual define-se a partir de três elementos fundamentais: povo, território e poder político.
O Estado apresenta-se como sede material do poder, como área de segurança dos indivíduos , como domínio de acção indiscutida.
O papel do território é fundamental: local de fixação de um povo; local de aglutinação de elementos diversos de um mesmo povo; base fundamental do sentido de identidade nacional ao longo dos tempos, em relação ou mesmo oposição a outros povos; base de permanência do poder político.


A moderna ideia de Estado atinge a plenitude na ideia de soberania. A soberania implica imediatividade ou ligação directa entre o Estado e o indivíduo.
Todos são iguais, porque todos se subordinam ao mesmo poder.
A soberania reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição, subordinando-se o Estado àquela.


A confusão sobre o debate europeu deriva, essencialmente, de ser feito tendo por base o debate político sobre a soberania. Não é possível assentar a Europa numa estrutura institucional fixa, assente num território com limites definidos e definitivos, porque não obedece a nenhuma arquitectura clara ou lógica territorial.


As instituições políticas, pela sua natureza morfológica e histórica, lidam mal com a necessidade de abertura e, simultaneamente, de protecção dos interesses. A definição de fronteiras, a constituição de corpos políticos, as leis, normas e regulamentos, são entendidas como as bases estáveis sobre as quais se edificam e consolidam os interesses nacionais.


Cada espaço político e social tem as suas idiossincrasias, necessitando de medidas pontuais e específicas face aos problemas encontrados, sob pena do sistema começar a promover desigualdades e injustiças, reflexas num mau aproveitamento dos recursos locais, e subjugando à lógica dos mais fortes o interesse dos mais fracos.


Não se trata de concentrar cada vez mais poder em entidades políticas cada vez maiores, mas sim de organizar as compatibilidades, de preparar as convergencias, de difundir as mudanças.


A constituição Europeia que se pretende é tudo menos o que se enuncia. É a ferramenta de controle dos mais fortes, a guilhotina para os mais fracos. Por isso se tem de dizer não à Constituição Europeia.

Raul Perez Posted by Hello

18.5.05

ESTÁ NA HORA DE ORGANIZAR O MOVIMENTO DO “NÃO”

JPP in "Abrupto"
"Todos aqueles que querem votar “não” e não se revêem no “não” do PCP e do BE à Constituição Europeia, de que estão á espera para organizar um movimento que explique as suas razões aos portugueses? Ou o derrotismo face à gigantesca coligação do “sim”, com todos os partidos e todos os meios, já impera? Os partidários do “sim” usam toda a sua força institucional. O Presidente da República já anda em campanha pelo “sim” nas escolas, mostrando que nesta matéria não se importa de ser presidente só de uma parte dos portugueses. Sócrates, Vitorino, Cavaco, Marcelo, Marques Mendes e Portas virão defender o “sim”. O dinheiro da Comissão e do Parlamento Europeu já flui para encartes, artigos, panfletos e colóquios com os pódios ou as audiências cuidadosamente equilibrados para se parecer que se debate, quando não se debate, ou, quando se debate, não haver exposição pública dos argumentos do “não”. Está na hora de se exigir à rádio e à televisão públicas um acesso igual aos defensores do "sim" e do "não", como é suposto numa democracia.Senão tudo será, como já é, prudente, sottovoce, regrado e controlado para que o “sim” ganhe pela porta de trás, sub-reptício, a reboque de umas eleições autárquicas em que, está-se mesmo a ver, a questão europeia vai ser muito discutida. Está pois na altura de criar um movimento, um fórum de debate público, um ajuntamento, seja lá o que for, para explicar porque razão se deve pensar duas vezes antes de assinar de cruz um tratado cujas implicações podem ser trágicas para quem deseja uma Europa unida mas uma Europa de nações e não uma híbrida construção transnacional, pouco democrática, subordinada a um directório franco-alemão e a uma burocracia internacional que funciona, como todas as burocracias, para aumentar o seu poder". (sic)
  • A Constituição é a Lei Fundamental do País. Todos os ramos do direito se lhe subordinam.
    É na Constituição que estão consagrados os Direitos, os Deveres e as Garantias!
    Ao aceitar-se o princípio do primado da Constituição Europeia sobre as Constituições Nacionais, mais se não está a fazer do que aceitar alterar a Constituição Nacional de forma a que esta "case" com aquela.
    Por outras palavras, as Constituições Nacionais passarão a estar subordinadas à Constituição Europeia, pelo que terão, forçosamente, de ser decalcadas daquela.
    Alteram-se assim os Direitos, Deveres e Garantias, bem como todo o direito subsidiário.
    Perde-se a independencia, subjugada ao poder dos mais fortes. Ingerência total, firmada constitucionalmente.
    O direito vigente em Portugal passa a articular-se de acordo com as leis fundamentais fixadas pelos países mais poderosos da UE (leia-se Alemanha em 70% e França em 30%).
    O que a Alemanha não conseguíu pela força das armas, por duas vezes, irá obter do ponto de vista económico, suportado na legalidade constitucional.
    Mas para os partidos políticos portugueses mais representativos, acrescidos do PR, este é um fado que não merece discussão, porque o destino não se discute.
    Resta-nos o PCP, para o não à Constituição Europeia.
    Ainda nos veremos na situação de ter de votar no sentido do PCP, a bem da Nação, no referendo sobre a Const. Europeia, o que não deixando de ser um voto absolutamente essencial, será perfeitamente surrealista.
    Votar no NÃO defendido pelo PCP, "A Bem Da Nação"!!!!! Nunca o imaginei!
    Partido político, com as cores nacionais e sentido patriótico procura-se. Agradece-se a quem encontrar que o divulgue com urgência!

( excerto de um artigo já publicado neste "Blog")

A educação Sexual Aviltante e Ultrajante nas Escolas Portuguesas

Perfeitamente de acordo cara BlahBlahBlah! Igualmente com o António Torres!
Para assinar a
Petição seguir o "link".

É fundamental começar a tomar as rédeas da situação neste Nosso País que se esboroa de forma tão célere que, cada vez mais, sempre que se sai do País, ao voltar, a sensação de frustração é enorme e as desigualdades gritantes.
E as diferenças não são só económicas. São, fundamentalmente comportamentais e, tremendamente grave, de ausência de opinião. É o "laisser-faire" aplicado à vida de cada um, a automação, a ausência da capacidade crítica, gérmen fundamental de crescimento e maturação de uma sociedade.

Que mal fizemos Nós, Portugueses, para merecer tal "sorte"?
Porque "carga de água" temos de "chupar" com um bando imenso de ociosos e pobres coitados, intelectualmente desonestos e moralmente corrompidos, pelo dinheiro e pelo sexo, "políticos" que mais não são que empregados permanentes de multinacionais partidárias (as ligações que os partidos mantêm entre si,na Europa, através de grupos políticos organizados,prefiguram associações estratégicas internacionais) que, em condições normais de funcionamento de um estado de direito regulado e arregimentado por regras e princípios sólidos, onde a norma fosse a valorização dos mais capazes, não passariam, todos eles, de funcionários medíocres e cinzentos, arrostando as suas "pequenas" vidas, à dimensão da sua própria ambição e universo.
Basta ver (o mesmo é dizer olhar, mas atentamente) e de relance, as bancadas da Assembleia da república (felizmente que deixaram cair o Nacional ) para perceber a quantidade imensa de tristes figuras que por lá abundam.
O sistema tem de mudar, já! Chega de vilipendiar toda uma História e Culturas construídas em 900 anos de sólida união. Basta de afrancesados, germanófilos, pedófilos, europeístas, esquerdistas, lobistas, e todos os demais grupos que, sendo poucos no número, impõem a sua vontade a todos os demais.

Grant Wood Posted by Hello

Na Conspiração Das Palavras...

Tive a liberdade de hoje publicar um pequeno texto, referenciando este seu artigo de opinião
( nota: o artigo mencionado é
"esclarecimento presidencial").
Sómente quis partilhar um sentimento que nos é comum!

António Stein (blog Secret Story)

Caro António
Agradeço a amabilidade da referência, oferecendo os meus préstimos, desde logo, enquanto fiel patriota de uma Nação imensa de nome Portugal.
E já somos dois, mas partilho da sua certeza que muitos mais haverá. Direi mesmo que a maioria dos portugueses partilham das nossas preocupações e angústias, só faltando dizer: BASTA!

Quanto ao nome do partido, fiquei curioso.
João Fernandes

17.5.05


Sisley Posted by Hello

BOM DIA...

Amor :
a manhã é uma densa juventude
e um caminho de esperança, recolhido.

Com brisas que antecedem os desejos
magoa as ténues águas dos nenúfares
onde os peixes gravitam suas cores.

As crianças brincam já a esta hora.
As suas vozes trocam de harmonia
e sobem, no meu peito iluminado.

O dia acorda o dia e, lentamente,

nos preparamos para envelhecer.

E assim, amor, eu mando-te notícias
sem vontade de ter outra morada
que não seja sorrir e estar contigo.

Passou, agora mesmo, ao rés da rua,
um esquife, vazio de pessoas,
queimando a dor em duas ou três rosas
- quase bonitas de tão pobrezinhas!

Além, um gato, expira nos esgotos
seu gesto melancólico de fome
e um homem - já cansado de ser homem,
encosta-se ao portão dum prédio novo.

É manhã. Um ar lavado e fresco
entorna-se nos rostos apressados
como se a dor não existisse mais.
Que sons, os da cidade, meu amor !

(Vasco de Lima Couto)
do Vasco L.Couto guarda-se a memória da casa de Constância onde com amigos escolhidos se escolhia a noite a descer no rio e os poemas e o desenhos corriam pelo terraço onde se mimavam as pombas os beijos os segredos as intrigas e a gargalhada aberta...reler aqui este poema fez da saudade um bem maior.

16.5.05


John Arbuckle Posted by Hello

ESCLARECIMENTO PRESIDENCIAL

Naquele seu jeito de falar sobre assuntos sérios atribuindo ao discurso desapego e, por vezes, alguma ironia, Jorge Sampaio promoveu uma palestra junto de estudantes universitários.
O tema: Constituição Europeia. A conclusão: ninguém deve ter temor do primado da Constituição Europeia sobre as Constituições Nacionais, porque, acima de tudo, esse era já um dado adquirido que não deverá merecer qualquer tipo de discussão mais azeda ou mesmo histeria perante a possibilidade de perca de soberania nacional no que de mais sagrado uma Nação tem: a sua Lei Fundamental (nas restantes áreas já pouco existe).
Aquele jeito desapegado de J. Sampaio sempre o vi como uma forma de o PR fugir a uma realidade que sabe existir e conhece melhor que ninguém: o seu quase total desconhecimento sobre as reais repercurssões de medidas de fundo tomadas ao nível da UE e, simultâneamente, fugir a diálogos que iriam, forçosamente, colocar a descoberto a sua tremenda impreparação histórica, filosófica, económica e social. Ademais, afinam todos pelo mesmo diapasão - Europa.
Aliás, este pequeno desabafo é motivado mais pela petulância que esse comportamento reiterado alberga, do que própriamente por gostar mais ou menos da figura (que não gosto). É da análise da atitude, nada educadora e profilática, antes distante e aligeirada, como se de assuntos semelhantes a cerejas se tratem, que advém esta minha crença de que o Presidente se escuda no trato, porte e abordagem aos temas numa arrogância mal disfarçada, na certeza de que como primeiro magistrado da nação, nenhuma questão se lhe colocará, se a essa questão não estiver pelos ajustes para a responder.
10 anos de ausência de respostas seriam de mais e, assim, nada como "amedrontar" através de postura de cátedra. Solilóquios presidencias, dos quais não se aproveitam princípios nenhuns enunciadores para uma tomada de posição em consciência, particularmente sobre a matéria referida.
Aliás é sintomático verificar que nesta questão da Const. Europeia, não se encontrem argumentos explicativos e formadores de uma opinião, mas meras tomadas de posição. Dizem: "sou a favor e todos deveremos apoiar o projecto da Constituição" e pronto, está, supostamente, tudo dito.
Quanto ao presidente: que diabo se poderia pedir a um homem que só ganhou uma Câmara Municipal e que nada fez? O mesmo que provávelmente a Santana Lopes!
Mas voltemos à questão da Constituição Europeia.
A Constituição é a Lei Fundamental do País. Todos os ramos do direito se lhe subordinam.
É na Constituição que estão consagrados os Direitos, os Deveres e as Garantias!
Ao aceitar-se o princípio do primado da Constituição Europeia sobre as Constituições Nacionais, mais se não está a fazer do que aceitar alterar a Constituição Nacional de forma a que esta "case" com aquela.
Por outras palavras, as Constituições Nacionais passarão a estar subordinadas à Constituição Europeia, pelo que terão, forçosamente, de ser decalcadas daquela.
Alteram-se assim os Direitos, Deveres e Garantias, bem como todo o direito subsidiário.
Perde-se a independencia, subjugada ao poder dos mais fortes. Ingerência total, firmada constitucionalmente.
O direito vigente em Portugal passa a articular-se de acordo com as leis fundamentais fixadas pelos países mais poderosos da UE (leia-se Alemanha em 70% e França em 30%).
O que a Alemanha não conseguíu pela força das armas, por duas vezes, irá obter do ponto de vista económico, suportado na legalidade constitucional.
Mas para os partidos políticos portugueses mais representativos, acrescidos do PR, este é um fado que não merece discussão, porque já era sabido de antemão.
Resta-nos o PCP, para o não à Constituição Europeia.
Ainda nos veremos na situação de ter de votar no sentido do PCP, a bem da Nação, no referendo sobre a Const. Europeia, o que não deixando de ser um voto absolutamente essencial, será perfeitamente surrealista.
Votar no NÃO defendido pelo PCP, "A Bem Da Nação"!!!!! Nunca o imaginei!
Partido político, com as cores nacionais e sentido patriótico procura-se. Agradece-se a quem encontrar que o divulgue com urgência!

Picasso Posted by Hello

A Concha

A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fachada de marés, a sonhos e lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.

Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.

E telhados de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, no bronze falso!
Lareira aberta ao vento,as salas frias.

A minha casa...Mas é outra história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.

(Vitorino Nemésio)

Onde acharei lugar tão apartado

Onde acharei lugar tão apartado
E tão isento em tudo da ventura,
Que, não digo eu de humana criatura,
Mas nem de feras seja frequentado?

Algum bosque medonho e carregado,
Ou selva solitária, triste e escura,
Sem fonte clara ou plácida verdura,
Enfim, lugar conforme a meu cuidado?

Porque ali, nas entranhas dos penedos,
Em vida morto, sepultado em vida,
Me queixe copiosa e livremente;

Que, pois a minha pena é sem medida,
Ali triste serei em dias ledos
E dias tristes me farão contente.

(Luís de Camões)

She Weeps over Rahoon

Rain on Rahoon falls softly, softly falling,
Where my dark lover lies.
Sad is his voice that calls me, sadly calling,
At grey moonrise.

Love, hear thou
How soft, how sad his voice is ever calling,
Ever unanswered, and the dark rain falling,
Then as now.

Dark too our hearts, O love, shall lie and cold
As his sad heart has lain
Under the moongrey nettles, the black mould
And muttering rain

(James Joyce)

15.5.05

Para ver NASATV em directo.
Escolhendo o RealPlayer, o programa é seguido com legendas, seguramente uma mais-valia para os mais pequenos


Karen Yurkovich Posted by Hello

SONETOS

1
Chaves na mão, melena desgrenhada,

Batendo o pé na casa, a mãe ordena
Que o furtado colchão, fofo e de pena,
A filha o ponha ali ou a criada.

A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz coa doce voz que o ar serena:
– «Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»

– «Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem mãos?» E, dizendo isto,
Arremete-lhe à cara e ao penteado.

Eis senão quando (caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!...

2
Vai, mísero cavalo lazarento,

Pastar longas campinas livremente;
Não percas tempo, enquanto to consente
De magros cães faminto ajuntamento.

Esta sela, teu único ornamento,
Para sinal da minha dor veemente,
De torto prego ficará pendente,
Despojo inútil do inconstante vento.

Morre em paz, que, em havendo algum dinheiro,
Hei-de mandar, em honra de teu nome,
Abrir em negra pedra este letreiro:
«Aqui piedoso entulho os ossos come

Do mais fiel, mais rápido sendeiro,
Que fora eterno, a não morrer de fome».

(Nicolau Tolentino)

O CÃO ATÓMICO

1.
Este cão tem folhas nas orelhas,

com quatro talos
mas o que este cão deveria ter era calos,
e só tem olhos e ossos
e morrinha num dente!
Mas, meu Deus, este cão
quase o diria meu irmão
parece gente!

2.
Este cão é redondo. Está deitado,

rosna com gengivas de uivo.
Dizem-me que foi lobo,
mas perdeu a alcateia
como os homens perderam a razão,
que hoje serve de osso ao cão
escapou ao cogumelo nuclear,
e por isso se foi deitar.

(Vitorino Nemésio)

RESPIRO O TEU CORPO

Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.


(Eugénio de Andrade)

14.5.05


Abel Manta Posted by Hello

O PORQUÊ DO DIREITO À DIFERENÇA

Nas pétalas de uma flôr, abertas ao Sol esbanjando beleza, pousou uma abelha, obreira magnífica que na força da colmeia justifica a razão do comportamento isolado.
Nos bagos da romã, pequenos e arredondados, surge a força do fruto, imensa, resultado último da união dos bagos que o compõem.
Nos princípios normativos de uma sociedade que se reconhece num determinado espaço, partilhando um tempo de solidariedade feita de valores, alegrias e outras tantas dores, forja-se a sua força aglutinadora, a resistencia ao egoísmo e egocentrismo, a sua capacidade última de se rever como comunidade, onde as diferenças se esbatem na desgraça e a união resultante deriva do profundo sentido e respeito da individualidade, tal como a abelha e o bago da romã.

PERGUNTA COM RESPOSTA

Se de cada vez que muda um governo se levantam suspeições - que acreditamos são perfeitamente fundadas - que opinião deveremos ter sobre toda a classe política que há 31 anos (des)governa este nosso País?
Mais: se só agora parece ser difícil ficar impune, o que se terá passado nos primeiros 21 anos, quando os políticos eram intocáveis e a impunidade imperava?
O cidadão que todos somos tem a resposta, estou certo.

13.5.05


Bual Posted by Hello

Uma Decisão Acertada Mas Indiciadora Dos Tempos Que Correm...

Na sequência da motivação de João Paulo II - aproximar os fiéis dos seus Santos, garantindo a beatificação de cristãos palpáveis na memória e nos actos, juntando-os a todos os outros que são conhecidos pelas atitudes descritas e pelas Imagens que pontificam nas Igrejas, mas que não estando próximos no tempo de todos nós, nos levariam fácilmente a pensar que tempos houve em que Santos e Milagres "abundavam" na Terra mas, que hoje, por razões várias, só encontramos demónios e ninguém a quem santificar - Bento XVI decidíu e bem, iniciar o processo de beatificação daquele que o mais merece acima de todos os outros, mesmo não estando transcorridos os cinco anos considerados mínimos para o início desse processo.
Contudo, que ninguém se engane: João Paulo II foi o Papa da concórdia, mas a necessidade de beatificações e de aproximação da população à Igreja através de ícones actuais promovem, naturalmente, o receio da presença de tempos de conflito, cujos sinais são de há muito visíveis.
Saúde-se, então, a visão estratégica e pragmática da Igreja Católica Apostólica Romana, na certeza de que, perante semelhante visão e antecipação das dificuldades, prova cabal da sua inteligência e fulgor, contará com todos nós para os combates que se avizinham: ideológicos, culturais e, por fim, políticos (societários).

Triste Sina

a de quem tem de continuar a esgrimir argumentos anti- regime "salazarista", num debate televisivo, 31 anos depois da queda do regime (o tempo da outra Senhora, como ficou conhecido) para suportar a vitória de um candidato nas eleições presidenciais de 2006.
Aconteceu a Fernando Rosas, ao pretender demonstrar (QED) que todos os presidentes até agora eleitos e indicados pelo PS tinham militado nas hostes oposicionistas, e a Dias Loureiro que afirmou, após aquela "brilhante" dedução de Rosas (que poderia ser uma excelente aposta no "Levanta-te e Ri") que também Aníbal Cavaco Silva tinha militado contra o "ancien" regime, afirmando:
"se fôr por aí estamos safos (sic)".

Os tempos agora são outros: daqui a trinta anos, a história (com h pequeno) que agora vivemos será conhecida, garantidamente, como " o tempo da outra Gaija".
nota: a propósito, para uma correcta interpretação de gaija, ler:
TalvezTeEscreva.

Sentir a Maresia no Meio da Serra

Indiferentemente de se tratar de uma atitude pouco coerente e incipiente sob o prisma político, levando a acreditar em absoluto e após tanta asneira e falta de moral, que o problema de Portugal é ter políticos que não têm condições de o ser, porque vêem o País à luz dos interesses pessoais e nunca dos interesses colectivos - mesmo que as medidas tomadas sejam de interesse regional e nacional - e ainda reprovável à luz de qualquer racicocínio intelectualmente sério que se faça, a verdade, verdadinha, é que a ser verdade que Nobre Guedes foi escutado durante cinco meses enquanto ministro e, sabendo todos, que foi minstro durante 7 (sete) meses, o caso cheira, quer se queira quer não, a Mar e Serra.
Lá que cheira, cheira!
Uma referência a Secret Story

Cruzeiro Seixas Posted by Hello

«A Cena do Ódio», excerto

Ergo-me pederasta apupado de imbecis,
divinizo-Me Meretriz, ex-libris do Pecado,
e odeio tudo o que não Me é por Me rirem o Eu!
Satanizo-me Tara na Vara de Moisés!
O castigo das serpentes é-me riso nos dentes,
Inferno a arder o Meu cantar! (...)
Tu, que te dizes Homem! (...)
Vai vivendo a bestialidade na Noite dos meus olhos,
vai inchando a tua ambição-toiro
'té que a barriga te rebente rã. (...)
Hei-de, entretanto, gastar a garganta
a insultar-te, ó besta! (...)
Tu chegas sempre primeiro...
Eu volto sempre amanhã...
Agora vou esperar que morras. (...)
E vós também, nojentos da Polític
que explorais eleitos o patriotismo!
Maquereaux da Pátria que vos pariu ingénuos
e vos amortalha infames!
E vós também, pindéricos jornalistas
que fazeis cócegas e outras coisas
à opinião pública! (...)
Ah! Que eu sinto claramente que nasci
de uma praga de ciúmes.
Eu sou as sete pragas sobre o Nilo
e a alma dos Bórgias a penar!

(Almada Negreiros)
Tu, qu'inventaste a chatice e o balão,
e que farto de te chateares no chão
te foste chatear no ar,
e qu'inda foste inventar submarinos
p'ra te chateares também por debaixo d'água...
Tu, que tens a mania das invenções e Descobertas
.......................
Tu consegues ser cada vez mais besta
e a este progresso chamas Civilização!"

(Almada Negreiros)

12.5.05


Nadir Afonso Posted by Hello

Na busca, errada e errónea, do "bezerro de ouro"...

estar "fora do tempo" não existe. Se a "lei" e a "ordem" vigentes não correspondem à expectativa gerada nos anos verdes, feitos de molduras de sonhos, é porque não o são de facto e só por tácita adesão, (in)voluntária e garantidamente violenta, na alma e no corpo, se poderão considerar como tal.
A não adesão implica estar fora de "tudo". É o "tudo" que não agrada e mote inspirador da rejeição à adesão. Contudo, este "tudo" é quase "nada". E digo "quase" porque, finalmente e em consciência, sabemos que a vida é ditada por pequenos "nadas". A nossa vida, à excepção do nascimento, da morte, da paternidade, do amor e da amizade, é ditada, toda ela, por pequenos "nadas".
Mas fora do "tudo" estão muitos, quase todos. E se digo "quase" é porque dentro deste "tudo" só cabem mesmo aqueles que vivem dos "nadas" - não os que vêem a vida ditada por pequenos "nadas" - e que são eles próprios, em simultâneo, os "tudos" e os "nadas".
Na realidade os que não são "nadas" e não estão inseridos no "tudo", são afinal o "todo", sem o qual o "tudo" nada significa e os "nadas" perdem eficácia.
É na força da vida vivida convictamente, de forma louca e apaixonada intelectual e fisicamente, na existência não truncada, feita e reforçada de convicções, de certezas e dúvidas carregadas na inteligencia e na moral que não se vende, nem se aluga, mas se afirma continuamente que a vida merece ser vivida e permite a sua partilha
Dá-se! Primeiro dá-se, esperando em troca receber, almejando que dando sempre mais do que se recebe, se receba no final mais do que se esperava.
Bom Dia...

Henrique Pousão Posted by Hello

Quem diz que Amor é falso ou enganoso

Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,
Sem falta lhe terá bem merecido
Que lhe seja cruel ou rigoroso.

Amor é brando, é doce, e é piedoso.
Quem o contrário diz não seja crido;
Seja por cego e apaixonado tido,
E aos homens, e inda aos Deuses, odioso.

Se males faz Amor em mim se vêem;
Em mim mostrando todo o seu rigor,
Ao mundo quis mostrar quanto podia.

Mas todas suas iras são de Amor;
Todos os seus males são um bem,
Que eu por todo outro bem não trocaria.

(Luís de Camões)
Pois as iras de Amor e todos os males que daí advêm quando este se transforma em ódio e despeito são verdadeiros "case study"...

BlahBlahBlah



11.5.05


Alcides Baião Posted by Hello

NADA INTELIGENTE...

a questão levantada em volta da herdade Portucale, pertença do grupo ES, e a dificuldade de a reconverter para utilidade turística - muito embora já existam na área 2 campos de golfe de 18 buracos, que apontam claramente o caminho a seguir - é fortemente elucidativa da manipulação passível de ser exercida, através de forças obscuras, por não serem claros os contornos dos interesses que defendem - Quercus - num Portugal de extremos, onde a permissividade se mistura, perigosamente, com a ortodoxia mais "dura", de um fundamentalismo irracional, tanto quanto a ligeireza com que são tratados os assuntos de Estado.
Os extremos tocam-se, de facto!
Não importa agora se a autorização de abate de cerca de 3.000 sobreiros vem acompanhada de uma obrigação de plantar cerca de 5.000 árvores da mesma espécie, que por sinal já estão plantadas há muito; ou se a criação de 400 postos de trabalho na zona são de enorme importância; ou ainda, se existem em Portugal muitos locais que poderão juntar o útil ao agradável - contribuir para o PIB em mais do que um sector de actividade.
O que importa verdadeiramente é questionar a pertinácia de 3 (três) ministros viabilizarem um empreendimento 4 dias antes de cessarem funções, por imperativo de eleições, já para não mencionar o facto de se encontrarem sómente em funções de gestão.
Cheira mal, quer queiram quer não!
A temporalidade, para além de inoportuna, é altamente questionável.
Mesmo que se pretendam perseguições pessoais, a cheirar a praia e a serra, não é admissível que se tomem medidas que não são essenciais a um governo de gestão - porque implicam interesses económicos - por membros proeminentes da vida governativa, polítca e social do País.
O processo foi célere, demais para os hábitos instituídos, mas foi pertinente e esse facto pesa.
Em simultâneo coloca-se em causa um empreendimento que, em momento algum, questiono como válido, necessário e importante. Os métodos para a sua viabilização não terão sido, contudo e supostamente, os mais indicados e, se assim fôr, igualmente o promotor falhou redondamente.
A preocupação que subjaz, pelo menos na minha óptica, não é determinar do interesse do investimento (que reitero de importante): é determinar se o empreendimento é travado porque os "interlocutores" foram mal escolhidos, no tempo e no espaço.

REFLEXÃO...

a confiança é um valor, passível de ser vulnerável quando relacionado com terceiros, mas inquestionável quando se trata de nós próprios.

10.5.05


Noronha da Costa Posted by Hello

PORTUGAL

Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
serás sempre o que sou.

E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço.

Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.

(Miguel Torga)

9.5.05


Carlos de Bragança (Rei de Portugal) Posted by Hello

O Dinheiro: Uma Auto-Estrada Universalmente Aceite

No mundo actual - no nosso mundo e nas nossas vidas - o poder moderno não é um exercício meramente abstracto: assenta básicamente em dinheiro, em fortunas feitas de uma forma rápida, muito rápida, parecendo a todos serem estas as únicas merecedoras dos maiores encómios e os seus titulares pequenos Midas; por contraponto com as fortunas antigas, algumas já ultrapassando o século de existência, normalmente baseadas em factores de produção, ao contrário daquelas, fortemente baseadas na especulação.
O dinheiro surge como estrada universalmente aceite, onde vão dar todos os caminhos e formas de poder, unificador irreal e simultaneamente trivial, da vontade económica mesclada de um poder religioso.
O poder moderno é hoje utilizado fazendo uso da difusão informativa e não da sua retenção. O poder não se centra na limitação do conhecimento de terceiros, "dos outros", mas sim na capacidade de mobilizar o conhecimento "de todos".
Como consequencia surge a banalização da informação. Esta conduz à transformação das relações sociais, como às relações do poder.
As decisões já não são tomadas por alguém, são a consequencia de uma série de etapas no decurso das quais se moldam as decisões.
É precisamente este o terreno onde tem crescido e se tem desenvolvido uma nova forma de corrupção.
Reagindo a uma multitude de informações, perante uma abundancia excessiva de dados, procurando ter em conta os multiplos interesses, quase sempre contraditórios, dos grupos de pressão, o funcionário moderno vê-se cada vez menos como alguém encarregado de fazer prevalecer um interesse público, mas antes como um instrumento social facilitador de um jogo que é, em si próprio, a regra.
Neste cenário, o excesso de informação mata a própria informação e, muito embora, tenha terminado há muito o tempo dos privilégios baseados em títulos nobiliárquicos, esta preferencia clássica, chamemos-lhe assim, reaparece sob outra forma e veste: a abundancia de títulos mata os próprios títulos e a concorrencia elimina os mais "medíocres" e só deixa lugar à sobrevivencia dos "melhores". A questão coloca-se então: como distingui-los?
Vivendo-se na era da informação, da comunicação, aproximando-nos cada vez mais do conhecimento, a esperança de levar a cabo uma tarefa baseada em conceitos meramente técnicos é uma ilusão. Há então que proceder por etapas: mostrar o que se conhece, reintroduzir novas ou antigas fidelidades, conjugar vontades no colmatar do vazio deixado pela ausencia da motivação política, da razão política. Assegurada a qualidade da informação, torna-se essencial a qualidade do contacto, sendo as decisões - como a eleição de pessoas - tomadas à sombra dessa qualidade.
No mundo em que vivemos o poder emana da capacidade relacional muito mais do que do saber; o interesse público "casa-se" com o interesse privado na procura de incrementos de eficácia. São imperceptíveis os deslizamentos através dos quais se passa do contacto à dependencia, da informação à capacidade de influencia. A corrupção é sómente a face visível, tosca e grosseira, de o fazer.
A multiplicação dos escândalos envolvendo bens materiais não é mais do que a consequencia lógica da verdade universalmente aceite, o dinheiro, como medida do triunfo individual ou da sociedade, unidade comúm de medida que permite uma ligação e comunicação imediata com os nossos "semelhantes", pela reverencia e fascinio que compartilham connosco em relação ao dinheiro e à divisão de poder que estão dispostos a estabelecer. Esta será mais ou menos durável no tempo conforme os laços de proximidade se estabeleçam numa maior ou menor base ideológia, seja ela moral, política ou religiosa, ou todas conjuntamente.
E como as iludências aparudem...

Blahblahblah

Silva Porto Posted by Hello

Abel Manta - "Lg. Camões" Posted by Hello

8.5.05

CATILINA

Eu sou o solitário e nunca minto.
Rasguei toda a vaidade tira a tira
E caminho sem medo e sem mentira
À luz crepuscular do meu instinto.

De tudo desligado, livre sinto
Cada coisa vibrar como uma lira,
Eu - coisa sem nome em que respira
Toda a inquietação dum deus extinto.

Sou a seta lançada em pleno espaço
E tenho de cumprir o meu impulso,
Sou aquele que venho e logo passo.

E o coração batendo no meu pulso
Despedaçou a forma do meu braço
Pra além do nó de angústia mais convulso.

(Sophia de Mello Breyner)

6.5.05


John Arbuckle Posted by Hello

Necessidades parvas de afirmação política e pessoal

A questão da meningite, da escola e das crianças (3) internadas ameaça tornar-se numa cena autista, ao nível da discussão e da inteligencia.
Graça Freitas, chefe de divisão das doenças transmissíveis da Direcção-Geral de Saúde (DGS), explica que não há razões médicas nem científicas para encerrar nem o infantário de Amarante, nem a escola Dona Leonor de Lencastre, no Cacém, onde há três alunos internados com meningite. «Do ponto de vista da DGS, dos centros de saúde, não há qualquer necessidade de encerrar as escolas. Seria infinitamente mais simples, ao nível da opinião pública, ter fechado as escolas, ter desinfectado e voltar a abrir. Mas não podemos fazer isso porque não é ético», explica.
Ontem, a Direccção-Geral de Saúde, relatava para os meios de comunicação social os contornos da propagação da doença e da segurança das instalações escolares, utilizando termos como: presumo...penso que....espero que....estamos convencidos que..., e outros dentro da mesma linha que inspiram tudo, menos confiança a quem escuta. Aliás, este tipo discursivo está há largos anos na moda, como forma de alijar responsabilidades mesmo antes que estas existam.
Percebe-se e já todos entendemos, que a referida bactéria não é transmissível através das paredes, do chão, das cadeiras e secretárias ou mesmo do tecto. Somos nós que a transportamos, entendendo-se o "nós" como 10 % da população, e depois, a bactéria encontra campo para se desenvolver ou não.
E assim surgem os casos de meningite.
Percebe-se que as escolas não devam fechar para serem desinfectadas, porque nada há para desinfectar.
O Ministro da Saúde dava conta disso mesmo, esta manhã.
No meio de tanta explicação e certeza uma dúvida assalta-me o espírito: e as crianças? Será que já nenhuma delas é portadora e, simultaneamente, agente transmissor? Não será necessária uma despistagem e, possívelmente, uma quarentena? Só para ter a certeza de que não existe, de todo, risco de contágio ?
Presumo que o fecho das escolas se possa operar tendo como motivação as dúvidas que levanto.
Não é necessário desinfectar as escolas? Óptimo!
Encerram-se, durante os dias necessários para que se perceba que nenhuma das crianças que as frequentava possa padecer de meningite ainda não declarada.
Dir-me-ão: mas para tal bastam 48 horas! Que seja, mas sinceramente, o que é que custa fechar uma, duas, três escolas durante 48 ou 72 horas, como prova: de preocupação humana; de respeito para com as crianças e respectivos pais; de que o Estado é pessoa de bem, preocupado, mesmo que apareça alguém a afirmar que a atitude é, igualmente, demagógica ou mesmo pouco ética? Que seja! Mas se fica toda a gente mais descansada.
Que raio: as escolas podem encerrar porque os professores fazem greve, porque o pessoal auxiliar (no meu tempo as senhoras da limpeza) fazem greve!
As escolas podem manter-se fechadas no início dos anos lectivos, total ou parcialmente, porque não foram colocados professores suficientes ou por atraso no início do ano escolar.
Podem fechar por todas estas razões e mais mil outras, mas não podem fechar porque uma criança já morreu, outras três continuam internadas em estado grave e os pais de todos os outros se encontram, legítimamente, preocupados.
Sinceramente não percebo. Não percebo como uma escola está fechada há dois dias porque os alunos que se apresentam são insuficientes para a abrir (50 numa população de 900) por iniciativa dos pais, mas não pode ser encerrada, pelos mesmos dois dias, acrescidos do fim-de-semana, por vontade do poder político.
Neste país a necessidade de afirmação continua muito elevada e enquanto assim fôr....

Mas há mais......

Graça Freitas afirmou, tranquilizando os pais, que são muito raros os casos em que a meningite causa a morte das crianças, embora e cito: «infelizmente haja excepções que causam a morte e que são dramáticas para as famílias».
Verdadeiramente tranquilizante!